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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
Comum. Com.Br
Leitores Qualificados:
Ano 20 - MdM: 4.0







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)


Nova Ortografia.
Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
+ hifens, nada muda,
não aderimos!


[Contra-Capa]

CONTAS DO TEMPO

Não há “Feliz Ano Novo” que independa da “Fé”, no seu fundamento!
(Por: Joseh Pereira – 01/01/2020) – Reeditado

No alto da epígrafe, um minúsculo monossílabo (a Fé) com grande poder, mas subestimado. Dito isto, ao tema, já! Quantas vezes, em havendo ocasião, apreciamos ficar muito tempo a admirar e contemplar uma frondosa árvore, como a da nossa ilustração, centenária, com grande história de vida, uma imensa força, robustez e beleza capaz de despertar a atenção e profunda reflexão sobre sua existência, bem como a de outros seres viventes, entretanto, quando perante a algo similar que requer também longo tempo para sua elaboração e formatação definitiva, não temos o mesmo entendimento e paciência o bastante para “aguardar e contribuir” pelo andamento natural do seu processo evolutivo que, aliás, seria de bom juízo já não nos ser estranho, desconhecido, devendo estar de cabo a rabo sob nosso domínio, tudo dentro de competente script, o manual de conduta. Convenhamos, no entanto. Uma árvore como a que observamos nasce e cresce, a partir de uma raiz ou semente, concorre também entre fortes e fracos na floresta, enfrenta ventos e tempestades, mas sempre obedecendo a um processo natural, com leis e regras concedendo um determinado grau de previsibilidade, algo bem diferente das pretensões humanas do nosso cotidiano, nas mais diversas esferas da existência, via de regra, distantes das chamadas leis naturais, das quais derivam a lógica, os costumes e a moral social, em busca de um mínimo de equilíbrio e tolerância para podermos viver e produzir. Isto tudo, acima, ligado ao clima de Ano Novo com novas e velhas aspirações, conjuga-se muito bem ao raciocínio da “escada da maturidade” (“Fragmentos”, link à esquerda), sobre o ideal da plenitude humana, nestes termos: – “Na maturidade o homem deseja (marca natural, da criança); percebe (marca intelectual, do jovem) e tolera, quer dizer, sabe dar tempo, esperar, com condições para a auto-renúncia (marca moral, do adulto), perfazendo-se, assim, o homem pleno de si mesmo”. Interessante notar que para existir nós dependemos de duas coisas, do tempo e do lugar, “lugar da ação com seu tempo de duração”, ou seja, existir implica realizar ação, daí estarmos sempre em ação a ser avaliada por seus resultados, segundo cada capacidade produtiva aí utilizada. Por falar em produzir mais e bem em menos tempo, lembra-nos, logo, quão indicado se torna aderirmos a todos os recursos técnicos e tecnológicos ao nosso alcance e, se mesmo assim, o tempo ainda lhe parece escasso, que tal buscar um Curso de Administração do Tempo, em que se aprende a definir prioridades, criar escalas de compromissos, programar melhor as ações e tarefas do cotidiano, otimizando o tempo empregado e aumentando sua produtividade. A não ser que seu problema seja crucial ao extremo, faltando-lhe também tempo para fazer o Curso de Administração do Tempo, quando a solução já não estará mais aqui, no Blog. Vamos, afinal, continuar a contar tempo com nossas pedras (“calculus”, no Latim), algumas lançadas para nos ferir, que nós as transformamos, pela inversão do efeito. Limão, por exemplo, sempre arde?! Por que não, também, das pedras violentas, um formoso Edifício!
Na sequência, um pouco mais de tempo para falarmos do Tempo não meteorológico, evidentemente. Tempo, além de representar “medida de duração dos seres sujeitos a mudança de substância ou mudanças acidentais e sucessivas da sua natureza, numericamente apreciáveis”, também podem ser “horas, dias, meses”, que a muitos faltam para aprender a administrar o tempo. Ser oportuno ou inoportuno quer dizer acertar ou errar na escolha das circunstâncias propícias ou não para resultados esperados, sendo útil definir a escala de prioridades, organizando nossas atividades de modo que as “necessidades e circunstâncias tenham nascido uma para a outra”, sejam compatíveis. A tolerância quanto ao uso do tempo é fundamental, porém, ela não deve quebrar a disciplina prescrita e devidamente sistematizada. Todos precisam entender um ao outro em seus propósitos, em esforço conjunto como numa empresa, ainda que somente uma família, um grupo organizado qualquer. Temos ainda o “tempo perdido”, quando o gastamos inutilmente, os “tempos dourados”, aqueles felizes ou venturosos, que tivemos a chance de viver no passado. “Histórico” é aquilo que é digno de registro por historiadores, um legado a gerações vindouras. “Pré-históricos”, os tempos da existência da humanidade sobre a Terra, anteriores às tradições escritas e que, por isso, apreciados por meio da tradição oral ou indutiva. É complicado imaginar a área escura do nosso passado, não documentada por ninguém, da qual, só podemos intuir. Há também expressões como “dar tempo ao tempo”, quando fazemos uma coisa com a devida calma; “perder tempo”, no sentido de empregá-lo em ocupação inútil, trabalhar em vão, pretender um resultado impossível; ou, por último, “tomar o tempo de alguém”, quando o distraímos ou o importunamos com assuntos alheios ao mister que está a realizar. Tenhamos em mente, enfim, que o tempo ao subtrair valiosos elementos dos nossos ossos, músculo e pele, por outro lado, adiciona e enriquece nossos Bancos de Dados, das nossas redes de neurônios, compensando-nos no que ele retira ou deixa de produzir. Nunca é demais reiterar, que uma das coisas mais interessantes que só o tempo nos garante, chama-se aprendizado, um patrimônio a salvo das traças que nós armazenamos e organizamos até quando dormimos. O tempo, ora, o tempo! Ele leva muito de nós, todavia, oferece-nos o dobro ou muito mais! Merece, portanto, como homenagem, um [Conhecido Soneto] de Frei Antônio das Chagas, uma belíssima advertência para cuidarmos de forma adequada do precioso atributo, exclusivo e específico de quem ainda vive e ocupa seu lugar no plano da existência! Na atual mudança de tempo, virada de ano, anos que vão, anos que vêm, não lhe parece oportuna a mensagem literária do poeta?! Vamos, pois, do tempo fazer mais conta, ou seja, dar-lhe a devida importância, para depois não chorarmos por não ter tempo?! Que tal começarmos a contar melhor o tempo, somar, subtrair, multiplicar e dividir, um tempo sempre escorregadio, que nos passa por nós apenas e tão-somente uma vez, não volta?! Dá para brincar com algo assim, que não brinca conosco?!


PS – Ei-lo, já entre nós um Novo Tempo, 2020! E nunca se brinca com coisas como o Tempo! Mas, sem medo, que venham os anos novos, muitos para nós em copiosa profusão. Desponta-nos, sorrindo, bem disposto para o que der e vier, com grandes promessas de vida o Ano de 2020, número interessante, bonito mesmo, a trazer mais tempo para a nossa Conta, para a qual usaremos de toda a atenção, paciência, prudência e juízo! Com o tempo, mastigado e digerido, a gente também percebe que pessoas, por vezes são como livros, algumas enganam pela capa que apresentam, mas, para nossa felicidade, outras nos surpreendem bastante pelo conteúdo que trazem. Ano que ora inicia e em todos os outros que virão, vamos nos esforçar, sinceramente, para pertencermos ao segundo grupo, surpreendendo cada vez mais com o melhor conteúdo que, por nossos esforços, pudermos angariar, alcançar e oferecer?! Vamos, pois, fazer a nossa parte, ainda que sejam parcas as nossas contribuições?! Desanimar, por quê?!

MBT – Ano XXI (2020): Originário de 01/01/2015, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

NOITE DE GRAÇAS

Mesmo que escura e nublada, toda noite planeja amanhecer!
(Por: Joseh Pereira – 01/12/2019) – Reeditado

Na abertura do texto, já nasce um convite. Vamos viver todos na certeza de que, não apenas a Noite do Divino seja divina, havendo muitas noites e amanheceres vitalizados e radiantes pelo caminho da vida. Nós, com este fervor banhado de festas, queremos iniciar a Crônica dedicada ao Natal, aplaudindo tudo que houve de bom no ano que vai terminar, desejando que 2019 seja pior que o Ano Novo, 2020, pretendido por todos, que está por vir. Acontece isto, é muito comum. Todos dizem que o tempo corre demais, não espera. Quando pensamos que vai chegar a Páscoa, é o fim de ano com o Natal batendo à porta. Fácil entender, porém, o tempo flui sempre mais rápido que a nossa capacidade de realização. Daí, os anos, sejam quais forem, parecerem muito velozes, cometendo a imprudência de irem embora antes das coisas que gostaríamos fossem executadas terem sido efetivamente concluídas, restando-nos a chance de com muita paciência, amor e empenho de sempre, podermos reprogramá-las. Outra coisa que, de certa forma, incomoda neste período são as manifestações profanas do comércio com alguns exageros e os ritmos carnavalescos na TV, com seus preparativos, parecendo copiar anos anteriores. Natal, época para manifestação sincera de aproximação entre as pessoas, infelizmente, também ocorrem casos de hipocrisia dos que mentem e enganam em todas as ocasiões como se estivessem oferecendo bombons a uma criança, podendo-se imaginar seu rótulo político (socialismo, com frequência, embalagem a ocultar o comunismo, parte amarga do pacote) que carregam. Natal, momento muito especial da cristandade em que a figura a se destacar nas palavras, gestos e ações, via de regra, é a de Jesus Cristo, a restaurar e dar vida à nossa instituição familiar, célula social imprescindível, criada sob medida com vistas à família sagrada, “Jesus, Maria e José”. A família, como a conhecemos e entendemos neste lado do mundo, trata-se de inalienável patrimônio da Cristandade, a nossa Civilização Ocidental, sustentada no tripé: Jerusalém (religião), Grécia (filosofia) e Roma (direito), pilares já bastante combalidos por poderosas forças, as quais, longe de serem ocultas, possuem nome e sobrenome muito conhecidos de uma batalha cultural generalizada, especialmente agressiva e demolidora das raízes, princípios e manifestações culturais do Ocidente. Sobre a “revolução e marxismo cultural”, não podemos avançar mais por fugir ao escopo do presente Post, mas recomendamos [Pe. Paulo Ricardo - Cursos], o que há de melhor na área, não deixem de acessar e estudar a matéria. A propósito, neste Natal de 2019 d.C., qual o verdadeiro cristão, que ficaria indiferente vendo a destruição dos pilares de uma civilização e cultura, cujos valores nenhuma outra civilização possui?! Vamos apenas nos orgulhar de pertencermos à Civilização Ocidental ou queremos mais pela sua defesa e proteção, buscando neutralizar atos que visam destruir nossos valores?! Sabem como tentam, por aí, matar o Caminho, a Verdade e a Vida?! Mas, como identificar e nos proteger da trama, narrativas de difícil leitura, cheias de disfarces?!
Como sabem, desde sempre, gostamos de falar do aniversariante na data do seu nascimento, ressaltando seu nome, sua história. Se é assim com os demais viventes, imaginem com Aquele que vive em nós, cada um por sua vez que entenda e admita o quanto e como Ele participa da sua vida. A propósito, dia destes falávamos com um agnóstico, tipo materialista light que, em matéria de divindade, mantém sua indiferença por considerar impossível justificar ou demonstrar o próprio Deus, se presente ou ausente, não O tem como norte e não se opõe aos que nEle crêem, como deveria ser todo “a”-teísta, indiferente, não militante. Pois o amigo, não obstante declarado materialista, afirmou que “Jesus Cristo foi um grande filósofo da nossa História”, o que muito me confortou poder ouvi-lo. A gente percebe a essência divina, na forma de energia, emergindo do interior da matéria com sua vida própria, vibrante e dinâmica. Deus, assim entendido, está impregnado na Matéria, da qual também somos parte integrante, onde devemos aprender a buscá-Lo, como nos momentos de recolhimento e oração, tão importantes quanto. Afinal, Deus é uma energia informe, incolor e insípida, cuja frequência se esquiva dos instrumentos convencionais de leitura, mantendo-se como objeto do Saber e não do conhecer efetivo do Homem. Por isso não podemos falar com Deus, pessoalmente, entretanto, podemos nos sintonizar com Ele, pois, nossa alma Sabe qual a frequência exata, promovendo a interação das partes. Deus, enfim, resume-se num ser substancial e intrínseco, nas realidades em geral e nos desejos humanos, como aqui sabiamente declarado: “Deus é amor” (1Jo 4:8), porém, um amor justo, não necessariamente, amor-bondade além da conta. Em sendo, como diz João em sua Epístola, “Deus = Amor”, na ordem inversa não será diferente. Daí, podermos concluir que um Amor (o amor-serviço) seja algo sob a propulsão divina, estando Ele no leme do barco, como podemos sutilmente, nestas assertivas, observar: 1. Amor constrói, ainda que às vezes pareça, pontualmente, destruir ou demolir; 2. Amor semeia obras, no mais amplo e puro sentido da palavra, muito mais identificado com o espírito da justiça, que equilibra do que com o espírito da bondade, que pode estar viciado por humores, voláteis e casuais; 3. Amor fertiliza e fecunda laços existentes, ao invés de envenená-los, adoecê-los, colocá-los em risco ou levá-los à morte por inanição ou causas nocivas; 4. Amor, como força ou energia penetrante, propriedade independente, funda, cria e expõe laços novos, não se limitando à mera manutenção do que construíra; 5. Amor reforça, ou seja, restaura, regenera e atualiza laços, eventualmente, enfraquecidos e debilitados, por menores que sejam as brechas ou chances encontradas. E o amor faz tudo isto, com tal poder alcança seu fim, quando nós, os portadores da centelha expansiva, herdada pela nossa origem e natureza divina, tivermos plena ciência e total convicção de sermos Criaturas, logo, em íntima, estreita e clara relação com o nosso próprio vértice, Deus, o Criador, em seu modo extensivo e profundo ou único de Ser e se Ver. Por exemplo, quando achamos que Jesus enlouqueceu ao pedir que “amemos nossos inimigos”, precisamos ter em mente uma outra frase, que nos socorre, a afirmar que “amar é serviço, gostar é prazer”, não tendo o Mestre solicitado para “gostarmos de quem não gosta” de nós, mas amarmos, prestando-lhe serviços. Os bons gostam, sentem entre si prazer e alegria; os justos amam, ainda que em desconforto ou tristes. Para inimigos inconvenientes ou perigosos, restam-nos as preces, “comunicantes, transparentes, anônimas”. Quem sabe, o inimigo esquece aberta a porta da mente quando da minha prece?! Mas, quantas graças, noites e dias, batem à porta de almas e mentes, que não abrem?! Por que desperdiçar?!


PS – Saudamos a todos que conseguem combinar o “serviço do amor” com o “prazer de gostar”, junto a pessoas cujos ambientes dividem. Falar de Amor com maiúscula é falar de Deus, com certeza. Falar de Jesus, o Menino Deus, que desce para a história humana e se faz irmão é o mesmo que falar do Pai, a quem recorremos nas quadras mais difíceis ou do Santo Espírito, na sua função específica de abrir e iluminar caminhos, dando-nos maior discernimento com que eliminamos equívocos e confusões. Didaticamente, falamos de um Deus Trino, o Criador que antecede e sucede a tudo; um Irmão, que desce, não apenas no Natal, a nível humano com o conteúdo do Criador e, por último, a Luz, sem o que a Torre de Babel continuaria, nada se solucionando na face da terra. Daí, o sinal da cruz: o Pai, o Filho e Espírito Santo! Qual a melhor forma para validar e justificar o Natal do sempiterno Menino Deus, a renascer simbolicamente, sempre?! Afinal, termos a sensação da inserção divina em nós, como norteador das atitudes, aumenta ou diminui a nossa segurança?! Já consultou a sua consciência, qual foi a resposta?! Nenhuma, somente dúvidas?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 01/12/2013, um texto em reprise com vida nova!

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BEIJOS E ABRAÇOS

De como estreitar cumprimentos, que até entre cães encontramos!
(Por: Joseh Pereira – 01/11/2019) – Reeditado

Um assunto escolhido a dedo por demais aprazível nós vamos desenvolver, aqui, já nos antecipando, caso alguém não goste, o sujeito, no dizer do sambista, “está ruim da cabeça ou doente do pé”, se não for coisa pior. Não brinquem. Pois, em todo aperto de mãos queremos demonstrar estar desarmados, então, que seja para valer ou, logo, substituído por um abraço como aquele com que se comemora alguma coisa. E o beijo, que pode ser avulso, fica melhor ainda quando como parte final de um largo abraço. Nós consideramos sempre o abraço entre amigos e o beijo, conjugado ou não ao abraço, a uma parente, colega ou amiga, pequenas intimidades, que têm o poder de exercer importante papel na troca de carícias, humanas, produzindo uma sensação agradável de felicidade, desde que ambos compartilhem igualmente do gesto pessoal, com franqueza, liberdade e respeito. Nos espaços mais ou menos familiares, onde nós gostamos de andar, se o encontro com o amigo se dá após uma ausência meio longa, quando este estende a mão nós a apanhamos puxando-o até nós, como que comemorando o fato de tê-lo encontrado, terminando sempre num abraço apertado sem problema nenhum, dando-nos a ambos uma sensação compensadora da recíproca cortesia. Entre mim, as mulheres e os beijos, haveremos de convir, alguns momentos nos divertem. Desnecessário dizer, porém, que nós sentimos muito felizes ao falar de beijos e abraços, ainda que, como dissemos, determinadas mulheres possam se zangar, certamente, devido a sua inabilidade a maiores aproximações, dispondo-nos apenas as mãos nos cumprimentos, quando não as pontas dos dedos para manter seus corpos distantes dos nossos, em um modo muito desagradável de “representar a fraternidade entre semelhantes”. Eu sou, como muitos sabem, há 45 anos, homem de uma única mulher e ser-lhe dia e noite fiel é o meu esporte predileto pelo prazer que proporciona, estando aí um pequeno dado da vida privada que me põe mais à vontade para promover os abraços e beijos em público. Nós tentamos, deste modo, otimizar ou potencializar, amplificar ou tornar a nossa vida familiar e social, “entre membros identificados e confiáveis”, um ambiente mais feliz, entre homens e mulheres de todas as idades e classes, adotando um jeito de viver mais estreito e confiante, prazeroso e saudável. Daí, talvez, terem ocorrido comigo certos episódios engraçados, mas tudo bem, em relação a beijos em mulheres. Que tal, para começar, em se tratando de educado cavalheiro que se apresente, nós irmos logo e direto para a troca de elegante aperto de mãos para esquentar corações e despertar a alma?! E, no caso, se for uma mulher à queima roupa, uma senhora ou fina dama a se aproximar, por que não, além de apertarmos as mãos, beijá-la também, sem faltar-lhe obviamente o zelo, respeito e dignidade que recomendam os bons modos?!
Na sequência, vamos nos divertir sem perder a pose. Eis que certo dia, em movimentada rua central de SP, onde transitávamos muito na época, ao beijar a face de uma amiga advogada, em encontro fortuito associado à distração minha, eu ia beijá-la como faço com minha mulher, quando a amiga pôs suas mãos educadamente em meu rosto, desviando os meus lábios dos seus, quase consumando-se o beijo labial entre nós. Não nos desculpamos por nos parecer dispensável e ela, quanta ironia, muito amiga da minha mulher, ambas nascidas na Terra de Alencar, autor de Iracema. Agora, uma prima, beata do tipo que não sai da igreja, deve usar o mictório eclesiástico (a princípio, nada contra), esta se estiver com outra amiga de tipo normal, eu tenho de lhe dar as mãos, beijando a amiga do lado. Minha prima afirma que apenas namorados se beijam, mas ela deve beijar crianças e os objetos religiosos que, nem animados são. Em outro caso, a parte engraçada se deu na casa da minha irmã (nós nos beijamos, sempre), com ela aconteceu o contrário do ocorrido com minha amiga advogada. Aqui, foi minha irmã (casada e mãe) que ia me beijar na boca, confundindo-me, aí, eu fiz um gesto discreto, ela percebeu o engano beijando-me na face, sem precisar de desculpas. Sobre outras duas mulheres dos meus contatos que tomam a iniciativa de me beijar, ambas bem casadas, uma cola seus lábios em minha face, dando um beijo aspirado a chamar à atenção e a outra, seguramente sem segundas intenções, por várias vezes tentou me beijar na boca, parecendo não ser um simples equívoco. Ambas, eu as conheço bem, são boas esposas para seus maridos, acredito. Uma outra pessoa, prestem atenção, cujo marido beija habitualmente a minha mulher, recebe até bem os meus beijos e abraços, mas sinto da parte dela uma certa restrição. Tanto é assim que um dia ela ia sair com uma despedida fraquinha, um econômico e quase inaudível “tchau”, modo caseiro de extrema informalidade. Eu, de forma cavalheira, não perdoando aquela frieza, movimentei-me como perfeito anfitrião indo à frente até a porta para que a visitante não tivesse de abri-la, onde, sem qualquer exagero, o beijo e abraço aconteceram, quase um evento, descarregando no ato minha pequena indignação positiva. Entretanto, beijos assim, surpreendentes – com abraços que, não obstante todo o respeito, meio que “checam” curvas e relevos delicados, a nos deixar marcas, como um “decalque dos corpos”, resultante de uma “entrega”, ainda que “na rapidez de um relâmpago” e circunscrito nos limites da “singela amizade” – requerem, assim como no trânsito a dirigir com seus riscos específicos, que haja suficiente cuidado em relação às tais curvas perigosas, bem como, na ultrapassagem não recomendada. Queremos, para encerrar, proclamar que são, os ligeiros toques nos ombros ou os beijos (entre homem e mulher), abraços e apertos de mão, lindos modos pessoais de chegar e de sair. Ao nos dar as mãos, abertas, estamos expressando um propósito de paz, evidenciando estarmos desarmados, no sentido literal e mental. Ao envolver alguém ou nos deixar envolver pelos braços, nós reforçamos os nossos votos de mútua confiança, transmitindo aí além do nosso calor corporal, o estimulante calor humano, que não se expressa em termômetros. Por último, vêm os beijos, momentos sublimes do relacionamento humano em que os lábios de um tocam a pele do outro, em leve e suave aspiração. Beijos nos lábios e os de língua, em nossa cultura ocidental, são carícias exclusivas do gênero romântico. Entre homem e mulher, que não pretendam despertar a paixão, mantendo o sono profundo da Libido, evitarão tais tipos de beijos facilmente discerníveis. Afinal, com tamanha didática da nossa parte, V. percebeu, na sua verdadeira dimensão, o valor humano dos beijos, abraços e apertos de mãos?! Viu como é bom viver assim, com confiança fraterna, ainda que a partir de círculos bem definidos?! Enfim, para provocar, quem começa a experiência?!


PS – Abraços, beijos, apertos de mãos, tantos gestos simples e gratificantes. Dos apertos de mãos e tipos de beijos, que gostamos de dar e receber, há fartos registros ou fontes para pesquisas. Quanto aos abraços, queremos destacar a Amplexoterapia, isso mesmo, um poder curativo muito grande do abraço, infelizmente, ainda pouco explorado por quem abraça ou é abraçado. Saudar alguém com um abraço e, se for o caso, um beijo proporciona uma sensação de segurança e confiança, que ajuda a prevenir ou eliminar o estresse, acalmar uma dor ou muito mais. Quem já ganhou na vida um verdadeiro abraço, honesto e sincero, sabe do que estamos falando. Vamos, pois, abraçar e beijar mais, sempre que a ocasião sugerir ou recomendar?! Prometem, pelo menos, avaliar a eficácia e gratuidade da “novidade”, ou seja, da terapia do abraço e a do beijo?! Já tinham pensado em remédio tão barato e abundante, além disto, de fácil aplicação?! Ou V. continua, irremediavelmente, com medo do efeito colateral?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 06/06/2014, um texto em reprise com vida nova!

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