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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
Comum. Com.Br
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Ano 21 - MdM: 4.0







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)


Nova Ortografia.
Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
+ hifens, nada muda,
não aderimos!


[Contra-Capa]

SECOS E MOLHADOS

Chove chuva de mansinho como a querer ninar nossos corações!
(Por: Joseh Pereira – 01/02/2020) – Reeditado

Nós, na Crônica de hoje, teremos como tema as chuvas que caem, estiagens que seguem com novas chuvas que voltam. Não sem antes, tal como um pequeno adendo, logo na abertura, trazermos à memória uma histórica curiosidade, quer dizer, o título acima nos remete também a tempos bem longínquos, dos anos sessenta ao começo dos setenta, quando surge em São Paulo uma pioneira rede de supermercados, o “Peg-Pag” (lembram dele), em cujas lojas o cliente não ficava mais diante do balcão a formular os seus pedidos, revolucionando o nosso jeito de comprar. Secos e molhados, como conhecíamos, foram suplantados por supermercados, hipermercados e, mais tarde, os conhecidos shoppings, um aqui, outro ali. Mas, vamos voltar ao tema central e falar da Chuva, como coisa sempre vital a todos os reinos da natureza, o Reino Mineral, o Vegetal e Animal, a realizar e produzir o seu equilíbrio natural, não obstante com frequência insistamos em nos colocar onde não deveríamos, por onde águas terão de rolar até mudando relevos cheios de gente, sem dó nem piedade, pois, a natureza não é humana, ela é fria e indiferente. A natureza é mãe como dizem, porém, extremamente reta, às vezes, parece brava, até meio cruel. Porém, dá perfeitamente para sermos felizes parceiros, concedendo-nos um ao outro em equilíbrio. E quem viveu como eu vivi o Brasil dos 50 a 70 milhões de habitantes, com abundantes espaços livres, hoje, mais de 200 milhões de habitantes mal distribuídos, viu e se resguardou de chuvas de todos os portes vai entender que chuva nenhuma mata, mas atropela quem se põe no seu caminho, com enxurradas, enchentes e ventos, até mesmo a desmoronar penhascos desprezados pelo mercado imobiliário sem perguntar nada por não adiantar ou por ser inútil, a quem já se sabe ignorar a linguagem surda das águas. Aqui compreende populares e autoridades displicentes de órgãos públicos, permitindo que se implantem irregularidades habitacionais em locais clandestinos, proibidos ou perigosos. As chuvas caem para, depois delas, vir a bonança, o que nem sempre ou raramente ocorre, especialmente, quando em qualquer zona urbana no Brasil. Chuvas até de pequeno porte são um Deus nos acuda, sobretudo, quanto à vazão de águas das ruas, na sua drenagem, com alagamentos e enchentes fora do lugar a causar danos e prejuízos. Não sei se existe alguma cidade devidamente estruturada para suportar 100% qualquer precipitação pluviométrica, creio que não, mas em se tratando de cidades brasileiras, nossas condições deixam demais a desejar. Algum dia no futuro nossas cidades chegarão à altura para suportar ou neutralizar danos decorrentes das chuvas?! A propósito, poderíamos perguntar. Por que não deixar que tudo, assim como as chuvas, cumpram sua finalidade determinada por sua natureza, sem que esta última sofra obstáculos?! Por exemplo, quando alguém com natureza masculina poderia vir a ser mãe, com total desvio de finalidade?! Acaso seria válida a tentativa, mesmo sabendo venha a ser frustrada ao fim e a cabo?! Quanto às chuvas que caem, podemos pedir licença ou apenas entendê-las para delas nos proteger?!
Na sequência queremos ainda introduzir um poema muito popular, talvez já o conheçam, intitulado “O Cume do Morro”, que brinca com seus versos, ao tratar dos “efeitos da chuva no alto de um morro”. O poema é bem antigo e divertido, já caiu em domínio público e aparece na Internet em várias versões, cada uma de um jeito. A intenção é fazer com que a palavra “cume” se divida em duas outras palavras, uma é sinônima de “ânus” e outra, um pronome oblíquo, o “me”. Um professor de Literatura ou de Língua Portuguesa, ao tratar da ambiguidade literária, poderá utilizar como texto-motivador tais versos ou trovas populares, assim: – “No cume daquele mor-ro, / Plantei formosa rosei-ra. / Ah, o vento no cume ba-te, / A rosa no cume chei-ra. // Quando vem a chuva fi-na, / Salpicos no cume caem. / As formigas no cume en-tram, / Abelhas do cume saem. // E quando cai a chuva gros-sa / Águas do cume des-cem, / A lama do cume escor-re, / O mato no cume cres-ce. // Então, quando pára a chu-va, / Ao cume volta a alegri-a. / Pois, torna a brilhar de no-vo / O Sol que no cume ardi-a”. Observem que não há nos versos qualquer palavra chula, mas ela se coloca no ato da leitura. Se desejarmos metrificar ou escandir tais versos, vemos que são de sete sílabas, que terminam na última tônica negritada, descartando-se as demais. Notem que diferentemente das sílabas gramaticais, em razão da musicalidade dos versos, as sílabas poéticas são compostas de outra forma, podendo ter além de uma, duas ou três sílabas gramaticais, como ocorrem em alguns dos versos acima, onde elas aparecem sublinhadas. E, por falar em versos, quero convidá-los já para, imediatamente, “mentalizarmos como belas poesias, com métrica e rimas perfeitas, as chuvas a cair por sobre montanhas, planaltos e planícies, abastecendo rios e represas até suas bordas”, sem transbordá-los, se a Natureza puder nos ouvir. Podemos, desde já, começar a antever, como resultados das chuvas, as paisagens mais cheias de vida e maior navegabilidade fluvial de rios e lagos. A chuva que cai de mansinho ou não tanto seja somente “um bem descido do céu”, o céu geográfico ou astronômico mesmo. É fácil notar que a chuva ao cair exerce forte apelo estético, muitas vezes, com tom um tanto quanto romântico. Eu não consigo ficar indiferente, olho para fora e vejo a chuva caindo, nas janelas ou sacadas de outros apartamentos sempre alguém a observar o espetáculo da natureza. Nas ruas, sob as marquises, as pessoas paradas olhando. A chuva quando começa tem um atrativo particular, depois, se prossegue por mais tempo, habitua ou cansa um pouco o observador, as pessoas voltam a seus aposentos. Se a chuva é forte com raios e ventanias, ocorre uma outra sensação, a de um temor por um poder superior ou algo incontrolável, a recomendar que procuremos logo um abrigo e proteção. O maior sabichão da história sob céu de brigadeiro desaparece em cenário meio angustiante de inferioridade humana. Até o sujeito mais materialista se pergunta, naquele momento, se não pode ser Deus, apregoado sujeito bíblico, escondido na Natureza, a comandar todo aquele terror natural, ali presenciado pelos seus viventes. A manifestação natural de força, durante uma violenta tempestade, às vezes, pode ser apavorante a qualquer um, mesmo a quem domina bem a ciência das chuvas e das tempestades, por uma razão simples, alguns danos durante violentos temporais podem ocorrer, sendo impossível prever naquele instante as suas dimensões. E se forem de porte elevado os danos patrimoniais, como consertar os eventuais estragos, inevitáveis?! Afinal, quem em momentos assim, angustiantes, não chamaria por Santa Bárbara, como um grito de socorro, uma exclamação?!


PS – Eis, em nossa memória, um homem do tempo como não havia outro na época! Sua dedicação em descrever, relatar e explicar fazia de cada boletim meteorológico no rádio um pequeno programa, uma verdadeira aula para apreciadores da matéria, como eu e muitos outros radio-ouvintes atentos. Seus termos e expressões técnicas não deixavam dúvidas. “Chuvas aqui podem ser locais, típicas de verão, instabilidades passageiras. Massas polares formam sistema frontal, a frente, o meio chuvoso e a massa polar a erguer o ar que, se úmido, resfria e chove. Centros de alta pressão pelo mar, chuviscos costeiros e próximos da costa; se pelo Continente, chuvas fortes, temporais. Sistema estaciona, prolongam as chuvas, se retorna como quente e desce, perigoso! Humidade relativa do ar, cirros com ou sem círculo solar e cúmulos-nimbos”, saudades do mestre Narciso Vernizzi, a dar suas aulas do tempo! Rendemos com orgulho homenagens a um homem que desenvolveu com tanto amor, apuro e didática no meio radiofônico a previsão do tempo, hoje, tecnologicamente, tudo à vontade, sendo desdobrada em mapas até infográficos em cores na TV e Internet?! Como ficar indiferente a quem, a seu tempo dignamente, marcou passagem como o Homem do Tempo?! E eu, quanto aprendi, tornando-me melhor?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 02/08/2014, um texto em reprise com vida nova!

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Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

CONTAS DO TEMPO

Não há “Feliz Ano Novo” que independa da “Fé”, no seu fundamento!
(Por: Joseh Pereira – 01/01/2020) – Reeditado

No alto da epígrafe, um minúsculo monossílabo (a Fé) com grande poder, mas subestimado. Dito isto, ao tema, já! Quantas vezes, em havendo ocasião, apreciamos ficar muito tempo a admirar e contemplar uma frondosa árvore, como a da nossa ilustração, centenária, com grande história de vida, uma imensa força, robustez e beleza capaz de despertar a atenção e profunda reflexão sobre sua existência, bem como a de outros seres viventes, entretanto, quando perante a algo similar que requer também longo tempo para sua elaboração e formatação definitiva, não temos o mesmo entendimento e paciência o bastante para “aguardar e contribuir” pelo andamento natural do seu processo evolutivo que, aliás, seria de bom juízo já não nos ser estranho, desconhecido, devendo estar de cabo a rabo sob nosso domínio, tudo dentro de competente script, o manual de conduta. Convenhamos, no entanto. Uma árvore como a que observamos nasce e cresce, a partir de uma raiz ou semente, concorre também entre fortes e fracos na floresta, enfrenta ventos e tempestades, mas sempre obedecendo a um processo natural, com leis e regras concedendo um determinado grau de previsibilidade, algo bem diferente das pretensões humanas do nosso cotidiano, nas mais diversas esferas da existência, via de regra, distantes das chamadas leis naturais, das quais derivam a lógica, os costumes e a moral social, em busca de um mínimo de equilíbrio e tolerância para podermos viver e produzir. Isto tudo, acima, ligado ao clima de Ano Novo com novas e velhas aspirações, conjuga-se muito bem ao raciocínio da “escada da maturidade” (“Fragmentos”, link à esquerda), sobre o ideal da plenitude humana, nestes termos: – “Na maturidade o homem deseja (marca natural, da criança); percebe (marca intelectual, do jovem) e tolera, quer dizer, sabe dar tempo, esperar, com condições para a auto-renúncia (marca moral, do adulto), perfazendo-se, assim, o homem pleno de si mesmo”. Interessante notar que para existir nós dependemos de duas coisas, do tempo e do lugar, “lugar da ação com seu tempo de duração”, ou seja, existir implica realizar ação, daí estarmos sempre em ação a ser avaliada por seus resultados, segundo cada capacidade produtiva aí utilizada. Por falar em produzir mais e bem em menos tempo, lembra-nos, logo, quão indicado se torna aderirmos a todos os recursos técnicos e tecnológicos ao nosso alcance e, se mesmo assim, o tempo ainda lhe parece escasso, que tal buscar um Curso de Administração do Tempo, em que se aprende a definir prioridades, criar escalas de compromissos, programar melhor as ações e tarefas do cotidiano, otimizando o tempo empregado e aumentando sua produtividade. A não ser que seu problema seja crucial ao extremo, faltando-lhe também tempo para fazer o Curso de Administração do Tempo, quando a solução já não estará mais aqui, no Blog. Vamos, afinal, continuar a contar tempo com nossas pedras (“calculus”, no Latim), algumas lançadas para nos ferir, que nós as transformamos, pela inversão do efeito. Limão, por exemplo, sempre arde?! Por que não, também, das pedras violentas, um formoso Edifício!
Na sequência, um pouco mais de tempo para falarmos do Tempo não meteorológico, evidentemente. Tempo, além de representar “medida de duração dos seres sujeitos a mudança de substância ou mudanças acidentais e sucessivas da sua natureza, numericamente apreciáveis”, também podem ser “horas, dias, meses”, que a muitos faltam para aprender a administrar o tempo. Ser oportuno ou inoportuno quer dizer acertar ou errar na escolha das circunstâncias propícias ou não para resultados esperados, sendo útil definir a escala de prioridades, organizando nossas atividades de modo que as “necessidades e circunstâncias tenham nascido uma para a outra”, sejam compatíveis. A tolerância quanto ao uso do tempo é fundamental, porém, ela não deve quebrar a disciplina prescrita e devidamente sistematizada. Todos precisam entender um ao outro em seus propósitos, em esforço conjunto como numa empresa, ainda que somente uma família, um grupo organizado qualquer. Temos ainda o “tempo perdido”, quando o gastamos inutilmente, os “tempos dourados”, aqueles felizes ou venturosos, que tivemos a chance de viver no passado. “Histórico” é aquilo que é digno de registro por historiadores, um legado a gerações vindouras. “Pré-históricos”, os tempos da existência da humanidade sobre a Terra, anteriores às tradições escritas e que, por isso, apreciados por meio da tradição oral ou indutiva. É complicado imaginar a área escura do nosso passado, não documentada por ninguém, da qual, só podemos intuir. Há também expressões como “dar tempo ao tempo”, quando fazemos uma coisa com a devida calma; “perder tempo”, no sentido de empregá-lo em ocupação inútil, trabalhar em vão, pretender um resultado impossível; ou, por último, “tomar o tempo de alguém”, quando o distraímos ou o importunamos com assuntos alheios ao mister que está a realizar. Tenhamos em mente, enfim, que o tempo ao subtrair valiosos elementos dos nossos ossos, músculo e pele, por outro lado, adiciona e enriquece nossos Bancos de Dados, das nossas redes de neurônios, compensando-nos no que ele retira ou deixa de produzir. Nunca é demais reiterar, que uma das coisas mais interessantes que só o tempo nos garante, chama-se aprendizado, um patrimônio a salvo das traças que nós armazenamos e organizamos até quando dormimos. O tempo, ora, o tempo! Ele leva muito de nós, todavia, oferece-nos o dobro ou muito mais! Merece, portanto, como homenagem, um [Conhecido Soneto] de Frei Antônio das Chagas, uma belíssima advertência para cuidarmos de forma adequada do precioso atributo, exclusivo e específico de quem ainda vive e ocupa seu lugar no plano da existência! Na atual mudança de tempo, virada de ano, anos que vão, anos que vêm, não lhe parece oportuna a mensagem literária do poeta?! Vamos, pois, do tempo fazer mais conta, ou seja, dar-lhe a devida importância, para depois não chorarmos por não ter tempo?! Que tal começarmos a contar melhor o tempo, somar, subtrair, multiplicar e dividir, um tempo sempre escorregadio, que nos passa por nós apenas e tão-somente uma vez, não volta?! Dá para brincar com algo assim, que não brinca conosco?!


PS – Ei-lo, já entre nós um Novo Tempo, 2020! E nunca se brinca com coisas como o Tempo! Mas, sem medo, que venham os anos novos, muitos para nós em copiosa profusão. Desponta-nos, sorrindo, bem disposto para o que der e vier, com grandes promessas de vida o Ano de 2020, número interessante, bonito mesmo, a trazer mais tempo para a nossa Conta, para a qual usaremos de toda a atenção, paciência, prudência e juízo! Com o tempo, mastigado e digerido, a gente também percebe que pessoas, por vezes são como livros, algumas enganam pela capa que apresentam, mas, para nossa felicidade, outras nos surpreendem bastante pelo conteúdo que trazem. Ano que ora inicia e em todos os outros que virão, vamos nos esforçar, sinceramente, para pertencermos ao segundo grupo, surpreendendo cada vez mais com o melhor conteúdo que, por nossos esforços, pudermos angariar, alcançar e oferecer?! Vamos, pois, fazer a nossa parte, ainda que sejam parcas as nossas contribuições?! Desanimar, por quê?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 01/01/2015, um texto em reprise com vida nova!

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NOITE DE GRAÇAS

Mesmo que escura e nublada, toda noite planeja amanhecer!
(Por: Joseh Pereira – 01/12/2019) – Reeditado

Na abertura do texto, já nasce um convite. Vamos viver todos na certeza de que, não apenas a Noite do Divino seja divina, havendo muitas noites e amanheceres vitalizados e radiantes pelo caminho da vida. Nós, com este fervor banhado de festas, queremos iniciar a Crônica dedicada ao Natal, aplaudindo tudo que houve de bom no ano que vai terminar, desejando que 2019 seja pior que o Ano Novo, 2020, pretendido por todos, que está por vir. Acontece isto, é muito comum. Todos dizem que o tempo corre demais, não espera. Quando pensamos que vai chegar a Páscoa, é o fim de ano com o Natal batendo à porta. Fácil entender, porém, o tempo flui sempre mais rápido que a nossa capacidade de realização. Daí, os anos, sejam quais forem, parecerem muito velozes, cometendo a imprudência de irem embora antes das coisas que gostaríamos fossem executadas terem sido efetivamente concluídas, restando-nos a chance de com muita paciência, amor e empenho de sempre, podermos reprogramá-las. Outra coisa que, de certa forma, incomoda neste período são as manifestações profanas do comércio com alguns exageros e os ritmos carnavalescos na TV, com seus preparativos, parecendo copiar anos anteriores. Natal, época para manifestação sincera de aproximação entre as pessoas, infelizmente, também ocorrem casos de hipocrisia dos que mentem e enganam em todas as ocasiões como se estivessem oferecendo bombons a uma criança, podendo-se imaginar seu rótulo político (socialismo, com frequência, embalagem a ocultar o comunismo, parte amarga do pacote) que carregam. Natal, momento muito especial da cristandade em que a figura a se destacar nas palavras, gestos e ações, via de regra, é a de Jesus Cristo, a restaurar e dar vida à nossa instituição familiar, célula social imprescindível, criada sob medida com vistas à família sagrada, “Jesus, Maria e José”. A família, como a conhecemos e entendemos neste lado do mundo, trata-se de inalienável patrimônio da Cristandade, a nossa Civilização Ocidental, sustentada no tripé: Jerusalém (religião), Grécia (filosofia) e Roma (direito), pilares já bastante combalidos por poderosas forças, as quais, longe de serem ocultas, possuem nome e sobrenome muito conhecidos de uma batalha cultural generalizada, especialmente agressiva e demolidora das raízes, princípios e manifestações culturais do Ocidente. Sobre a “revolução e marxismo cultural”, não podemos avançar mais por fugir ao escopo do presente Post, mas recomendamos [Pe. Paulo Ricardo - Cursos], o que há de melhor na área, não deixem de acessar e estudar a matéria. A propósito, neste Natal de 2019 d.C., qual o verdadeiro cristão, que ficaria indiferente vendo a destruição dos pilares de uma civilização e cultura, cujos valores nenhuma outra civilização possui?! Vamos apenas nos orgulhar de pertencermos à Civilização Ocidental ou queremos mais pela sua defesa e proteção, buscando neutralizar atos que visam destruir nossos valores?! Sabem como tentam, por aí, matar o Caminho, a Verdade e a Vida?! Mas, como identificar e nos proteger da trama, narrativas de difícil leitura, cheias de disfarces?!
Como sabem, desde sempre, gostamos de falar do aniversariante na data do seu nascimento, ressaltando seu nome, sua história. Se é assim com os demais viventes, imaginem com Aquele que vive em nós, cada um por sua vez que entenda e admita o quanto e como Ele participa da sua vida. A propósito, dia destes falávamos com um agnóstico, tipo materialista light que, em matéria de divindade, mantém sua indiferença por considerar impossível justificar ou demonstrar o próprio Deus, se presente ou ausente, não O tem como norte e não se opõe aos que nEle crêem, como deveria ser todo “a”-teísta, indiferente, não militante. Pois o amigo, não obstante declarado materialista, afirmou que “Jesus Cristo foi um grande filósofo da nossa História”, o que muito me confortou poder ouvi-lo. A gente percebe a essência divina, na forma de energia, emergindo do interior da matéria com sua vida própria, vibrante e dinâmica. Deus, assim entendido, está impregnado na Matéria, da qual também somos parte integrante, onde devemos aprender a buscá-Lo, como nos momentos de recolhimento e oração, tão importantes quanto. Afinal, Deus é uma energia informe, incolor e insípida, cuja frequência se esquiva dos instrumentos convencionais de leitura, mantendo-se como objeto do Saber e não do conhecer efetivo do Homem. Por isso não podemos falar com Deus, pessoalmente, entretanto, podemos nos sintonizar com Ele, pois, nossa alma Sabe qual a frequência exata, promovendo a interação das partes. Deus, enfim, resume-se num ser substancial e intrínseco, nas realidades em geral e nos desejos humanos, como aqui sabiamente declarado: “Deus é amor” (1Jo 4:8), porém, um amor justo, não necessariamente, amor-bondade além da conta. Em sendo, como diz João em sua Epístola, “Deus = Amor”, na ordem inversa não será diferente. Daí, podermos concluir que um Amor (o amor-serviço) seja algo sob a propulsão divina, estando Ele no leme do barco, como podemos sutilmente, nestas assertivas, observar: 1. Amor constrói, ainda que às vezes pareça, pontualmente, destruir ou demolir; 2. Amor semeia obras, no mais amplo e puro sentido da palavra, muito mais identificado com o espírito da justiça, que equilibra do que com o espírito da bondade, que pode estar viciado por humores, voláteis e casuais; 3. Amor fertiliza e fecunda laços existentes, ao invés de envenená-los, adoecê-los, colocá-los em risco ou levá-los à morte por inanição ou causas nocivas; 4. Amor, como força ou energia penetrante, propriedade independente, funda, cria e expõe laços novos, não se limitando à mera manutenção do que construíra; 5. Amor reforça, ou seja, restaura, regenera e atualiza laços, eventualmente, enfraquecidos e debilitados, por menores que sejam as brechas ou chances encontradas. E o amor faz tudo isto, com tal poder alcança seu fim, quando nós, os portadores da centelha expansiva, herdada pela nossa origem e natureza divina, tivermos plena ciência e total convicção de sermos Criaturas, logo, em íntima, estreita e clara relação com o nosso próprio vértice, Deus, o Criador, em seu modo extensivo e profundo ou único de Ser e se Ver. Por exemplo, quando achamos que Jesus enlouqueceu ao pedir que “amemos nossos inimigos”, precisamos ter em mente uma outra frase, que nos socorre, a afirmar que “amar é serviço, gostar é prazer”, não tendo o Mestre solicitado para “gostarmos de quem não gosta” de nós, mas amarmos, prestando-lhe serviços. Os bons gostam, sentem entre si prazer e alegria; os justos amam, ainda que em desconforto ou tristes. Para inimigos inconvenientes ou perigosos, restam-nos as preces, “comunicantes, transparentes, anônimas”. Quem sabe, o inimigo esquece aberta a porta da mente quando da minha prece?! Mas, quantas graças, noites e dias, batem à porta de almas e mentes, que não abrem?! Por que desperdiçar?!


PS – Saudamos a todos que conseguem combinar o “serviço do amor” com o “prazer de gostar”, junto a pessoas cujos ambientes dividem. Falar de Amor com maiúscula é falar de Deus, com certeza. Falar de Jesus, o Menino Deus, que desce para a história humana e se faz irmão é o mesmo que falar do Pai, a quem recorremos nas quadras mais difíceis ou do Santo Espírito, na sua função específica de abrir e iluminar caminhos, dando-nos maior discernimento com que eliminamos equívocos e confusões. Didaticamente, falamos de um Deus Trino, o Criador que antecede e sucede a tudo; um Irmão, que desce, não apenas no Natal, a nível humano com o conteúdo do Criador e, por último, a Luz, sem o que a Torre de Babel continuaria, nada se solucionando na face da terra. Daí, o sinal da cruz: o Pai, o Filho e Espírito Santo! Qual a melhor forma para validar e justificar o Natal do sempiterno Menino Deus, a renascer simbolicamente, sempre?! Afinal, termos a sensação da inserção divina em nós, como norteador das atitudes, aumenta ou diminui a nossa segurança?! Já consultou a sua consciência, qual foi a resposta?! Nenhuma, somente dúvidas?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 01/12/2013, um texto em reprise com vida nova!

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