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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
Comum. Com.Br
Leitores Qualificados:
Ano 21 - MdM: 4.0







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)


Nova Ortografia.
Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
+ hifens, nada muda,
não aderimos!


[Contra-Capa]

GATO PRETO

Luz reina nas sombras, buracos negros atraem-na, mas não devolve!
(Por: Joseh Pereira – 01/06/2020) – Reeditado

Oportunidade para algumas considerações sobre a superstição, enquanto homenageamos um gato muito afável com que pude estar e, sem que eu percebesse me deixou. Era um gato adulto, muito preto, com gestos de quem buscava uma atenção. Com um certo cuidado, pois, poderia me estranhar e querer me agredir, abordei-o, passando minha mão na sua cabeça e orelhas, surpreendendo-me uma coisa, se eu afastava um pouco a minha mão, ele me acompanhava com a cabeça, indo atrás do meu calor, comovendo-me profundamente. Algumas vezes levantava a cabeça e olhava para dentro do carro, como quem desejasse progredir o relacionamento, ao entrar e ficar comigo. Voltei a ler o meu livro e o gato a dormir ao lado da porta ainda aberta. Desci e fiquei em pé, lendo. Não demorou e vi o gato a se encostar e se esfregar em meu pé e na minha perna, a clamar por uma atenção que talvez lhe faltasse. Depois, procurei-o e não mais vi por perto. Gostaria que esse simpático bichano, amigo afável, tendo estado por acaso em minha companhia, soubesse desta singela homenagem que lhe faço! Um gato de pelos escuros, que me fez feliz por vários minutos! Quanta pena de inocentes gatos pretos, pobres coitados, pela sua associação aos mais diversos tipos de sortilégios, ou seja, azares em geral, os supostos males de feiticeiros, maquinações de inimigos, os chamados artifícios diabólicos. A relação com o mundo das trevas do tipo felino, talvez, tenha tido início no Século XI, com os insistentes relatos de aparições de gatos pretos malignos em locais povoados por Bruxas, outra figura do misticismo popular. Daí, teria começado a surgir a superstição de que os gatos de cor preta davam azar. Acreditava-se que os felinos, todos, devido a seus hábitos noturnos, tinham relações com seres do mal e, se o gato era da cor preta, aí, era considerado diabólico, uma vez que essa cor era associada às trevas e à magia negra. Assim, na cultura medieval, os gatos pretos tornaram-se inerentes à mítica figura das feiticeiras. Há registros segundo os quais, estes gatos eram injustamente acusados de estarem associados a maus espíritos e foram, por isso, queimados juntamente com pessoas acusadas de Bruxaria. A perseguição a estes animais atingiu seu auge no Século XVI, logo no final da Idade Média, na Inglaterra, quando misteriosamente teriam visto um gato preto expelindo gases nas ruas das cidades, fato atribuído à ação de feiticeiras. Aliás, até hoje existe a ideia de que toda bruxa possui um gato preto de estimação, sendo esse animal associado aos mais diversos tipos de sortilégios. É muito comum ouvirmos estórias de sorte e azar associadas aos animais dessa cor, sendo muito citados na cultura popular, em textos ou filmes de suspense e terror. Mas, lucidamente falando, por que ter medo da cor do gato preto?!
Quem diria, um simples gato “de cor” no estacionamento despertou-me o tema referente à superstição, definida como “crença em situações em que a relação de causa e efeito não é demonstrável ou racional, mas empírica”. Ela pode estar associada à suposição de que alguma força sobrenatural, de origem religiosa ou não, age para promover a suposta causalidade. Superstições são, por definição, não fundamentadas em verificação de qualquer espécie, podem estar baseadas em tradições populares e, normalmente, relacionadas com o pensamento mágico. Acreditar que certas ações, voluntárias ou não, algumas rezas ou simpatias, curas, conjuros ou exorcismos, feitiços, maldições ou outros rituais mágicos podem influenciar de modo transcendental a sua vida constitui uma atitude típica de supersticioso. Várias pseudo-ciências, entre outras, a adivinhação, astrologia, curandeirismo, geomancia, tarô e, até mesmo, a homeopatia se classificam como superstições, pois, o elo causal entre a atitude do supersticioso e o efeito que se supõe ocorrer é, em muitos casos, difuso, muitas vezes, não declarado e sempre impossível de ser verificado. Por esta razão ele é atribuído a forças sobrenaturais que incluem a força do destino (crer nisto, também, que barco furado), o poder invisível dos astros, dos ritos mágicos, dos espíritos que podem ser de humanos já falecidos, de seres não humanos, mas presentes na natureza, como anjos (a não ser que espíritos de Deus) ou demônios e outros. Esta maneira de pensar é contrária à razão e viola os princípios da ciência, que buscam analisar os fenômenos e encontrar relações de causas e efeitos demonstráveis e reproduzíveis por quem se disponha a testá-las. Embora seja perfeitamente possível que algo considerado impossível e sobrenatural no presente seja um dia verificado pelo método científico, é importante que se encare com ceticismo as afirmações de paranormalidade ou realizações extraordinárias muito superiores à capacidade técnica no presente. Em muitos casos, porém, o pensamento mágico e supersticioso deu origem ou conduziu a alguma disciplina do conhecimento científico moderno. É o caso da astrologia da qual surgiu a astronomia, da alquimia que deu origem à química e outras. Dos exemplos de superstições, ora, é melhor não começar a enumerá-los, tão numerosos eles são. Lembramos que alguns estudiosos da Bíblia dizem que a superstição infringe as leis ali descritas e está, portanto, em contradição com sua religião. No entanto a própria Bíblia aceita as superstições do povo judeu, quando aceita o texto produzido por aquele ambiente cultural. Na realidade, cada grupamento religioso pode ver como supersticiosas as crenças fora de suas visões da realidade, o que está de acordo com a definição primitiva da palavra “superstição”, derivada do latim “superstitio”, significando algo que sobrou e se contrapõe à “religio”, a palavra latina usada para se referir ao culto aos deuses (no plural, porque ao nível de paganismos politeístas), dando origem a “re-ligar”, uma necessidade de todo ser vivo. Ainda mais, o que é considerada uma crença perfeitamente aceita por um grupo pode ser visto como supersticiosa por pessoas de outras culturas. Neste sentido toda crença não fundamentada empírica, teoricamente é uma superstição, independentemente de quantas pessoas acreditam nela e por quanto tempo o fazem. Eis, pois, em nossa mesa uma Crônica agradável sobre um assunto importante, tudo porque um gato que perambulava pela cidade topou comigo deixando recordações. Aí, no final, a pergunta. No caminho havia um gato, preto de doer, mas quem teria medo de um animal tão dócil, quase humano?! Ou com Você, mesmo assim, em cenário descontraído e natural, seria diferente?! Mas, por quê?!


PS – Coisas acontecem. Um belo dia, já distante no tempo ainda nos anos mil novecentos e sessenta, ao nascer do Sol, a poucos metros de deixar minha casa para tomar um ônibus, viam-se junto a um barranco ao lado da rua restos de uma galinha preta, uma garrafa de pinga e velas acesas. Indignei-me com aquilo e, blindada a minha mente contra invasões inimigas, passei a chutar e espalhar, desfigurando o cenário intencional montado à noite, por quem e para quem, eu não pensei! Quando queremos neutralizar “inimigos voadores”, os chamados fluidos negativos, que agem à distância ou próximos de nós, antes devemos nos preparar com a devida proteção a nossa mente para que desconheça, tornando indiferente à mente mal intencionada, pois, todo bem e todo mal têm início na mente humana, salvá-la dos malefícios circulantes em torno de nós ou abrir-lhe, potencializando-lhe sua adesão a fluidos positivos em nossa direção, eis o grande segredo a ser aplicado no cotidiano de todos nós! Com tal atitude, inteligente, quem poderá contra nós?! Vamos repetir, se possível, batendo forte na mesa para fazer bastante barulho?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 01/02/2015, um texto em reprise com vida nova!

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Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!


NUDEZ CASTIGADA

Um olhar discreto e sereno do corpo humano tal qual um templo.
(Por: Joseh Pereira – 01/05/2020) – Reeditado

Nós, nos momentos em que ficamos nus, quer dizer, retiramos os “agasalhos” protetores, deveríamos nos sentir apenas mais vulneráveis, podendo nos machucar ou nos ferir mais facilmente, talvez. Mas não, a Nudez Humana coberta de mitos e tabus culturais passa a ser tratada, vista ou usada não naturalmente por mentes e condutas humanas, em geral, impuras, poluídas ou equivocadas. Vamos, nestas poucas linhas, procurar desenvolver o tema, realizando uma abordagem crítica e racional, enquanto se mantém uma postura muito adulta, respeitosa, serena, equilibrada e natural. Somos capazes de avaliar de quanta contradição ou confusão se reveste a nudez humana, não obstante a certeza de ser o Corpo um bem muito particular e inviolável, pessoal e íntimo, amigo do seu principal protetor, ou seja, a nossa pessoa aí inserida. Porém, por muitas razões que a própria razão desconhece nós vivemos privando o Corpo Humano de sair ao Sol e, livremente, respirar, além de assistirmos com um silêncio cúmplice a uma vil exploração, especialmente do corpo da mulher e, em menor escala, também do homem, sempre da pior forma, deturpando os seus objetivos ditados por sua natureza. Pois, é contra este estado de coisas que o Blog se levanta, ao defender uma liberdade mais vigilante e natural do Corpo Humano, hoje, humilhado por línguas mórbidas e mercados do sexo, além de certas novelas e filmes do gênero, igualmente impróprios e deformantes. Para nós, a roupa sempre representa uma necessidade profissional, familiar e social, mas não se deve distanciar demais a figura do nosso corpo, a ponto de podermos nos esquecer, aumentando alguns descuidos do nosso Corpo, “especial abrigo do espírito animador da matéria”. Gostaríamos, aqui, de indagar-lhe, desde que seguido de uma pré-condição para eliminar o súbito e o surpreendente, como se comportaria à frente de um homem ou mulher, em seu estado selvagem de absoluta nudez, à queima-roupa, ao vivo e sem disfarces, iria manter-se naturalmente sem se chocar ou consideraria logo coisa imprópria, obscena e imoral, bastando-lhe a pura e simples nudez da cena?! E mais, consideradas a pré-condição e espera devidas, caso fosse convidado a ficar também 100% à vontade, iria se sentir constrangido ou não estaria nem aí, mantendo seu comportamento normal de quando com suas roupas habituais?! Respostas contrárias às indagações justificam dizer que na fábula bíblica Adão e Eva “não sentiam vergonha da sua nudez porque não se viam nus”, uma coisa ou sensação amparada na culpa, que teria vindo depois do fruto proibido. Logo, ter vergonha de tirar a roupa na companhia de outrem pode não ser uma boa notícia a quem se nega peremptoriamente a fazê-lo, alguma culpa não sanada pode ser o obstáculo. Seria o meu caso?! Ou seria o seu?!
Na conclusão de uma Crônica sobre importante assunto que nos diz respeito a todos, embora a alguns pareça meio delicado e polêmico, nós imaginamos no entanto que quem concorda com Nelson Rodrigues, autor da frase segundo a qual “Toda nudez será castigada”, deva ter no mínimo uma carência de conhecimento histórico da humanidade, inclusive, de como éramos em relação à nudez em público até por volta dos anos trezentos da Era Cristã. Quando Cristo apareceu na beira do mar Pedro e demais pescadores demoraram para atendê-Lo, pois, sabendo quem era tinham de cobrirem-se, estavam nus no barco. Outro caso de inocente nudez. O excessivo desapego a bens materiais de São Francisco fez com que seu pai o levasse à autoridade local para deserdá-lo quando, diante do seu pai e do Bispo (tempo em que a Igreja servia o Estado como autêntico cartório), eis que Francisco considerando suas roupas também como bens materiais seus tirou-as todas devolvendo à autoridade deserdante e, completamente nu diante do próprio pai e da autoridade, não foi repreendido, tendo sido elogiada sua atitude pelo Bispo que o acolheu, cobrindo-o. Como vimos, estar ou ficar nu está longe de ser um bicho de sete cabeças, não fosse a defesa errada de um corpo distante demais, afastado, cuja distância costuma ser proporcional às suas mistificações, além do mercantilismo imoral com estímulos ideológicos a expor corpos e sexos em situações e cenas imundas da forma mais vil, grosseira e criminosa. Devemos, portanto, proteger nosso Corpo Humano da sarjeta dos vícios e do pudor desproporcional, ambos prejudiciais a seu perfeito entendimento. Lembremo-nos que: – “A visão de Deus radiografa até a alma, por que tentar nos esconder?!”; “Lembra-te, sem cessar, que vieste nu e nu voltarás” (Ecl 5,14; Jó 1,21); “Ambos estavam nus, o homem e a mulher, contudo, eles não se envergonhavam” (Gên 2:25); “Santuário teu, Senhor, saúdo-Te em meu corpo” (1Cor 6:19-20) e, contra toda espécie de cegueira: – “Mestre, que eu veja!” (Mc 10:51), fechando a Crônica com uma homenagem no Hino:

Por: Joseh Pereira (Editor do Blog)

Que toda nudez será castigada
Provoca livro, teatro e cinema
Mas grava qual foco deste poema
Que aponta para eventual cilada.

Pensa comigo, de qualquer excesso
Frequentes efeitos inesperados
Corpos humanos, fontes de pecados
Vira este disco, não demora, eu peço!

Auto-estima é pouco, se alvo, o corpo
Pesam sobre ele espíritos de porco
Lá onde reside o Espírito Divino!

Se tu crês, de Deus se faz vivo templo
Guarda em tua alma singular exemplo
Teu corpo é sagrado… Vale um Hino!

Enfim, qual sua posição em relação à nudez humana não provocativa, ou seja, de forma natural e, sempre, devidamente resolvida a questão surpresa da pessoa nua presenciada por outrem?! Algum problema insolúvel a seu ver em tais atos?! O que mais, na sua conta, em nome e na legítima defesa do Corpo Humano em geral?!


PS – Saibam que, no princípio, não usávamos roupas e o sexo, apenas em períodos férteis da fêmea para fins reprodutivos. A história nos informa que, com a procura de uma proteção por meio de roupas, entre outros interesses como a defesa de territórios, vê-se estimulada a Libido pela sensação do que se guarda a sete chaves mais o prazer de qualquer desafio, com a novidade ainda a causar sensações. Aí, como num estalo, a sexualidade humana ganha outros contornos, tais como os conhecemos, concordemos ou não. E mais, do episódio do Jardim do Éden, fica a lição segundo a qual a nudez alegada ao Criador não era a falta das roupas, mas a estranha sensação de estar sob alguma ameaça da autoridade, com a desobediência a algo proibido. Afinal, pode ou não ser a proibição que pesa sobre alguém um outro fator de prazer, como se dá em muitas áreas do nosso cotidiano?! Como V. se sente ao fazer algo considerado proibido?! Mais, menos ou nenhum prazer?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 01/12/2014, um texto em reprise com vida nova!

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MUITA FUMAÇA!

Tabaco fere e machuca, as drogas perturbam a ordem, ofendem.
(Por: Joseh Pereira – 01/04/2020) – Reeditado

Que cena absurda de flagrante irresponsabilidade de alguém a queimar um tabaco, quiçá de péssima qualidade, intoxicando-se ainda mais a ingerir copos de cerveja, uma bebida alcoólica, obviamente, em seu manifesto estado de mulher gestante! Longe de nós qualquer prazer ao ver o quanto o uso de uma ou outra droga é capaz de em pequena ou maior dose prejudicar o bom-senso, a consciência pessoal e social do indivíduo, como com a gestante em foco, a abandonar à própria sorte seres indefesos sob proteção intrauterina. Aliás, “entre tanta coisa errada a interferir na liberdade individual de escolhas do cidadão pensante”, nós louvamos a restrição oficial que se deu de usos e da publicidade de bebidas alcoólicas e cigarros, digna de aplausos. Lembramo-nos das propagandas de cigarros cheias de pompas e circunstâncias a elevar ao máximo o poder do fumante, indo desde um Vila Rica, estrelado pelo atleta Gerson (estigmatizado como pai da vantagem a qualquer custo, a “lei de Gerson”), a um Camel, com o desenho de um camelo e ao Marlboro, cujo objetivo era incorporá-lo à identificação do homem bem sucedido nos negócios e demais atividades sociais ou públicas. O hábito de fumar parecia indispensável a quem desejasse se mostrar em público como alguém descontraído e determinado. E que viesse a incômoda fumaça a quem dela não pudesse fugir, fazendo arder rosto recém-barbeado, causando alergia nasal ou aderindo nas roupas, móveis e imóveis em casa ou no apartamento, manchando brônquios e pulmões do fumante ativo e das vítimas das fumaças, os fumantes passivos. Quanto ao tabaco, trata-se também de um mal a ser combatido como tem sido por todas as frentes, atualmente, surpreendendo a qualquer um o rápido e eficaz engajamento de todos os setores, sendo logo proibida por inteiro a sua propaganda e restringindo ao máximo o seu uso em público. Fico a imaginar o malefício moral e social do álcool, bem como de outras drogas, a destruir o indivíduo, a família e parte da sociedade, tornando pessoas outrora boas em irremediáveis doentes, ladrões e assassinos, na falta de campanhas eficazes, que chamem as coisas pelos nomes e responsabilizem claramente a quem interessam tais desgraças. Sabemos que a fumaça do tabaco fica pequena diante dos males gigantescos causados por outras drogas, das mais inocentes e lícitas às mais perigosas e ilícitas. Vamos continuar indiferentes e apáticos em relação a tantos estragos físicos e sociais, enquanto beneficiamos traficantes e organizações, cada vez mais fortes no mundo do crime; permitiremos que comunistas enrustidos fomentem tais males e usem como pretextos de que são males próprios de uma sociedade com liberalismo econômico e capitalista, tentando nela introduzir seu inferno socialista; enfim, até quando vamos continuar cegos diante de tanta luz que, sabemos, ainda existir?! Quantos nas ruas maltrapilhos riem a queimar uma droga, já na condição de escravos, enquanto outros dos seus choram por uma escravidão sem fim?! E, perante a tal praga, acreditem, esquerdas fazem festa, radicais e moderados, inclusive um sociólogo, até quando, caras pálidas?!
Na sequência do Post, um ligeiro relato da nossa iniciação no tabaco, abortada antes de nascer. Vejamos, pois, o interessante episódio. Um belo dia, meu irmão e eu, meninões cheios de imaginação e longe dos pais, quisemos fantasiar ou produzir, ali, uma cena de fumantes. Com a palha e o cabelo secos da espiga de milho, fantasiamos um cigarro a nos chamar à atenção pelo seu preparo, tinha até o “fumo”, feito com cabelo de milho. Lembro-me de tudo, acho que a gente queimava alguns gravetos, porque foi muito fácil encontrar um fogo para inflamar o cigarro. Neste instante, um vento mandou a fumaça aos meus olhos, insuportavelmente ardida, tornando impossível a continuação da brincadeira. Coisa que de fato nunca mais repetimos, a não ser um dos irmãos, ainda hoje fumante, que não estava naquele divertido momento, porém, providencial. Mas, pensando bem e de forma bem profunda: – “O prazer que as drogas proporcionam jamais será maior que a dor que elas causam” (L.G.M.); “Com as drogas, tentas fugir de alguns problemas, pouco sabendo que entraste no pior deles” (A.M.); “O viciado em drogas, antes de matar a si mesmo, ele mata a família” (F.Z.); “Um mundo com drogas é uma droga de mundo” (A.Z.). Logo abaixo, já para encerrar, após as reflexões em prosa sobre tão candente tema, um poeta irá reforçá-lo com seus brilhantes e oportunos versos, trazendo até nós:

Por: Jorge Linhaça (O Anjo das Letras)

A droga cega alma e mata o corpo
Chega mansinha, promete alegria
Vem na balada, na fala macia
Simula ser reto aquilo que é torto.

Aos poucos apaga a luz do seu dia
Quando percebe, o homem jaz morto
Pela escuridão, de todo absorto
Escravizado por tal tirania.

Cessam os risos, espalha-se o pranto
Na ânsia louca, cruel dependência
Turvos, os olhos perdem seu encanto.

Segue-se o crime, não há resistência
Mais uma dose, ali outro tanto
Esquece o homem sua consciência!

Então, vamos combinar. Quer dizer que ante a tamanha calamidade, que grassa por toda parte, nas casas e nas ruas, por mais que almejemos êxito, tudo continuará no plano do ideal, humanamente, irrealizável?! Mas, afinal, de onde emana tanta força maligna, a resistir esforços e tentativas?!


PS – Nós, por certo, temos de convir. Nos níveis de calamidade pública como se configuram o uso e o tráfico das drogas nós não estaríamos, houvesse a metade do empenho das campanhas anti-tabagistas levadas a efeito no mundo inteiro, com muita eficácia e visível resultado. Com campanhas de igual intensidade e igual engajamento educativo das massas, o uso das drogas ilícitas desceria a níveis toleráveis, semelhantes aos do tabagismo, um uso hoje de forma inibida e envergonhada. É certo, também, que enquanto o usuário da droga não sentir vergonha do que faz, pouco poderemos fazer para conter a epidemia. E como despertar-lhe o senso do pudor?! Alguma forma imaginativa no seu radar, a sugerir?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 01/11/2014, um texto em reprise com vida nova!

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