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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
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e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

VÍTIMA O BANDIDO?!

Uma linha de interpretação vitimista-ideológica opera a inversão.
(Por: Joseh Pereira – 01/01/2019) – Reeditado

Nós, ao receber um novo tempo, o “Ano da Graça de 2019″, com um novo governo e fundadas esperanças, confiantes, mas cientes das dificuldades a superar, saímos já ao batente, na lida ou labuta que escolhemos. Após breves palavras na abertura de calendário, iniciando o Post, prevenimos não se tratar de página policial ou boletim da imprensa marrom, como a princípio pode parecer. Ao contrário, o nosso foco é outro bastante diferente. Nós, hoje, a exemplo de outros bons assuntos, queremos abordar, além da prática, a noção exata da verdadeira Cidadania, como se aprendia na disciplina de Organização Política e Social ou em Educação Moral e Cívica dos bons ou ótimos tempos que já vivemos no Brasil, no que tange aos costumes, bem como nos relacionamentos humanos e sociais, os quais quem sabe poderão ser revividos a partir de agora, com os ventos soprando a favor. Cidadania era e nunca deixou de ser (pois, a ninguém foi dado o poder de mudá-la), se não uma função ou título a cada nascido, ao menos uma atribuição que lhe confere dignidade, sobretudo e principalmente com o reconhecimento oficial de uma Certidão de Nascimento, pelo qual, além de um nome com que se identifica e uma filiação, o indivíduo ao mesmo tempo se torna credor e devedor, ainda que por seus representantes legais adultos, junto à figura jurídica pública do estado nacional a que pertencer. Não é demais lançarmos mãos de alguns conceitos para nos ajudarem na didática, tornando-nos mais claros. Quer dizer, do mesmo modo que uma luz mais nitidamente se nota onde há a presença da escuridão ou sombras pela ação do contraste, o que diríamos também do preto não fosse o branco, do alto não fosse o baixo, da esquerda (referencial, a geométrica), não fosse o lado direito e tantas outras junções opostas que se interagem e se complementam, como acontece ainda entre o quente e o frio, uma infração e a pena, por fim, não fugindo à regra do jogo cruzado, “a cada direito deve se sobrepor ao sagrado dever”, um não sobrevive nem se pensa sem a presença da outra parte, sendo de pronto nula toda tentativa de identificar direitos não correspondentes a deveres. Todavia, a banda não toca conforme a música, anda por toda a parte desafinada como se pode facilmente observar. Fala-se demais em direitos, não se dando ênfase o bastante ao dever, rompendo assim a ordem direta do raciocínio lógico. Não acham demasiado emblemático aparecer na Constituição Federal em vigor 76 vezes a palavra “direito” e somente quatro vezes a palavra “dever”, como explicar um placar assim?! Outra coisa que nos causa muita estranheza. Todos nós conhecemos, desde 10 de Dezembro de 1948 (já com 70 anos), a Declaração Universal dos Direitos Humanos, publicada pela ONU. Agora, a pergunta que não quer calar. Por que não existe em parte alguma do mundo (justiça se faça, algumas minutas do documento se esboçam), que se chame Declaração Universal de Responsabilidades e Deveres Humanos?! Até quando devemos ter consciência dos nossos direitos e ignorarmos, sistematicamente, os nossos correspondentes deveres e responsabilidades?!
Queremos, agora, dizer sem medo de errar que muita gente aplaudiria de pé uma educação ministrada a cada indivíduo, em casa e nas escolas, além dos meios de comunicação convencionais e digitais, que tivesse “vontade e seriedade, boas condições ao grande mister e, como consequência, a eficiência na transmissão de técnicas, conhecimentos e valores construtivos” para moldar a personalidade do educando, de modo que logo pudéssemos identificar, aí, em cada Cidadão o humano na busca constante de ser direito, que vê a Cidadania a partir do seu dever e sabe que todo direito de um Cidadão implica diretamente no dever de outro Cidadão ou entidade constituída, sendo sempre e necessariamente um, o direito, a face do outro, o dever. E que lindo oásis acabamos de pintar, como meta ou uma miragem. Absolutamente, uma utopia, no sentido do não-lugar ou lugar nenhum, apenas uma aspiração ainda distante. Mas, voltando à Terra, ou melhor, ao Brasil, o nosso chão real, retomamos o foco declarando que todos nascem, sempre, no lado do dever, para ser sujeitos, que buscam, pensam, fazem, produzem e oferecem, resultando, inevitavelmente, obedecendo a uma lógica de precisão matemática, a condição de pacientes, no lado do direito, onde, de forma direta ou indireta a atos causadores, deve (nada obstante) fluir generosa e naturalmente algo que se confunda com ou represente méritos verdadeiros. Não há outra forma (mesmo que pareça irrealizável) de construir, na sociedade e na Nação, a ordem, o Direito e a justiça, se quisermos pacificar a questão da segurança pública e particular, permitindo que o Cidadão de bem possa viver, estudar e trabalhar normalmente. Entretanto, quando se tenta examinar as causas e motivos do crescimento da criminalidade das últimas décadas no Brasil, surgem os pregadores de supostos direitos acumulados na História há séculos, que os nossos tempos atuais devem se desdobrar, hoje, com leis e esforços compensatórios como se fôssemos nós alguns réus de passados remotos, além de afirmarem os mesmos doutrinadores ideológicos, geralmente marxistas, que o capitalismo contribui de vários modos com a criminalidade no país, pelo consumo de bens caros por uns e a crônica pobreza de outrem, que o estimularia a assaltar e roubar, não explicando, porém, os grandes crimes dos seus magnatas companheiros. Fazem ainda da própria criminalidade, por eles atribuída ao capitalismo, sua razão fundamental para combatê-lo, lamentavelmente. Como vimos, assim é fácil transformar a criminalidade em aliada político-ideológica a serviço das suas reformas visando ao socialismo, pelas quais, bandidos e criminosos esperam ser amigos do rei, não mais as vítimas, como se autoproclamam. No coletivo que adotam, o indivíduo ou Cidadão vira simples abstração ou número, não mais compõe uma família, suas noções e conceitos sobre direitos e deveres perante a sociedade se resumem na condição de “vítima” da sociedade, podendo assaltar, roubar e matar. Fomentam a luta de classes entre categorias sociais, tentam romper a ordem estabelecida, na foice e no martelo (sob disfarces), mudam mentes e consciências que, aos poucos, perdem seus antigos referenciais, instrução e conhecimento, princípios e caráter, tornando-se facilmente manipuláveis pelo gênio do mal. E o “politicamente correto”, coisa deles, sempre à espreita, sendo arriscado emitir qualquer juízo, seja onde e a quem for, como se vivêssemos cercados de agentes clandestinos nos policiando em tudo o que fazemos e dizemos, o que andamos ouvindo ou lendo, com quem estamos andando ou recusando a andar, buscam sempre uma ou outra interpretação desengonçada e balizas particulares para incriminar adversários. Por acaso, alguém pode dormir com tanto barulho à porta?! Ou, ao contrário, não devemos mesmo fazê-lo, mantendo-nos sempre vigilantes e atentos, dia e noite, sem cessar?! Vamos, com fé e muita obra, aos poucos, materializar nossas esperanças?!


PS – Olá, Brasil, o País que queremos, acaba de chegar um novo tempo, o Ano da Graça de 2019! Vamos, durante 365 dias, levar dentro de nós e, quando pudermos, convertermos em realidade o sentido de alegria de que é portador todo beijo e abraço, voto e mensagem dos ambientes festivos que vivemos com a família e amigos?! Não desperdicemos, jamais, as energias que podem vir de lugares muito diversos! E, por falar em materializar esperanças, eis um bom caminho a trilhar em 2019. Por exemplo, investir mais em nós mesmos, procurando filtrar e identificar todo e qualquer “ruído ideológico”, seja no modo de pensar e falar, nos juízos de valor e na interpretação dos fatos, tendo muito cuidado com o vocabulário, preferindo regras linguísticas mais tradicionais, para não incorrermos na cartilha que queremos combater. Muitos de nós, por algum motivo, gostamos de falar, pensar e escrever, mas não degustamos (saborear, no detalhe) nem elaboramos (lapidar o texto, esculpir) como devíamos, superficiais, não criamos resistências, das quais necessitamos para fechar espaços. Assim sendo, por que não? Vamos, desde já, com bastante elegância, cuidar melhor da nossa Civilização, defendendo com unhas e dentes a Cultura e a Tradição que nos deram abrigo?! Combatendo, igualmente, o vitimismo e outras distorções do pensamento?! Quanto a 2019, portanto, suas esperanças são altas, baixas ou nulas?! Por quê?! Onde V. costuma buscar a matéria-prima?! Hein?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 14/05/2013, um texto em reprise com vida nova!

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Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

POLITICAMENTE CORRETO

Ou tirania de orientação marxista a policiar fala e o livre pensar.
(Por: Joseh Pereira – 01/12/2018, Reeditado)

Quantas vezes podemos sentir-nos como reféns até sozinhos dentro de casa, seguros e protegidos por nossos mais confiáveis recursos de segurança?! É que ao exercitarmos a mente nós o fazemos em Inglês, Português, Espanhol etc. e o nosso pensamento se organiza segundo regras que regem o código linguístico, com sujeitos, predicados e complementos. Buscam-se palavras e contextos gramaticalmente compatíveis, em relação a técnicas e ao senso comum culturalmente consolidado. O pior é que em qualquer elaboração ainda insipiente e solitária já pode haver preocupação com a possibilidade do cachimbo ter entortado a mente de pessoas, criando riscos caso o que estivermos pensando venha a público num eventual improviso. E nós não estamos loucos em nossa solidão pensante ao nos preocupar com algo assim, pois, comunistas, com maior ou menor sutileza, patrulham mesmo tudo por não gostarem de camaradas que pensam, sob seu jugo ou território somente quem deve e pode pensar é o partido único no poder central. Mas muito longe de ser esta a única finalidade de tão perniciosa ideologia do “politicamente correto”, semeada e cultivada na história desde o “primeiro fracasso da teoria marxista”, devido a valores judaico-cristãos, jurídicos e filosóficos ocidentais nas consciências da classe operária, que não se rebelou contra a classe patronal capitalista e à burguesia (possuidores de capital), conforme o planejado por Karl Marx, criador do socialismo materialista, falhando na primeira experiência a sua teoria, pela qual seria implantada a ditadura do proletariado. Um momento oportuno para corrigirem seus objetivos já rejeitados por um proletariado que se nega a seguir a cartilha marxista a favor de valores mais racionais e humanos da Civilização Ocidental, mas não, os comunistas fazem o contrário, corrigem os seus métodos. E por quê? Nomes influentes de várias especialidades acadêmicas (socialistas históricos, reunidos sob a famosa denominação da Escola de Frankfurt, antes sediada na Alemanha, devido a guerra mudam para os Estados Unidos, com a acomodação do pós-guerra retornam ficando alguns dos seus na América), juntos, tais figuras concluem que os obstáculos a ser removidos do caminho são precisamente os mais nobres valores tradicionais da Civilização Ocidental, um patrimônio baseado na herança cultural do racionalismo grego, do Direito Romano e da moral judaico-cristã. Como o capitalismo está assentado nestes três pilares fundamentais, corroê-los seria a nova lógica revolucionária, não demorando para deflagarem a mais perigosa “revolução ou guerra cultural” da História contra todos os costumes e tradições consagrados do Ocidente, com o fim básico de desobstruir caminhos para a implantação das suas teses e teorias satânicas, com a ajuda inclusive de Sigmund Freud e sua Psicologia Social absurda aplicada de modo a nos convencer que “a neve é preta e quem a enxerga branca sofre uma excentricidade mórbida”, além de outras técnicas refinadas de lavagem cerebral. Assim sendo, o “politicamente correto” é correto a quem, então!? Não desconfiam, ao menos, quem são seus únicos beneficiários?! E com quais objetivos?!
Sabemos bem que numa sociedade que se preza, de Alma Ocidental, geográfica e culturalmente, além do que, essencialmente capitalista, em que a igualdade perante a lei prevalece, a população não se fragmenta em minorias ou classes conflitantes entre si, mas em camadas econômicas virtuosamente diferentes, grupos e categorias, que compartilham interesses e realizam parcerias, mantendo-se em seu desejável formato piramidal, cujas camadas todas, indiscriminadamente, possuem e ostentam suas funções, méritos e valores específicos, nas quais, a mobilidade social é permitida, mais ainda, estimulada. Em sociedade assim descrita, beneficiada por tais valores, idealmente sadia, não vingam as plantas daninhas do “politicamente correto”, cujo único efeito é o de envenenar e intoxicar o ambiente. Quem puder, portanto, não caia em manias ideológicas malvadas como a que estamos abordando, vendidas a Você sob falsa embalagem da “cultura do sensível”, destinada a não melindrar ou constranger ou, em outras palavras, podendo machucar feridas ainda não cicatrizadas de certos grupos, classes ou minorias, que “nem sabem que existem”, mas ativistas e militantes de esquerda já criaram-lhes cartilhas e manuais de conduta, ditando normas, linguagem e formas especiais de tratamento, impondo a todos novas posturas, sob pena de termos de responder perante a algum tribunal. Uma coisa, meus caros, é a cultura, quando hábitos e atitudes num relacionamento se consolidam de modo a tornar automáticas determinadas condutas. Portanto, como já dissemos, a nossa Cultura se fundamenta em três pilares indivisíveis, o religioso ou judaico-cristão, o filosófico (da Grécia Antiga) e o jurídico (do Direito Romano), todos fortes obstáculos à penetração doutrinária marxista, logo, para conseguirem êxito terão de antes destruir tijolos por tijolos os pilares de toda uma Civilização, a Ocidental, usando instrumentos da própria Cultura para miná-la e destruí-la, como ilustra recente artigo, a [Miséria da Contra-Cultura]. Um patrimônio milenar estamos deixando ir para o ralo! Não, não vamos pôr mais lenha na fogueira. Por que, em frases na terceira pessoa, “lhe” ou “o/a” por “te” (2a. pessoa); homossexual por gay (alegre); afro-brasileiro por negro (o certo); velhice por melhor-idade (um absurdo); favela por comunidade; pobres por excluídos; rico, no sentido de injusto explorador; “todos e todas”, em detrimento do neutro “todos”, se a ambos os sexos, além de outros inúmeros exemplos de violenta agressão a dicionários e gramáticas, à literatura e escritores consagrados, tudo feito com dedicação e apuro por demolidores de uma Cultura e de uma Tradição para abrir caminhos à doutrina marxista. Sob a óptica do “politicamente correto”, baseado em imperativo coletivista e materialista, todos herdamos dívidas históricas a saldar de gerações já fossilizadas, negando uma natural individualidade de pessoas e gerações, com isso tudo, criando-se normas abusivas de compensação, como as malditas cotas em tudo quanto é canto, além de muito ódio latente de humanos contra humanos, impedindo assim um equilíbrio harmônico da sociedade, sendo circunscritos todos os males resultantes sob a responsabilidade sempre de terceiros, nunca dos promotores da baderna cultural. Para encerrar, nós perguntamos. Ainda resistem dúvidas sobre a quem pertence o “politicamente correto”, onde e como nasceu, quais suas estratégias e objetivos?! Onde e como se manifesta o sintoma de verdadeira “doença social”, aliás, muito contagiosa dos nossos tempos, da qual tratamos?! Vamos nos empenhar cada vez mais para evitarmos o jogo do inimigo, no qual seremos sempre perdedores?! Valem ou não todos os nossos esforços?!

Ler Ainda: [Por Que Ser Conservador] (bem devagar sem divagar)


PS – Quem como nós, há tanto tempo, vive e sente a História sabe que durante a Guerra Fria era fácil identificar um comunista, só havia o Leste e o Oeste como potências mundiais mais países aliados, divididos. Porém, após a queda do Muro em 1989, o comunismo se desdobra em vários ativismos e militâncias com rótulos bacanas para enganar e ludibriar. Ecologia virou “ambientalismo”, com seus exageros de praxe; oscilações térmicas naturais eram, na década de setenta nos jornais, ameaças de nova era glacial, a temperatura caía; mas, no pós-Guerra Fria, com a disseminação do comunismo por outras denominações como disfarces, descobriram ser mais lucrativo vender o contrário, ou seja, um “aquecimento global” subordinado a causas humanas do progresso industrial e urbano, frutos do mesmo “algoz da humanidade”, o Capitalismo, que querem eliminar da face da Terra custe-lhes o que custar. O globo terrestre, em seu todo e regionalmente, esquenta e esfria ciclicamente, ainda que não houvesse um só terráqueo para sujar o planeta. Quem viver (os próximos 100 anos da falsa profecia) verá! Mesmo assim, Você faz parte dos que acreditam nisto, no A.G.A.?! Realizou cuidadosamente todos os cálculos que a equação climática universal exige?! Qual seu nível de segurança que Você lhe atribui, em quesito de singular importância?! Admite, então, ter coragem de se expor, assim, à posteridade?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 21/04/2013, um texto em reprise com vida nova!

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MORTOS VIVENTES

Não morreremos, a alma nasce do Espírito e habita o tempo!
(Por: Joseh Pereira – 01/11/2018, Reeditado)

Quem, entretanto, frente a uma Crônica de Finados poderia afirmar não ter, até hoje, perdido um ente querido, amigo ou familiar, “com certeza, ninguém”. E um dia acontecerá com cada um de nós, inelutavelmente. Um momento crucial de desenlace em que as pessoas se equiparam umas às outras, restando-lhes tão somente seu pedigree, a depuração da linhagem familiar, seus benfeitos, malfeitos ou omitidos enquanto puderam, tudo com resultados que poderão se refletir a qualquer tempo ou forma no futuro. Quanto a todo e qualquer bem material do qual hoje tivermos a posse, valerá de forma absoluta uma frase que muito me inspira: “Vieste nu e nu voltarás” (Jhosa), nada sendo mais verdadeiro e definitivo, ainda que isto incomode, especialmente a quem crê em excesso no poder da posse. E mais, seja por qualquer vertente doutrinária ou até mesmo científica, nós não temos como um gato as sete vidas, mas em compensação, uma vida que não falece, a anímica, relacionada à alma, a pairar e perambular nas consciências humanas, além de transitar pela macro-consciência cósmica, também. Neste caso, quanto mais marcarmos nossa passagem neste chão, com atos, eventuais indiferenças ou omissões, mais as nossas pegadas poderão influir no futuro, porque tudo o que fizermos (ou deixarmos de fazer quando deveríamos) trará consequências com qualidades diversas, preenchendo espaços ou criando vácuos. Vamos, por favor, pensar juntos. Há valores, bons ou maus, que estamos sempre plantando ou transplantando, quer dizer, não paramos de fazer história, ainda que não tenhamos consciência alguma da influência que exercemos no ambiente do qual somos componentes. Uns, pelos papéis que desempenham como agentes do estado e outros, em diferentes atividades na sociedade, todos alteram o atual cenário ora mais, ora menos, mas não deixam nunca de contribuir dentro do meio a que pertence, trazendo consequências correspondentes, que poderão ser positivas ou negativas em qualquer tempo e lugar. Para muitos, basta o seu viver comum e corriqueiro de participante compulsório da vida. E não adianta querer se esconder na insignificância de quem se omite, porque a omissão também deixa marcas, físicas e materiais, associando-se às de ordem ética e moral. Então, se vamos de qualquer forma perdurar no tempo além do hoje, que seja pelos melhores motivos que pudermos. Em assim sendo, indagamos. Alguém, aí, ainda pode afirmar que nada temos de imortal?! E isto, a seu ver, na sua concepção de vida, considera bom ou ruim?!
Nós, na ocasião, queremos incluir dois fatos pertinentes ao tema de hoje. Senão, vejamos. Há muito tempo, calouro de comunicação social da Alcântara Machado (atual FMU), mais tarde na Cásper Líbero. Minha mulher, grávida, na Liberdade em São Paulo, um mensageiro da família chega e traz a notícia da morte do meu irmão, jovem, cheio de sonhos e projetos, que fora atropelado ao pilotar sua bicicleta na Regis Bittencourt em Itapecerica da Serra. Naqueles dias cinzentos, o Prof. Severino, numa aula de Ciências da Comunicação, chamou de “grande tirada” uma sequência de versos com que eu tentava aliviar minha dor, em texto livre, assim: – “Lembro-me de ti, Rafael, / Quão rápido percorreste estreita clareira. / Mas, eu vi e guardei nitidamente teus traços. / Marcas indeléveis nutrem tua vida, / Animam tuas obras, / Regam tuas plantas, / Amadurecem teus frutos, / Germinam tuas sementes, / As sementes da paz, / Sementes da tua vigorosa virtude para que estas tenham sempre vida. / Ó, vós, sementes, que sereis plantas. / Ó, vós, plantas, que sereis frutos. / Ó, vós, frutos, que sereis novas sementes. / Sucessivas vidas, irrefreáveis vidas, vidas sem fim. / Vida eterna!”. Versos simples, sem métrica e sem rimas, um poema que reforça o sentido da continuidade do ser, o elogio do mestre, este foi um bálsamo! Quanto ao segundo caso, vejam. Muitos relatam ter vivido a experiência de quase-morte, comigo também: – “O carro que eu conduzia levava cinco passageiros, dois adultos e três crianças, colhido num cruzamento por um veículo a 200 Km/h guiado por um marginal em fuga à perseguição policial, pelo violento choque e o estado de inconsciência sofridos, uma ante-sala do outro mundo, eu pude experimentar visões e sensações de como o depois pode ser: 1. Estado de inconsciência, sem reversão ao estado de lucidez e do conhecimento; 2. Bloqueio ou cessação do estado biofísico de resistência e de compartilhamento, mais ou menos precário e circunstancial com o meio, do qual se nutre e se envenena; 3. Desligamento de todas as relações próprias da existência, vinculadas a tempo e espaço, produzindo uma indescritível sensação confortável de total descomprometimento; 4. Túnel de luz, num subterrâneo de escuridão, como único e infinito substrato; 5. Raio de luz, como um produto do olhar, com cujos olhos sem corpo, sem tempo e sem espaço, também não se compromete, deles a luz nada sabe ou sabe e não diz; 6. Pequena mecha de luz e de identidade, como saldo e essência, mergulhados para sempre num confortável colchão de escuridão e de mistérios”. Como vimos, não foi desta vez, voltei do caminho, sem ultrapassar o portão, a entrada. Minha esposa, filho, amigos, meus endereços, origens e destinos são compromissos a reassumir tão logo nossa consciência volta a dar as cartas. Um agente policial em minha direção, quando me levantava do asfalto, em meio a cópias e pastas espalhadas da Faculdade, em pleno cruzamento por onde haviam passado veículo abalroador e polícia, ainda pude ver meu carro sem governo na contramão a abalroar um poste e parar, com uma mulher e três crianças dentro, muita zoeira de latas e vozes humanas a gritar. Impossível esquecer, um segundo à frente e o Opala Comodoro do ano, pesado, tornaria irreconhecível meu pequeno Volkswagem (batido bem à frente, rodopiou), a viatura policial na cola em igual velocidade passaria logo depois sobre nós, uma tragédia indescritível para deixar muita gente inconsolável. Mas, graças a um número ínfimo de apenas um segundo a menos, cessada a confusão, feito o levantamento, ninguém seriamente ferido, a não ser os danos materiais elevados de muita gente. Que coisa, a vida no estágio presente, muitas vezes, surpreende. Um verdadeiro milagre ou simples coincidências favoráveis?! Ou entre nós, alguns “mortos” (pulsantes) a vibrar positivamente nas consciências de certos vivos?! No entanto, ninguém podendo, taxativamente, afirmar “Sim”, quem poderá eliminar a hipótese?! A seu ver, para provocá-lo, entre o Espírito e a Matéria, qual o principal e o secundário?!


PS – Ainda bem, não morreremos, a alma nasce do Espírito e habita o tempo. Hoje, em tempo de encontro para lembrar, reviver, em boa hora, a Crônica de Finados, dedicada à perenidade humana no plano da história ou a uma contínua historicidade do homem, cujas fronteiras se abrem para a eternidade. Não há como negar, uma coisa é a morte do corpo, outra bem diferente a morte da Pessoa, parte imaterial da individualidade. Nós não podemos admitir que esta última, a Pessoa, simplesmente se extinga, desapareça, após ter transitado no tempo e no espaço, ficando a sua passagem necessariamente gravada, registrada, em grande parte, ainda comprometida com o tempo que ficou. Uma memória pessoal é coisa séria, não pode se apagar com facilidade, ou melhor, de forma nenhuma! Porém, agora, o que vamos fazer diante de tanta “presença” a manifestar-se?! Alguma em especial mais impactante, que conforta ou incomoda?! Enfim, apesar da imensa saudade, como não nos encher de gratidão a tão sublimes “mensagens”, tão claras e didáticas, espíritos que vivem?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 31/10/2012, um texto em reprise com vida nova!

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