Guia do Blog

> Recepção (Mapa)
> Histórico (Sobre Nós)
> Fragmentos
> Sinopse do Conto
> Temas (em Versos)
> OFICINA MENTAL
> Variedades
> Da Redação
> VITRINA (Janela do Leitor)

"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
Comum. Com.Br
Leitores Qualificados:
Ano 21 - MdM: 4.0







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)


Nova Ortografia.
Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
+ hifens, nada muda,
não aderimos!


[Contra-Capa]

VOCÊ ACREDITA?

Sim, qual uma fortaleza, quis vir à luz de uma Santa, aconteceu!
(Por: Joseh Pereira – 01/03/2020) – Reeditado

Nós, embora nem todos tratem assim, imbuídos de uma confiança que diríamos biológica, quando nascemos agarramo-nos à grande matriz pelo cordão umbilical esperando sermos protegidos, até recebermos outro simbólico ato de fé, agora, em geral por um obstetra ou sob sua assistência, começando por interromper um dos laços para podermos dar início a uma história, à nossa história na busca da autonomia. Que momento sublime em que sentimentos de fé, inclusive e em grande parte do tipo racional se cruza por todo o ambiente vinda de diferentes cérebros, penetrando múltiplas células e moléculas que desejam, podem e devem viver! Como podemos observar, embora a fé seja um componente importante do mundo místico ou metafísico, por assim dizer, o mesmo em suas formas as mais diversas transitam muito por todo o nosso cotidiano pessoal ou não, fazendo a diferença e influenciando nas atitudes. Alguns sinônimos de fé ou palavras similares, aproximadas, mostram como a fé nos é familiar em quase todos os momentos, sejam entre pessoas que aceitam uma divindade como também a ateus e materialistas pelo aspecto racional agregado. O fenômeno, evidentemente, está longe de ser exclusivo de ambiente religioso, embora se constitua com frequência numa atitude mística em busca de um poder sobrenatural (nós preferimos o “intranatural”, inserido na Natureza, como o açúcar diluído na água, uma presença invisível), o qual, conforme o caso, se tiver pouco ou nenhum vínculo com a parte concreta e humana do Universo, faltar a sintonia fina isenta de ruídos frente às pulsações mais profundas com que se busca o contato, corre-se o risco de nada do que se pretenda vir a frutificar, podendo nos frustrar e, com o tempo, descartamos a eficiente ferramenta como se nela estivessem os defeitos. A fé seja em que estado for, nem é preciso reafirmar, é tão indispensável que ninguém consegue viver um minuto sem ela, tal a dependência direta e indireta de todos nós. Às vezes nos condicionamos a atestados e certidões públicos, outras vezes, acreditamos pela simples habitualidade de correções do outro, seja pessoa ou coisa. Eu tenho fé, quando creio, acredito, confio. Nesta relação podem ocorrer dois atributos muito frequentes e nenhum é bom. Refiro-me à “credulidade” de quem acredita em tudo com extrema facilidade, não indaga, não investiga; outro é o “ceticismo” com que, por mais que se argumente com perfeitos silogismos, a pessoa se fecha a qualquer exposição lógica, preferindo a dúvida ou as certezas das suas convicções. Deus nos proteja, tanto dos “crédulos” que crêem sem indagar, quanto dos “céticos”, incapazes de agregar novas verdades a seu repertório, enriquecendo-o. O mundo não necessita de nenhum dos dois, de quem acredita sem indagar nem de quem resiste a cristalinas exposições lógicas. Um realiza sem saber e o outro continua mergulhado nas sombras. Por que não investigar para crer, algo essencial e indispensável a cada vivente?! A fé tolera perguntas, sim, vamos perguntar mais, ouvir, analisar?!
Na sequência para encerrar a Crônica, uma confissão de fé do poeta lusitano para dar brilho ao tema e um texto lavrado por nós, pondo frente a frente a verdade e a mentira, ajudando-nos a distinguir o falso do verdadeiro, servem ambos os textos a uma excelente reflexão!

SONETO DA FÉ
Por: Ciro Di Verbena (Poeta Lusitano)

Sinceramente, eu creio no futuro
Em dias bem melhores, na alegria
Eu creio na utopia que procuro
Creio no amor, no sonho, na poesia!

Creio na paz de um mundo mais seguro
No sol que reverbera a luz do dia
Creio na liberdade além dos muros
Onde a fé no amanhã nos contagia!

Creio na compaixão, na humanidade
Na força de um abraço e na bondade
Vibrando em nossos corações humanos!

Eu creio na evolução e não na guerra
Na luz divina iluminando a terra
Mesmo quando, descrentes, duvidamos!

VERDADE E MENTIRA
Por: Joseh Pereira (Editor do Blog)

A verdade e a mentira.
A verdade alimenta, mesmo quando desagrada;
a mentira, geralmente mata, mesmo quando agrada.
A verdade existe para edificar, construir;
a mentira tem a obrigação de ter sabor.
A mentira caminha de passos largos;
a verdade engatinha, arrasta-se.
A mentira, do conquistador, tem que ser doce;
a verdade pode ser amarga.
A verdade faz o outro saber;
a mentira faz a vítima pensar que sabe.
A verdade, embora oculta, é sempre precedente;
a mentira infiltra-se, tirando-lhe a visibilidade e a eficácia.
Ao mentiroso, é confortável:
- Bastam alguns ingredientes, superficiais;
ao veraz, mais doloroso e caro:
- Tem que ser lógico e racional, na crítica e na autocrítica.
A mentira é uma droga, atraente veneno;
a verdade, um remédio, só para quem tem juízo.
A mentira é uma “caridade” (= benefício particular) humana,
que corrompe a justiça (= benefício geral) da verdade.
E há quem prefira, desgraçadamente,
a uma tentadora mentira à nutritiva verdade!

Vamos, enfim, aprender melhor a mentalizar positivamente, tornando nossos sonhos realidades?! Que tal mais um pouco de treino ou ginástica mental, lógica e racional para chegarmos lá, pode ser?!


PS – Olá! Convidamos a todos a algo que só depende de nós. Ter fé é ver por antecipação, ver com tamanha intensidade de espírito a ponto de podermos materializá-la, torná-la visível, concreta. Oh! Fôssemos todos nós sempre felizes em tão nobre e profundo exercício espiritual, buscando o que pretendemos ou desejamos a nós mesmos ou a outrem! Mas nem sempre nossa sintonia com a fonte suprema do Universo ou do Cosmo encontra-se pura, limpa e sem ruídos perturbadores, capazes de impedir uma melhor transmissão das energias. É mister nosso estarmos sempre atentos a tais mecanismos, pois, deles estamos cotidianamente necessitando. Sabiam que nem sempre para resolver problemas a objetividade se mostra superior, sendo de alto valor o subjetivo para reforçar a solução?! Você, afinal, entendeu bem qual o caminho a trilhar, o exato fio da meada?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 01/10/2014, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

SECOS E MOLHADOS

Chove chuva de mansinho como a querer ninar nossos corações!
(Por: Joseh Pereira – 01/02/2020) – Reeditado

Nós, na Crônica de hoje, teremos como tema as chuvas que caem, estiagens que seguem com novas chuvas que voltam. Não sem antes, tal como um pequeno adendo, logo na abertura, trazermos à memória uma histórica curiosidade, quer dizer, o título acima nos remete também a tempos bem longínquos, dos anos sessenta ao começo dos setenta, quando surge em São Paulo uma pioneira rede de supermercados, o “Peg-Pag” (lembram dele), em cujas lojas o cliente não ficava mais diante do balcão a formular os seus pedidos, revolucionando o nosso jeito de comprar. Secos e molhados, como conhecíamos, foram suplantados por supermercados, hipermercados e, mais tarde, os conhecidos shoppings, um aqui, outro ali. Mas, vamos voltar ao tema central e falar da Chuva, como coisa sempre vital a todos os reinos da natureza, o Reino Mineral, o Vegetal e Animal, a realizar e produzir o seu equilíbrio natural, não obstante com frequência insistamos em nos colocar onde não deveríamos, por onde águas terão de rolar até mudando relevos cheios de gente, sem dó nem piedade, pois, a natureza não é humana, ela é fria e indiferente. A natureza é mãe como dizem, porém, extremamente reta, às vezes, parece brava, até meio cruel. Porém, dá perfeitamente para sermos felizes parceiros, concedendo-nos um ao outro em equilíbrio. E quem viveu como eu vivi o Brasil dos 50 a 70 milhões de habitantes, com abundantes espaços livres, hoje, mais de 200 milhões de habitantes mal distribuídos, viu e se resguardou de chuvas de todos os portes vai entender que chuva nenhuma mata, mas atropela quem se põe no seu caminho, com enxurradas, enchentes e ventos, até mesmo a desmoronar penhascos desprezados pelo mercado imobiliário sem perguntar nada por não adiantar ou por ser inútil, a quem já se sabe ignorar a linguagem surda das águas. Aqui compreende populares e autoridades displicentes de órgãos públicos, permitindo que se implantem irregularidades habitacionais em locais clandestinos, proibidos ou perigosos. As chuvas caem para, depois delas, vir a bonança, o que nem sempre ou raramente ocorre, especialmente, quando em qualquer zona urbana no Brasil. Chuvas até de pequeno porte são um Deus nos acuda, sobretudo, quanto à vazão de águas das ruas, na sua drenagem, com alagamentos e enchentes fora do lugar a causar danos e prejuízos. Não sei se existe alguma cidade devidamente estruturada para suportar 100% qualquer precipitação pluviométrica, creio que não, mas em se tratando de cidades brasileiras, nossas condições deixam demais a desejar. Algum dia no futuro nossas cidades chegarão à altura para suportar ou neutralizar danos decorrentes das chuvas?! A propósito, poderíamos perguntar. Por que não deixar que tudo, assim como as chuvas, cumpram sua finalidade determinada por sua natureza, sem que esta última sofra obstáculos?! Por exemplo, quando alguém com natureza masculina poderia vir a ser mãe, com total desvio de finalidade?! Acaso seria válida a tentativa, mesmo sabendo venha a ser frustrada ao fim e a cabo?! Quanto às chuvas que caem, podemos pedir licença ou apenas entendê-las para delas nos proteger?!
Na sequência queremos ainda introduzir um poema muito popular, talvez já o conheçam, intitulado “O Cume do Morro”, que brinca com seus versos, ao tratar dos “efeitos da chuva no alto de um morro”. O poema é bem antigo e divertido, já caiu em domínio público e aparece na Internet em várias versões, cada uma de um jeito. A intenção é fazer com que a palavra “cume” se divida em duas outras palavras, uma é sinônima de “ânus” e outra, um pronome oblíquo, o “me”. Um professor de Literatura ou de Língua Portuguesa, ao tratar da ambiguidade literária, poderá utilizar como texto-motivador tais versos ou trovas populares, assim: – “No cume daquele mor-ro, / Plantei formosa rosei-ra. / Ah, o vento no cume ba-te, / A rosa no cume chei-ra. // Quando vem a chuva fi-na, / Salpicos no cume caem. / As formigas no cume en-tram, / Abelhas do cume saem. // E quando cai a chuva gros-sa / Águas do cume des-cem, / A lama do cume escor-re, / O mato no cume cres-ce. // Então, quando pára a chu-va, / Ao cume volta a alegri-a. / Pois, torna a brilhar de no-vo / O Sol que no cume ardi-a”. Observem que não há nos versos qualquer palavra chula, mas ela se coloca no ato da leitura. Se desejarmos metrificar ou escandir tais versos, vemos que são de sete sílabas, que terminam na última tônica negritada, descartando-se as demais. Notem que diferentemente das sílabas gramaticais, em razão da musicalidade dos versos, as sílabas poéticas são compostas de outra forma, podendo ter além de uma, duas ou três sílabas gramaticais, como ocorrem em alguns dos versos acima, onde elas aparecem sublinhadas. E, por falar em versos, quero convidá-los já para, imediatamente, “mentalizarmos como belas poesias, com métrica e rimas perfeitas, as chuvas a cair por sobre montanhas, planaltos e planícies, abastecendo rios e represas até suas bordas”, sem transbordá-los, se a Natureza puder nos ouvir. Podemos, desde já, começar a antever, como resultados das chuvas, as paisagens mais cheias de vida e maior navegabilidade fluvial de rios e lagos. A chuva que cai de mansinho ou não tanto seja somente “um bem descido do céu”, o céu geográfico ou astronômico mesmo. É fácil notar que a chuva ao cair exerce forte apelo estético, muitas vezes, com tom um tanto quanto romântico. Eu não consigo ficar indiferente, olho para fora e vejo a chuva caindo, nas janelas ou sacadas de outros apartamentos sempre alguém a observar o espetáculo da natureza. Nas ruas, sob as marquises, as pessoas paradas olhando. A chuva quando começa tem um atrativo particular, depois, se prossegue por mais tempo, habitua ou cansa um pouco o observador, as pessoas voltam a seus aposentos. Se a chuva é forte com raios e ventanias, ocorre uma outra sensação, a de um temor por um poder superior ou algo incontrolável, a recomendar que procuremos logo um abrigo e proteção. O maior sabichão da história sob céu de brigadeiro desaparece em cenário meio angustiante de inferioridade humana. Até o sujeito mais materialista se pergunta, naquele momento, se não pode ser Deus, apregoado sujeito bíblico, escondido na Natureza, a comandar todo aquele terror natural, ali presenciado pelos seus viventes. A manifestação natural de força, durante uma violenta tempestade, às vezes, pode ser apavorante a qualquer um, mesmo a quem domina bem a ciência das chuvas e das tempestades, por uma razão simples, alguns danos durante violentos temporais podem ocorrer, sendo impossível prever naquele instante as suas dimensões. E se forem de porte elevado os danos patrimoniais, como consertar os eventuais estragos, inevitáveis?! Afinal, quem em momentos assim, angustiantes, não chamaria por Santa Bárbara, como um grito de socorro, uma exclamação?!


PS – Eis, em nossa memória, um homem do tempo como não havia outro na época! Sua dedicação em descrever, relatar e explicar fazia de cada boletim meteorológico no rádio um pequeno programa, uma verdadeira aula para apreciadores da matéria, como eu e muitos outros radio-ouvintes atentos. Seus termos e expressões técnicas não deixavam dúvidas. “Chuvas aqui podem ser locais, típicas de verão, instabilidades passageiras. Massas polares formam sistema frontal, a frente, o meio chuvoso e a massa polar a erguer o ar que, se úmido, resfria e chove. Centros de alta pressão pelo mar, chuviscos costeiros e próximos da costa; se pelo Continente, chuvas fortes, temporais. Sistema estaciona, prolongam as chuvas, se retorna como quente e desce, perigoso! Humidade relativa do ar, cirros com ou sem círculo solar e cúmulos-nimbos”, saudades do mestre Narciso Vernizzi, a dar suas aulas do tempo! Rendemos com orgulho homenagens a um homem que desenvolveu com tanto amor, apuro e didática no meio radiofônico a previsão do tempo, hoje, tecnologicamente, tudo à vontade, sendo desdobrada em mapas até infográficos em cores na TV e Internet?! Como ficar indiferente a quem, a seu tempo dignamente, marcou passagem como o Homem do Tempo?! E eu, quanto aprendi, tornando-me melhor?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 02/08/2014, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

CONTAS DO TEMPO

Não há “Feliz Ano Novo” que independa da “Fé”, no seu fundamento!
(Por: Joseh Pereira – 01/01/2020) – Reeditado

No alto da epígrafe, um minúsculo monossílabo (a Fé) com grande poder, mas subestimado. Dito isto, ao tema, já! Quantas vezes, em havendo ocasião, apreciamos ficar muito tempo a admirar e contemplar uma frondosa árvore, como a da nossa ilustração, centenária, com grande história de vida, uma imensa força, robustez e beleza capaz de despertar a atenção e profunda reflexão sobre sua existência, bem como a de outros seres viventes, entretanto, quando perante a algo similar que requer também longo tempo para sua elaboração e formatação definitiva, não temos o mesmo entendimento e paciência o bastante para “aguardar e contribuir” pelo andamento natural do seu processo evolutivo que, aliás, seria de bom juízo já não nos ser estranho, desconhecido, devendo estar de cabo a rabo sob nosso domínio, tudo dentro de competente script, o manual de conduta. Convenhamos, no entanto. Uma árvore como a que observamos nasce e cresce, a partir de uma raiz ou semente, concorre também entre fortes e fracos na floresta, enfrenta ventos e tempestades, mas sempre obedecendo a um processo natural, com leis e regras concedendo um determinado grau de previsibilidade, algo bem diferente das pretensões humanas do nosso cotidiano, nas mais diversas esferas da existência, via de regra, distantes das chamadas leis naturais, das quais derivam a lógica, os costumes e a moral social, em busca de um mínimo de equilíbrio e tolerância para podermos viver e produzir. Isto tudo, acima, ligado ao clima de Ano Novo com novas e velhas aspirações, conjuga-se muito bem ao raciocínio da “escada da maturidade” (“Fragmentos”, link à esquerda), sobre o ideal da plenitude humana, nestes termos: – “Na maturidade o homem deseja (marca natural, da criança); percebe (marca intelectual, do jovem) e tolera, quer dizer, sabe dar tempo, esperar, com condições para a auto-renúncia (marca moral, do adulto), perfazendo-se, assim, o homem pleno de si mesmo”. Interessante notar que para existir nós dependemos de duas coisas, do tempo e do lugar, “lugar da ação com seu tempo de duração”, ou seja, existir implica realizar ação, daí estarmos sempre em ação a ser avaliada por seus resultados, segundo cada capacidade produtiva aí utilizada. Por falar em produzir mais e bem em menos tempo, lembra-nos, logo, quão indicado se torna aderirmos a todos os recursos técnicos e tecnológicos ao nosso alcance e, se mesmo assim, o tempo ainda lhe parece escasso, que tal buscar um Curso de Administração do Tempo, em que se aprende a definir prioridades, criar escalas de compromissos, programar melhor as ações e tarefas do cotidiano, otimizando o tempo empregado e aumentando sua produtividade. A não ser que seu problema seja crucial ao extremo, faltando-lhe também tempo para fazer o Curso de Administração do Tempo, quando a solução já não estará mais aqui, no Blog. Vamos, afinal, continuar a contar tempo com nossas pedras (“calculus”, no Latim), algumas lançadas para nos ferir, que nós as transformamos, pela inversão do efeito. Limão, por exemplo, sempre arde?! Por que não, também, das pedras violentas, um formoso Edifício!
Na sequência, um pouco mais de tempo para falarmos do Tempo não meteorológico, evidentemente. Tempo, além de representar “medida de duração dos seres sujeitos a mudança de substância ou mudanças acidentais e sucessivas da sua natureza, numericamente apreciáveis”, também podem ser “horas, dias, meses”, que a muitos faltam para aprender a administrar o tempo. Ser oportuno ou inoportuno quer dizer acertar ou errar na escolha das circunstâncias propícias ou não para resultados esperados, sendo útil definir a escala de prioridades, organizando nossas atividades de modo que as “necessidades e circunstâncias tenham nascido uma para a outra”, sejam compatíveis. A tolerância quanto ao uso do tempo é fundamental, porém, ela não deve quebrar a disciplina prescrita e devidamente sistematizada. Todos precisam entender um ao outro em seus propósitos, em esforço conjunto como numa empresa, ainda que somente uma família, um grupo organizado qualquer. Temos ainda o “tempo perdido”, quando o gastamos inutilmente, os “tempos dourados”, aqueles felizes ou venturosos, que tivemos a chance de viver no passado. “Histórico” é aquilo que é digno de registro por historiadores, um legado a gerações vindouras. “Pré-históricos”, os tempos da existência da humanidade sobre a Terra, anteriores às tradições escritas e que, por isso, apreciados por meio da tradição oral ou indutiva. É complicado imaginar a área escura do nosso passado, não documentada por ninguém, da qual, só podemos intuir. Há também expressões como “dar tempo ao tempo”, quando fazemos uma coisa com a devida calma; “perder tempo”, no sentido de empregá-lo em ocupação inútil, trabalhar em vão, pretender um resultado impossível; ou, por último, “tomar o tempo de alguém”, quando o distraímos ou o importunamos com assuntos alheios ao mister que está a realizar. Tenhamos em mente, enfim, que o tempo ao subtrair valiosos elementos dos nossos ossos, músculo e pele, por outro lado, adiciona e enriquece nossos Bancos de Dados, das nossas redes de neurônios, compensando-nos no que ele retira ou deixa de produzir. Nunca é demais reiterar, que uma das coisas mais interessantes que só o tempo nos garante, chama-se aprendizado, um patrimônio a salvo das traças que nós armazenamos e organizamos até quando dormimos. O tempo, ora, o tempo! Ele leva muito de nós, todavia, oferece-nos o dobro ou muito mais! Merece, portanto, como homenagem, um [Conhecido Soneto] de Frei Antônio das Chagas, uma belíssima advertência para cuidarmos de forma adequada do precioso atributo, exclusivo e específico de quem ainda vive e ocupa seu lugar no plano da existência! Na atual mudança de tempo, virada de ano, anos que vão, anos que vêm, não lhe parece oportuna a mensagem literária do poeta?! Vamos, pois, do tempo fazer mais conta, ou seja, dar-lhe a devida importância, para depois não chorarmos por não ter tempo?! Que tal começarmos a contar melhor o tempo, somar, subtrair, multiplicar e dividir, um tempo sempre escorregadio, que nos passa por nós apenas e tão-somente uma vez, não volta?! Dá para brincar com algo assim, que não brinca conosco?!


PS – Ei-lo, já entre nós um Novo Tempo, 2020! E nunca se brinca com coisas como o Tempo! Mas, sem medo, que venham os anos novos, muitos para nós em copiosa profusão. Desponta-nos, sorrindo, bem disposto para o que der e vier, com grandes promessas de vida o Ano de 2020, número interessante, bonito mesmo, a trazer mais tempo para a nossa Conta, para a qual usaremos de toda a atenção, paciência, prudência e juízo! Com o tempo, mastigado e digerido, a gente também percebe que pessoas, por vezes são como livros, algumas enganam pela capa que apresentam, mas, para nossa felicidade, outras nos surpreendem bastante pelo conteúdo que trazem. Ano que ora inicia e em todos os outros que virão, vamos nos esforçar, sinceramente, para pertencermos ao segundo grupo, surpreendendo cada vez mais com o melhor conteúdo que, por nossos esforços, pudermos angariar, alcançar e oferecer?! Vamos, pois, fazer a nossa parte, ainda que sejam parcas as nossas contribuições?! Desanimar, por quê?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 01/01/2015, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!