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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
Comum. Com.Br
Leitores Qualificados:
Ano 20 - MdM: 4.0







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)


Nova Ortografia.
Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
+ hifens, nada muda,
não aderimos!


[Contra-Capa]

NOITE DE GRAÇAS

Mesmo que escura e nublada, toda noite planeja amanhecer!
(Por: Joseh Pereira – 01/12/2019) – Reeditado

Na abertura do texto, já nasce um convite. Vamos viver todos na certeza de que, não apenas a Noite do Divino seja divina, havendo muitas noites e amanheceres vitalizados e radiantes pelo caminho da vida. Nós, com este fervor banhado de festas, queremos iniciar a Crônica dedicada ao Natal, aplaudindo tudo que houve de bom no ano que vai terminar, desejando que 2019 seja pior que o Ano Novo, 2020, pretendido por todos, que está por vir. Acontece isto, é muito comum. Todos dizem que o tempo corre demais, não espera. Quando pensamos que vai chegar a Páscoa, é o fim de ano com o Natal batendo à porta. Fácil entender, porém, o tempo flui sempre mais rápido que a nossa capacidade de realização. Daí, os anos, sejam quais forem, parecerem muito velozes, cometendo a imprudência de irem embora antes das coisas que gostaríamos fossem executadas terem sido efetivamente concluídas, restando-nos a chance de com muita paciência, amor e empenho de sempre, podermos reprogramá-las. Outra coisa que, de certa forma, incomoda neste período são as manifestações profanas do comércio com alguns exageros e os ritmos carnavalescos na TV, com seus preparativos, parecendo copiar anos anteriores. Natal, época para manifestação sincera de aproximação entre as pessoas, infelizmente, também ocorrem casos de hipocrisia dos que mentem e enganam em todas as ocasiões como se estivessem oferecendo bombons a uma criança, podendo-se imaginar seu rótulo político (socialismo, com frequência, embalagem a ocultar o comunismo, parte amarga do pacote) que carregam. Natal, momento muito especial da cristandade em que a figura a se destacar nas palavras, gestos e ações, via de regra, é a de Jesus Cristo, a restaurar e dar vida à nossa instituição familiar, célula social imprescindível, criada sob medida com vistas à família sagrada, “Jesus, Maria e José”. A família, como a conhecemos e entendemos neste lado do mundo, trata-se de inalienável patrimônio da Cristandade, a nossa Civilização Ocidental, sustentada no tripé: Jerusalém (religião), Grécia (filosofia) e Roma (direito), pilares já bastante combalidos por poderosas forças, as quais, longe de serem ocultas, possuem nome e sobrenome muito conhecidos de uma batalha cultural generalizada, especialmente agressiva e demolidora das raízes, princípios e manifestações culturais do Ocidente. Sobre a “revolução e marxismo cultural”, não podemos avançar mais por fugir ao escopo do presente Post, mas recomendamos [Pe. Paulo Ricardo - Cursos], o que há de melhor na área, não deixem de acessar e estudar a matéria. A propósito, neste Natal de 2019 d.C., qual o verdadeiro cristão, que ficaria indiferente vendo a destruição dos pilares de uma civilização e cultura, cujos valores nenhuma outra civilização possui?! Vamos apenas nos orgulhar de pertencermos à Civilização Ocidental ou queremos mais pela sua defesa e proteção, buscando neutralizar atos que visam destruir nossos valores?! Sabem como tentam, por aí, matar o Caminho, a Verdade e a Vida?! Mas, como identificar e nos proteger da trama, narrativas de difícil leitura, cheias de disfarces?!
Como sabem, desde sempre, gostamos de falar do aniversariante na data do seu nascimento, ressaltando seu nome, sua história. Se é assim com os demais viventes, imaginem com Aquele que vive em nós, cada um por sua vez que entenda e admita o quanto e como Ele participa da sua vida. A propósito, dia destes falávamos com um agnóstico, tipo materialista light que, em matéria de divindade, mantém sua indiferença por considerar impossível justificar ou demonstrar o próprio Deus, se presente ou ausente, não O tem como norte e não se opõe aos que nEle crêem, como deveria ser todo “a”-teísta, indiferente, não militante. Pois o amigo, não obstante declarado materialista, afirmou que “Jesus Cristo foi um grande filósofo da nossa História”, o que muito me confortou poder ouvi-lo. A gente percebe a essência divina, na forma de energia, emergindo do interior da matéria com sua vida própria, vibrante e dinâmica. Deus, assim entendido, está impregnado na Matéria, da qual também somos parte integrante, onde devemos aprender a buscá-Lo, como nos momentos de recolhimento e oração, tão importantes quanto. Afinal, Deus é uma energia informe, incolor e insípida, cuja frequência se esquiva dos instrumentos convencionais de leitura, mantendo-se como objeto do Saber e não do conhecer efetivo do Homem. Por isso não podemos falar com Deus, pessoalmente, entretanto, podemos nos sintonizar com Ele, pois, nossa alma Sabe qual a frequência exata, promovendo a interação das partes. Deus, enfim, resume-se num ser substancial e intrínseco, nas realidades em geral e nos desejos humanos, como aqui sabiamente declarado: “Deus é amor” (1Jo 4:8), porém, um amor justo, não necessariamente, amor-bondade além da conta. Em sendo, como diz João em sua Epístola, “Deus = Amor”, na ordem inversa não será diferente. Daí, podermos concluir que um Amor (o amor-serviço) seja algo sob a propulsão divina, estando Ele no leme do barco, como podemos sutilmente, nestas assertivas, observar: 1. Amor constrói, ainda que às vezes pareça, pontualmente, destruir ou demolir; 2. Amor semeia obras, no mais amplo e puro sentido da palavra, muito mais identificado com o espírito da justiça, que equilibra do que com o espírito da bondade, que pode estar viciado por humores, voláteis e casuais; 3. Amor fertiliza e fecunda laços existentes, ao invés de envenená-los, adoecê-los, colocá-los em risco ou levá-los à morte por inanição ou causas nocivas; 4. Amor, como força ou energia penetrante, propriedade independente, funda, cria e expõe laços novos, não se limitando à mera manutenção do que construíra; 5. Amor reforça, ou seja, restaura, regenera e atualiza laços, eventualmente, enfraquecidos e debilitados, por menores que sejam as brechas ou chances encontradas. E o amor faz tudo isto, com tal poder alcança seu fim, quando nós, os portadores da centelha expansiva, herdada pela nossa origem e natureza divina, tivermos plena ciência e total convicção de sermos Criaturas, logo, em íntima, estreita e clara relação com o nosso próprio vértice, Deus, o Criador, em seu modo extensivo e profundo ou único de Ser e se Ver. Por exemplo, quando achamos que Jesus enlouqueceu ao pedir que “amemos nossos inimigos”, precisamos ter em mente uma outra frase, que nos socorre, a afirmar que “amar é serviço, gostar é prazer”, não tendo o Mestre solicitado para “gostarmos de quem não gosta” de nós, mas amarmos, prestando-lhe serviços. Os bons gostam, sentem entre si prazer e alegria; os justos amam, ainda que em desconforto ou tristes. Para inimigos inconvenientes ou perigosos, restam-nos as preces, “comunicantes, transparentes, anônimas”. Quem sabe, o inimigo esquece aberta a porta da mente quando da minha prece?! Mas, quantas graças, noites e dias, batem à porta de almas e mentes, que não abrem?! Por que desperdiçar?!


PS – Saudamos a todos que conseguem combinar o “serviço do amor” com o “prazer de gostar”, junto a pessoas cujos ambientes dividem. Falar de Amor com maiúscula é falar de Deus, com certeza. Falar de Jesus, o Menino Deus, que desce para a história humana e se faz irmão é o mesmo que falar do Pai, a quem recorremos nas quadras mais difíceis ou do Santo Espírito, na sua função específica de abrir e iluminar caminhos, dando-nos maior discernimento com que eliminamos equívocos e confusões. Didaticamente, falamos de um Deus Trino, o Criador que antecede e sucede a tudo; um Irmão, que desce, não apenas no Natal, a nível humano com o conteúdo do Criador e, por último, a Luz, sem o que a Torre de Babel continuaria, nada se solucionando na face da terra. Daí, o sinal da cruz: o Pai, o Filho e Espírito Santo! Qual a melhor forma para validar e justificar o Natal do sempiterno Menino Deus, a renascer simbolicamente, sempre?! Afinal, termos a sensação da inserção divina em nós, como norteador das atitudes, aumenta ou diminui a nossa segurança?! Já consultou a sua consciência, qual foi a resposta?! Nenhuma, somente dúvidas?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 01/12/2013, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

BEIJOS E ABRAÇOS

De como estreitar cumprimentos, que até entre cães encontramos!
(Por: Joseh Pereira – 01/11/2019) – Reeditado

Um assunto escolhido a dedo por demais aprazível nós vamos desenvolver, aqui, já nos antecipando, caso alguém não goste, o sujeito, no dizer do sambista, “está ruim da cabeça ou doente do pé”, se não for coisa pior. Não brinquem. Pois, em todo aperto de mãos queremos demonstrar estar desarmados, então, que seja para valer ou, logo, substituído por um abraço como aquele com que se comemora alguma coisa. E o beijo, que pode ser avulso, fica melhor ainda quando como parte final de um largo abraço. Nós consideramos sempre o abraço entre amigos e o beijo, conjugado ou não ao abraço, a uma parente, colega ou amiga, pequenas intimidades, que têm o poder de exercer importante papel na troca de carícias, humanas, produzindo uma sensação agradável de felicidade, desde que ambos compartilhem igualmente do gesto pessoal, com franqueza, liberdade e respeito. Nos espaços mais ou menos familiares, onde nós gostamos de andar, se o encontro com o amigo se dá após uma ausência meio longa, quando este estende a mão nós a apanhamos puxando-o até nós, como que comemorando o fato de tê-lo encontrado, terminando sempre num abraço apertado sem problema nenhum, dando-nos a ambos uma sensação compensadora da recíproca cortesia. Entre mim, as mulheres e os beijos, haveremos de convir, alguns momentos nos divertem. Desnecessário dizer, porém, que nós sentimos muito felizes ao falar de beijos e abraços, ainda que, como dissemos, determinadas mulheres possam se zangar, certamente, devido a sua inabilidade a maiores aproximações, dispondo-nos apenas as mãos nos cumprimentos, quando não as pontas dos dedos para manter seus corpos distantes dos nossos, em um modo muito desagradável de “representar a fraternidade entre semelhantes”. Eu sou, como muitos sabem, há 45 anos, homem de uma única mulher e ser-lhe dia e noite fiel é o meu esporte predileto pelo prazer que proporciona, estando aí um pequeno dado da vida privada que me põe mais à vontade para promover os abraços e beijos em público. Nós tentamos, deste modo, otimizar ou potencializar, amplificar ou tornar a nossa vida familiar e social, “entre membros identificados e confiáveis”, um ambiente mais feliz, entre homens e mulheres de todas as idades e classes, adotando um jeito de viver mais estreito e confiante, prazeroso e saudável. Daí, talvez, terem ocorrido comigo certos episódios engraçados, mas tudo bem, em relação a beijos em mulheres. Que tal, para começar, em se tratando de educado cavalheiro que se apresente, nós irmos logo e direto para a troca de elegante aperto de mãos para esquentar corações e despertar a alma?! E, no caso, se for uma mulher à queima roupa, uma senhora ou fina dama a se aproximar, por que não, além de apertarmos as mãos, beijá-la também, sem faltar-lhe obviamente o zelo, respeito e dignidade que recomendam os bons modos?!
Na sequência, vamos nos divertir sem perder a pose. Eis que certo dia, em movimentada rua central de SP, onde transitávamos muito na época, ao beijar a face de uma amiga advogada, em encontro fortuito associado à distração minha, eu ia beijá-la como faço com minha mulher, quando a amiga pôs suas mãos educadamente em meu rosto, desviando os meus lábios dos seus, quase consumando-se o beijo labial entre nós. Não nos desculpamos por nos parecer dispensável e ela, quanta ironia, muito amiga da minha mulher, ambas nascidas na Terra de Alencar, autor de Iracema. Agora, uma prima, beata do tipo que não sai da igreja, deve usar o mictório eclesiástico (a princípio, nada contra), esta se estiver com outra amiga de tipo normal, eu tenho de lhe dar as mãos, beijando a amiga do lado. Minha prima afirma que apenas namorados se beijam, mas ela deve beijar crianças e os objetos religiosos que, nem animados são. Em outro caso, a parte engraçada se deu na casa da minha irmã (nós nos beijamos, sempre), com ela aconteceu o contrário do ocorrido com minha amiga advogada. Aqui, foi minha irmã (casada e mãe) que ia me beijar na boca, confundindo-me, aí, eu fiz um gesto discreto, ela percebeu o engano beijando-me na face, sem precisar de desculpas. Sobre outras duas mulheres dos meus contatos que tomam a iniciativa de me beijar, ambas bem casadas, uma cola seus lábios em minha face, dando um beijo aspirado a chamar à atenção e a outra, seguramente sem segundas intenções, por várias vezes tentou me beijar na boca, parecendo não ser um simples equívoco. Ambas, eu as conheço bem, são boas esposas para seus maridos, acredito. Uma outra pessoa, prestem atenção, cujo marido beija habitualmente a minha mulher, recebe até bem os meus beijos e abraços, mas sinto da parte dela uma certa restrição. Tanto é assim que um dia ela ia sair com uma despedida fraquinha, um econômico e quase inaudível “tchau”, modo caseiro de extrema informalidade. Eu, de forma cavalheira, não perdoando aquela frieza, movimentei-me como perfeito anfitrião indo à frente até a porta para que a visitante não tivesse de abri-la, onde, sem qualquer exagero, o beijo e abraço aconteceram, quase um evento, descarregando no ato minha pequena indignação positiva. Entretanto, beijos assim, surpreendentes – com abraços que, não obstante todo o respeito, meio que “checam” curvas e relevos delicados, a nos deixar marcas, como um “decalque dos corpos”, resultante de uma “entrega”, ainda que “na rapidez de um relâmpago” e circunscrito nos limites da “singela amizade” – requerem, assim como no trânsito a dirigir com seus riscos específicos, que haja suficiente cuidado em relação às tais curvas perigosas, bem como, na ultrapassagem não recomendada. Queremos, para encerrar, proclamar que são, os ligeiros toques nos ombros ou os beijos (entre homem e mulher), abraços e apertos de mão, lindos modos pessoais de chegar e de sair. Ao nos dar as mãos, abertas, estamos expressando um propósito de paz, evidenciando estarmos desarmados, no sentido literal e mental. Ao envolver alguém ou nos deixar envolver pelos braços, nós reforçamos os nossos votos de mútua confiança, transmitindo aí além do nosso calor corporal, o estimulante calor humano, que não se expressa em termômetros. Por último, vêm os beijos, momentos sublimes do relacionamento humano em que os lábios de um tocam a pele do outro, em leve e suave aspiração. Beijos nos lábios e os de língua, em nossa cultura ocidental, são carícias exclusivas do gênero romântico. Entre homem e mulher, que não pretendam despertar a paixão, mantendo o sono profundo da Libido, evitarão tais tipos de beijos facilmente discerníveis. Afinal, com tamanha didática da nossa parte, V. percebeu, na sua verdadeira dimensão, o valor humano dos beijos, abraços e apertos de mãos?! Viu como é bom viver assim, com confiança fraterna, ainda que a partir de círculos bem definidos?! Enfim, para provocar, quem começa a experiência?!


PS – Abraços, beijos, apertos de mãos, tantos gestos simples e gratificantes. Dos apertos de mãos e tipos de beijos, que gostamos de dar e receber, há fartos registros ou fontes para pesquisas. Quanto aos abraços, queremos destacar a Amplexoterapia, isso mesmo, um poder curativo muito grande do abraço, infelizmente, ainda pouco explorado por quem abraça ou é abraçado. Saudar alguém com um abraço e, se for o caso, um beijo proporciona uma sensação de segurança e confiança, que ajuda a prevenir ou eliminar o estresse, acalmar uma dor ou muito mais. Quem já ganhou na vida um verdadeiro abraço, honesto e sincero, sabe do que estamos falando. Vamos, pois, abraçar e beijar mais, sempre que a ocasião sugerir ou recomendar?! Prometem, pelo menos, avaliar a eficácia e gratuidade da “novidade”, ou seja, da terapia do abraço e a do beijo?! Já tinham pensado em remédio tão barato e abundante, além disto, de fácil aplicação?! Ou V. continua, irremediavelmente, com medo do efeito colateral?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 06/06/2014, um texto em reprise com vida nova!

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VOGAIS E CONSOANTES

Infelizes sois vós, consoantes a sós, não fossem as vossas vogais!
(Por: Joseh Pereira – 01/10/2019) – Reeditado

Não, o Post não vai abordar rudimentos de Gramática, silabação e noções de morfologia. Pois, em recente ócio criativo ocorreu-me a imagem do quanto nós somos iguais às letras consoantes, dependemos das vogais para nos tornar sonoros e audíveis, para sermos verbos, verbos de ação. Interessa-nos sermos verbos. Vogal com vogal formam alguma combinação, como “ou”, “eu”, “ai” etc., porém, estão longe da auto-suficiência nos textos ou frases, também elas dependem das consoantes para ganhar o mundo e fazer sucesso. Um alfabetizando a juntar consoantes às vogais e formar palavras é simples, mas nós, movidos por um feliz “insight”, queremos focar uma outra similaridade, ou seja, para os mais diversos eventos da vida real em sociedade, onde as letras vogais ou consoantes do alfabeto da vida somos nós, em busca de agradáveis e eficazes parcerias, sejam em casa, no trabalho ou onde quer que ocorram, as quais, não são somente necessárias, mas inevitáveis. Daí, não negligenciemos, mantendo-nos atentos, cuidando bem da construção de certas combinações, entre as vogais e consoantes, para evitar grupos sem sentido e incompatíveis. Por aproximarmos às letras do alfabeto, entendemos que cada relação vai depender da obediência à Gramática, ou melhor, a uma disciplina pertinente a cada circunstância com que tivermos de defrontar. Assim temos, neste aspecto, a grande semelhança entre nós e as letras do alfabeto, a lição que ela nos traz e a “agradável curiosidade” de uma relação de fatos congêneres, das letras do alfabeto e das pessoas no seu cotidiano. Notem que, para se realizar algo, nós, a exemplo das vogais e consoantes, juntamo-nos e articulamos palavras de funções as mais diversas. Quando SUBSTANTIVOS, nomeamos ou chamamos o que já foi nomeado; com o ARTIGO indicamos gênero e número da parte nomeada; o ADJETIVO estabelece uma qualidade qualquer da parte nomeada; o PRONOME, além de mostrar a pessoa do discurso (a mesma no texto, nunca um “Você [3a. pess.] sabe que eu te [2a. pess.] amo”, ou tudo na terceira ou tudo na segunda pessoa), estando o PRONOME sempre no lugar do nome; o VERBO dá a ideia da ação ou estado do sujeito a ele ligado; o ADVÉRBIO nos mostra o modo como participa do discurso uma parte nomeada; o NUMERAL aparece para expressar quantidades, as frações e inteiros, os múltiplos, a posição ou ordem; a PREPOSIÇÃO liga uma palavra a outra e estabelece relações entre elas; a CONJUNÇÃO vincula orações e estabelece entre elas relações de coordenação ou subordinação; já a INTERJEIÇÃO concentra nela forte emoção ou estados de espírito. Sobre a turma das vogais, a exemplo dos humanos, elas gostam de se unir, formando pares perfeitos, nos chamados Ditongos. Às vezes, mesmo alheias ao romântico triângulo amoroso, elas formam a união de três, são os Tritongos. Outras vezes, são também obrigadas a ficarem separadas, quando acontecem os Hiatos. Também as consoantes fazem como nós, entre si, os seus grupos, os Encontros Consonantais. Exemplos de classes gramaticais, grupos consonantais e vocálicos despertaram seu interesse?! Que tal, então, tirar melhor a ferrugem?!
No Post ora em curso, firme e forte, já caminhando para terminar, inspirado numa analogia com puro sabor de crônica literária, eu quero ser “apenas uma consoante ou uma vogal, ou uma ou outra alternativamente, desde que eu possa contar com outra vogal ou consoante com quem combinar”. Ainda que maus bofes, que não faltam, as chicanas das más línguas ou simples idiossincrasias, tratadas como temperamentos pessoais e particulares, dos quais não consiga me libertar, possam tentar de alguma forma ou vir a prejudicar nossa aproximação, nem por isso devemos desanimar na busca permanente no sentido de melhorar nossas composições, as quais, se ainda não existem podem existir. Como em casos, assim, exemplares e bastante frequentes: O homem e a mulher, em casamento de direito ou de fato; entre pais e filhos, logo depois, quando estes vêm; a relação entre amigos, colegas de trabalho, sócios em empresas ou outros empreendimentos. Isto nas esferas mais triviais do nosso cotidiano, pois, em outras esferas bem mais complexas e delicadas, que abrangem instituições e a sociedade, o estado e cidadãos, não faltam composições e somente se realizam, como sempre, de forma equilibrada e sadia quando as partes envolvidas, quais as vogais e consoantes em seus locais de origem, estiverem também igual e gramaticalmente conscientes e disciplinadas. Por último, queremos desejar sejam abundantes, entre nós, segundo a imagem que fizemos, os melhores encontros, vocálicos e consonantais, formando com isso muitos verbos para atendermos a necessidade de dinamismo do nosso cotidiano. Dito isto, nós já sabemos – e faz tempo – que, como Vogal sozinha, isolada, temos pouca voz e não vamos muito longe, não, sem nos socorrer das consoantes. Quando no papel da Consoante, então, solta e descombinada, sem a companhia de uma Vogal, ficamos em estado de mudez total, sempre inaudível, com nossa frequência sonora a zero, daí, o “com” antes do “soante”, indicando a necessidade da companhia ou associação para darmos nosso recado e, consequentemente, se for o nosso desejo, sermos ouvidos. Interessante observar que há casos de pessoas que, evidentemente, parecem preferir a condição da consoante, não buscando o concurso de uma vogal para torná-las audíveis ou mais audíveis onde vivem, podendo ser por uma frustração sua ou alheia em que se baseiam ou outro motivo menos relevante. Nós imaginamos, para ilustrar a situação, os casos de pessoas que se descasam e não se recasam e outras, em número menor que não se casam de forma alguma nunca, havendo ainda outras que, embora livres do voto obrigatório de castidade, sequer, flertam com alguém em sua vida toda, de modo a formar um par romântico, duradouro ou não. Pois, acreditem, o Editor do Blog conhece alguém assim, gente fina e muito boa, aliás, que nunca namorou. Nós, pensando bem, não devíamos concordar com escolhas assim, porém, respeitosamente, de uma coisa tal pessoa pode se gabar, o de nunca ter sofrido qualquer dificuldade conjugal ou outra bastante trivial com crianças e adolescentes, filhos seus, eis que por toda a sua vida mulher e filhos foram promessas da Natureza que, por uma escolha sua, não se concretizaram. Assim, pois, no decorrer da Crônica, ao mesmo tempo que nos equiparamos às letras numa feliz metáfora, na formação das sílabas projetando-nos nas palavras que levam às diferentes classes gramaticais, nós ainda pudemos com muito gosto recordar de velhos tempos, escolar ou extra-escolar, em que nos dedicávamos com afinco ao aprendizado da Língua Portuguesa, o nosso estimado Vernáculo, a sempre digna Língua Pátria. Na realidade, além da nossa humana semelhança às vogais e consoantes, quem não se sente envolvido ou identificado com cada atributo de uma classe gramatical acima resumido?! Afinal, é difícil avaliar a humanidade das letras?! Por quê?!


PS – Num certo dia, sob refrescante ducha em tarde quente de verão, quando nos parece ocorrer um vácuo, logo preenchido por alguma originalidade, que sobrevém do “ócio criativo” ali vivido, tivemos a graça de sermos contemplados por interessante “insight”, segundo o qual, as letras consoantes e as vogais a formar sílabas e palavras têm muito a dizer e ensinar a nós, humanos, valendo uma analogia inteira entre elas e nós, as pessoas, em nosso cotidiano. Transitamos, pois, enquanto realizávamos nossa metáfora, por noções de fonética, as sílabas, encontros e desencontros, desembocando na identificação de cada uma das classes gramaticais, que muitos de nós já não sabem quantas e quais são, dentro do nosso consagrado glossário da Língua Portuguesa. Sobre tais classes, não temos dúvida da qualidade do resumo com que as identificamos, deixando muito pouco a desejar. Enfim, como ficarmos indiferentes a tamanha similaridade entre as letras e as pessoas, ocasião em que aprendemos uma “gramática” para bem vivermos com mais eficiência?! Que tal aplicarmos a nova “gramática” para melhorar o nosso viver?! Ah, entendi, Você já vem aplicando?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 01/03/2014, um texto em reprise com vida nova!

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