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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
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Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

POLITICAMENTE CORRETO

Ou tirania de orientação marxista a policiar fala e o livre pensar.
(Por: Joseh Pereira – 01/12/2018, Reeditado)

Quantas vezes podemos sentir-nos como reféns até sozinhos dentro de casa, seguros e protegidos por nossos mais confiáveis recursos de segurança?! É que ao exercitarmos a mente nós o fazemos em Inglês, Português, Espanhol etc. e o nosso pensamento se organiza segundo regras que regem o código linguístico, com sujeitos, predicados e complementos. Buscam-se palavras e contextos gramaticalmente compatíveis, em relação a técnicas e ao senso comum culturalmente consolidado. O pior é que em qualquer elaboração ainda insipiente e solitária já pode haver preocupação com a possibilidade do cachimbo ter entortado a mente de pessoas, criando riscos caso o que estivermos pensando venha a público num eventual improviso. E nós não estamos loucos em nossa solidão pensante ao nos preocupar com algo assim, pois, comunistas, com maior ou menor sutileza, patrulham mesmo tudo por não gostarem de camaradas que pensam, sob seu jugo ou território somente quem deve e pode pensar é o partido único no poder central. Mas muito longe de ser esta a única finalidade de tão perniciosa ideologia do “politicamente correto”, semeada e cultivada na história desde o “primeiro fracasso da teoria marxista”, devido a valores judaico-cristãos, jurídicos e filosóficos ocidentais nas consciências da classe operária, que não se rebelou contra a classe patronal capitalista e à burguesia (possuidores de capital), conforme o planejado por Karl Marx, criador do socialismo materialista, falhando na primeira experiência a sua teoria, pela qual seria implantada a ditadura do proletariado. Um momento oportuno para corrigirem seus objetivos já rejeitados por um proletariado que se nega a seguir a cartilha marxista a favor de valores mais racionais e humanos da Civilização Ocidental, mas não, os comunistas fazem o contrário, corrigem os seus métodos. E por quê? Nomes influentes de várias especialidades acadêmicas (socialistas históricos, reunidos sob a famosa denominação da Escola de Frankfurt, antes sediada na Alemanha, devido a guerra mudam para os Estados Unidos, com a acomodação do pós-guerra retornam ficando alguns dos seus na América), juntos, tais figuras concluem que os obstáculos a ser removidos do caminho são precisamente os mais nobres valores tradicionais da Civilização Ocidental, um patrimônio baseado na herança cultural do racionalismo grego, do Direito Romano e da moral judaico-cristã. Como o capitalismo está assentado nestes três pilares fundamentais, corroê-los seria a nova lógica revolucionária, não demorando para deflagarem a mais perigosa “revolução ou guerra cultural” da História contra todos os costumes e tradições consagrados do Ocidente, com o fim básico de desobstruir caminhos para a implantação das suas teses e teorias satânicas, com a ajuda inclusive de Sigmund Freud e sua Psicologia Social absurda aplicada de modo a nos convencer que “a neve é preta e quem a enxerga branca sofre uma excentricidade mórbida”, além de outras técnicas refinadas de lavagem cerebral. Assim sendo, o “politicamente correto” é correto a quem, então!? Não desconfiam, ao menos, quem são seus únicos beneficiários?! E com quais objetivos?!
Sabemos bem que numa sociedade que se preza, de Alma Ocidental, geográfica e culturalmente, além do que, essencialmente capitalista, em que a igualdade perante a lei prevalece, a população não se fragmenta em minorias ou classes conflitantes entre si, mas em camadas econômicas virtuosamente diferentes, grupos e categorias, que compartilham interesses e realizam parcerias, mantendo-se em seu desejável formato piramidal, cujas camadas todas, indiscriminadamente, possuem e ostentam suas funções, méritos e valores específicos, nas quais, a mobilidade social é permitida, mais ainda, estimulada. Em sociedade assim descrita, beneficiada por tais valores, idealmente sadia, não vingam as plantas daninhas do “politicamente correto”, cujo único efeito é o de envenenar e intoxicar o ambiente. Quem puder, portanto, não caia em manias ideológicas malvadas como a que estamos abordando, vendidas a Você sob falsa embalagem da “cultura do sensível”, destinada a não melindrar ou constranger ou, em outras palavras, podendo machucar feridas ainda não cicatrizadas de certos grupos, classes ou minorias, que “nem sabem que existem”, mas ativistas e militantes de esquerda já criaram-lhes cartilhas e manuais de conduta, ditando normas, linguagem e formas especiais de tratamento, impondo a todos novas posturas, sob pena de termos de responder perante a algum tribunal. Uma coisa, meus caros, é a cultura, quando hábitos e atitudes num relacionamento se consolidam de modo a tornar automáticas determinadas condutas. Portanto, como já dissemos, a nossa Cultura se fundamenta em três pilares indivisíveis, o religioso ou judaico-cristão, o filosófico (da Grécia Antiga) e o jurídico (do Direito Romano), todos fortes obstáculos à penetração doutrinária marxista, logo, para conseguirem êxito terão de antes destruir tijolos por tijolos os pilares de toda uma Civilização, a Ocidental, usando instrumentos da própria Cultura para miná-la e destruí-la, como ilustra recente artigo, a [Miséria da Contra-Cultura]. Um patrimônio milenar estamos deixando ir para o ralo! Não, não vamos pôr mais lenha na fogueira. Por que, em frases na terceira pessoa, “lhe” ou “o/a” por “te” (2a. pessoa); homossexual por gay (alegre); afro-brasileiro por negro (o certo); velhice por melhor-idade (um absurdo); favela por comunidade; pobres por excluídos; rico, no sentido de injusto explorador; “todos e todas”, em detrimento do neutro “todos”, se a ambos os sexos, além de outros inúmeros exemplos de violenta agressão a dicionários e gramáticas, à literatura e escritores consagrados, tudo feito com dedicação e apuro por demolidores de uma Cultura e de uma Tradição para abrir caminhos à doutrina marxista. Sob a óptica do “politicamente correto”, baseado em imperativo coletivista e materialista, todos herdamos dívidas históricas a saldar de gerações já fossilizadas, negando uma natural individualidade de pessoas e gerações, com isso tudo, criando-se normas abusivas de compensação, como as malditas cotas em tudo quanto é canto, além de muito ódio latente de humanos contra humanos, impedindo assim um equilíbrio harmônico da sociedade, sendo circunscritos todos os males resultantes sob a responsabilidade sempre de terceiros, nunca dos promotores da baderna cultural. Para encerrar, nós perguntamos. Ainda resistem dúvidas sobre a quem pertence o “politicamente correto”, onde e como nasceu, quais suas estratégias e objetivos?! Onde e como se manifesta o sintoma de verdadeira “doença social”, aliás, muito contagiosa dos nossos tempos, da qual tratamos?! Vamos nos empenhar cada vez mais para evitarmos o jogo do inimigo, no qual seremos sempre perdedores?! Valem ou não todos os nossos esforços?!

Ler Ainda: [Por Que Ser Conservador] (bem devagar sem divagar)


PS – Quem como nós, há tanto tempo, vive e sente a História sabe que durante a Guerra Fria era fácil identificar um comunista, só havia o Leste e o Oeste como potências mundiais mais países aliados, divididos. Porém, após a queda do Muro em 1989, o comunismo se desdobra em vários ativismos e militâncias com rótulos bacanas para enganar e ludibriar. Ecologia virou “ambientalismo”, com seus exageros de praxe; oscilações térmicas naturais eram, na década de setenta nos jornais, ameaças de nova era glacial, a temperatura caía; mas, no pós-Guerra Fria, com a disseminação do comunismo por outras denominações como disfarces, descobriram ser mais lucrativo vender o contrário, ou seja, um “aquecimento global” subordinado a causas humanas do progresso industrial e urbano, frutos do mesmo “algoz da humanidade”, o Capitalismo, que querem eliminar da face da Terra custe-lhes o que custar. O globo terrestre, em seu todo e regionalmente, esquenta e esfria ciclicamente, ainda que não houvesse um só terráqueo para sujar o planeta. Quem viver (os próximos 100 anos da falsa profecia) verá! Mesmo assim, Você faz parte dos que acreditam nisto, no A.G.A.?! Realizou cuidadosamente todos os cálculos que a equação climática universal exige?! Qual seu nível de segurança que Você lhe atribui, em quesito de singular importância?! Admite, então, ter coragem de se expor, assim, à posteridade?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 21/04/2013, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

MORTOS VIVENTES

Não morreremos, a alma nasce do Espírito e habita o tempo!
(Por: Joseh Pereira – 01/11/2018, Reeditado)

Quem, entretanto, frente a uma Crônica de Finados poderia afirmar não ter, até hoje, perdido um ente querido, amigo ou familiar, “com certeza, ninguém”. E um dia acontecerá com cada um de nós, inelutavelmente. Um momento crucial de desenlace em que as pessoas se equiparam umas às outras, restando-lhes tão somente seu pedigree, a depuração da linhagem familiar, seus benfeitos, malfeitos ou omitidos enquanto puderam, tudo com resultados que poderão se refletir a qualquer tempo ou forma no futuro. Quanto a todo e qualquer bem material do qual hoje tivermos a posse, valerá de forma absoluta uma frase que muito me inspira: “Vieste nu e nu voltarás” (Jhosa), nada sendo mais verdadeiro e definitivo, ainda que isto incomode, especialmente a quem crê em excesso no poder da posse. E mais, seja por qualquer vertente doutrinária ou até mesmo científica, nós não temos como um gato as sete vidas, mas em compensação, uma vida que não falece, a anímica, relacionada à alma, a pairar e perambular nas consciências humanas, além de transitar pela macro-consciência cósmica, também. Neste caso, quanto mais marcarmos nossa passagem neste chão, com atos, eventuais indiferenças ou omissões, mais as nossas pegadas poderão influir no futuro, porque tudo o que fizermos (ou deixarmos de fazer quando deveríamos) trará consequências com qualidades diversas, preenchendo espaços ou criando vácuos. Vamos, por favor, pensar juntos. Há valores, bons ou maus, que estamos sempre plantando ou transplantando, quer dizer, não paramos de fazer história, ainda que não tenhamos consciência alguma da influência que exercemos no ambiente do qual somos componentes. Uns, pelos papéis que desempenham como agentes do estado e outros, em diferentes atividades na sociedade, todos alteram o atual cenário ora mais, ora menos, mas não deixam nunca de contribuir dentro do meio a que pertence, trazendo consequências correspondentes, que poderão ser positivas ou negativas em qualquer tempo e lugar. Para muitos, basta o seu viver comum e corriqueiro de participante compulsório da vida. E não adianta querer se esconder na insignificância de quem se omite, porque a omissão também deixa marcas, físicas e materiais, associando-se às de ordem ética e moral. Então, se vamos de qualquer forma perdurar no tempo além do hoje, que seja pelos melhores motivos que pudermos. Em assim sendo, indagamos. Alguém, aí, ainda pode afirmar que nada temos de imortal?! E isto, a seu ver, na sua concepção de vida, considera bom ou ruim?!
Nós, na ocasião, queremos incluir dois fatos pertinentes ao tema de hoje. Senão, vejamos. Há muito tempo, calouro de comunicação social da Alcântara Machado (atual FMU), mais tarde na Cásper Líbero. Minha mulher, grávida, na Liberdade em São Paulo, um mensageiro da família chega e traz a notícia da morte do meu irmão, jovem, cheio de sonhos e projetos, que fora atropelado ao pilotar sua bicicleta na Regis Bittencourt em Itapecerica da Serra. Naqueles dias cinzentos, o Prof. Severino, numa aula de Ciências da Comunicação, chamou de “grande tirada” uma sequência de versos com que eu tentava aliviar minha dor, em texto livre, assim: – “Lembro-me de ti, Rafael, / Quão rápido percorreste estreita clareira. / Mas, eu vi e guardei nitidamente teus traços. / Marcas indeléveis nutrem tua vida, / Animam tuas obras, / Regam tuas plantas, / Amadurecem teus frutos, / Germinam tuas sementes, / As sementes da paz, / Sementes da tua vigorosa virtude para que estas tenham sempre vida. / Ó, vós, sementes, que sereis plantas. / Ó, vós, plantas, que sereis frutos. / Ó, vós, frutos, que sereis novas sementes. / Sucessivas vidas, irrefreáveis vidas, vidas sem fim. / Vida eterna!”. Versos simples, sem métrica e sem rimas, um poema que reforça o sentido da continuidade do ser, o elogio do mestre, este foi um bálsamo! Quanto ao segundo caso, vejam. Muitos relatam ter vivido a experiência de quase-morte, comigo também: – “O carro que eu conduzia levava cinco passageiros, dois adultos e três crianças, colhido num cruzamento por um veículo a 200 Km/h guiado por um marginal em fuga à perseguição policial, pelo violento choque e o estado de inconsciência sofridos, uma ante-sala do outro mundo, eu pude experimentar visões e sensações de como o depois pode ser: 1. Estado de inconsciência, sem reversão ao estado de lucidez e do conhecimento; 2. Bloqueio ou cessação do estado biofísico de resistência e de compartilhamento, mais ou menos precário e circunstancial com o meio, do qual se nutre e se envenena; 3. Desligamento de todas as relações próprias da existência, vinculadas a tempo e espaço, produzindo uma indescritível sensação confortável de total descomprometimento; 4. Túnel de luz, num subterrâneo de escuridão, como único e infinito substrato; 5. Raio de luz, como um produto do olhar, com cujos olhos sem corpo, sem tempo e sem espaço, também não se compromete, deles a luz nada sabe ou sabe e não diz; 6. Pequena mecha de luz e de identidade, como saldo e essência, mergulhados para sempre num confortável colchão de escuridão e de mistérios”. Como vimos, não foi desta vez, voltei do caminho, sem ultrapassar o portão, a entrada. Minha esposa, filho, amigos, meus endereços, origens e destinos são compromissos a reassumir tão logo nossa consciência volta a dar as cartas. Um agente policial em minha direção, quando me levantava do asfalto, em meio a cópias e pastas espalhadas da Faculdade, em pleno cruzamento por onde haviam passado veículo abalroador e polícia, ainda pude ver meu carro sem governo na contramão a abalroar um poste e parar, com uma mulher e três crianças dentro, muita zoeira de latas e vozes humanas a gritar. Impossível esquecer, um segundo à frente e o Opala Comodoro do ano, pesado, tornaria irreconhecível meu pequeno Volkswagem (batido bem à frente, rodopiou), a viatura policial na cola em igual velocidade passaria logo depois sobre nós, uma tragédia indescritível para deixar muita gente inconsolável. Mas, graças a um número ínfimo de apenas um segundo a menos, cessada a confusão, feito o levantamento, ninguém seriamente ferido, a não ser os danos materiais elevados de muita gente. Que coisa, a vida no estágio presente, muitas vezes, surpreende. Um verdadeiro milagre ou simples coincidências favoráveis?! Ou entre nós, alguns “mortos” (pulsantes) a vibrar positivamente nas consciências de certos vivos?! No entanto, ninguém podendo, taxativamente, afirmar “Sim”, quem poderá eliminar a hipótese?! A seu ver, para provocá-lo, entre o Espírito e a Matéria, qual o principal e o secundário?!


PS – Ainda bem, não morreremos, a alma nasce do Espírito e habita o tempo. Hoje, em tempo de encontro para lembrar, reviver, em boa hora, a Crônica de Finados, dedicada à perenidade humana no plano da história ou a uma contínua historicidade do homem, cujas fronteiras se abrem para a eternidade. Não há como negar, uma coisa é a morte do corpo, outra bem diferente a morte da Pessoa, parte imaterial da individualidade. Nós não podemos admitir que esta última, a Pessoa, simplesmente se extinga, desapareça, após ter transitado no tempo e no espaço, ficando a sua passagem necessariamente gravada, registrada, em grande parte, ainda comprometida com o tempo que ficou. Uma memória pessoal é coisa séria, não pode se apagar com facilidade, ou melhor, de forma nenhuma! Porém, agora, o que vamos fazer diante de tanta “presença” a manifestar-se?! Alguma em especial mais impactante, que conforta ou incomoda?! Enfim, apesar da imensa saudade, como não nos encher de gratidão a tão sublimes “mensagens”, tão claras e didáticas, espíritos que vivem?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 31/10/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

CORPOS HUMANOS

Nossos corpos, sempre, templos do Criador no altar da Terra!
(Por: Joseh Pereira – 01/10/2018, Reeditado)

Na presente edição, para variar (mas não tanto), falemos um pouco de anatomia com tempero religioso, os nossos corpos, eles em si, como na foto ao lado, sem suas máscaras materiais e morais, que achamos quase sempre além da conta. Sabemos, aliás, o quanto na sociedade e no mundo nossos corpos por bons motivos são impedidos de ficarem à vontade e não deixam de ser explorados como objetos de prazer, maltratados e incompreendidos. Nós, após pensarmos bastante filtrando os prós e os contra, fazemos um apelo para que “parem, olhem e meditem”. Nós estamos (ao referir-nos não à figura humana vestida), diante de uma obra de altíssima engenharia, complexidade e sofisticação, observem como se mostra Nosso Corpo (“in natura”), jovem ou não, que a Natureza, na qualidade de principal instrumento divino, generosamente nos dispõe. Quão grande dádiva a nos proporcionar o ambiente humano e natural! A Natureza, no todo e nos detalhes, sempre a dar provas da existência de uma infinita inteligência nela impregnada, que continua a perturbar ou estimular cientistas que buscam, como fazemos nós a nosso modo, uma via em cujos extremos residam o Alfa e o Ômega. Oxalá, encontremos o caminho desde o íntimo de cada molécula ou átomo da nossa existência! Todavia, para concluir o corrente bloco, eis o que disseram a respeito do tema, alguns nomes de peso, pensem comigo: – “Eventual deformidade do corpo não deslustra a alma, mas a beleza desta se reflete nele” (Sêneca); “A alma é a causa eficiente e princípio organizador do corpo vivente” (Aristóteles); “A beleza de um corpo nu só a sente quem se veste, o pudor vale, sobretudo, para a sensibilidade como o obstáculo para a energia” (Fernando Pessoa); “O corpo existe para que o Espírito se manifeste” (Allan Kardec); “O espaço mescla-se com o tempo assim como o corpo mescla-se com a alma” (Friedrich Novalis); “E foi tão corpo que foi puro espírito” (Clarisse Lispector); “Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente” (Rubem Alves); “Olhar esquivo, corpo ondulante, sonho vivo” (Eugénia Tabosa, poetisa); “Mesmo quando tudo pede / Um pouco mais de calma / Até quando o corpo pede / Um pouco mais de alma”… (Lenine, cantor-compositor); “O tempo é assim, envelhece o corpo e rejuvenesce a alma” (Newton Jayme). Que belas frases, para dignificar e enobrecer o Corpo Humano, como Espírito Encarnado, contribuindo para reduzir mitos e tabus, os quais, não raro, dificultam uma atitude de maior liberdade, natural e saudável, com o corpo do homem e o da mulher, na intimidade familiar ou em público, em que haja disciplina e respeito à prática consensual civilizada, a exemplo dos naturistas e simpatizantes pelo mundo todo. Mas, muita atenção, o Blog não faz campanha em prol do Naturismo ou tampouco move uma palha contra, desde que aplicado por mentes e espíritos íntegros, que mantenham o ambiente isento, como vestidos lá estivessem! Aí, vale perguntar. Por que termos vergonha paralisante do nosso próprio corpo?! Seria ele um Demônio sob roupas, um agente de perdição, desprovido do seu sentido essencial?!
Podemos, entretanto, entender quando indagam por que pautarmos no Blog assuntos assim, de certa forma polêmicos, como a prática do Naturismo ou assemelhados, mais ou menos como voltarmos às origens, no que concerne à vestimenta. Mas, sem dificuldade alguma, respondemos que muita gente boa, honesta e séria, inclusive, grupos declaradamente cristãos consideram tais hábitos como fatos culturais, tratando-os como normais em ambientes para tanto adequados. Um lazer, cultura ou “modus vivendi” ideal, segundo determinadas regras. Primeiro, devemos entender que na presença de um parente ou gente confiável, não representa nem mesmo novidade termos ficado uma ou mais vezes nus, em um banho de rio, lago ou numa cachoeira. Por que não?! Muitas pessoas comuns como nós podem ter, como dissemos, desejado ou mesmo concedido ficar inteiramente nuas, em experiências as mais diversas, dando plena liberdade a braços, pernas, seios e órgãos genitais, na certeza de que somente a Natureza, última e definitiva ponte, instrumento e abrigo divinos, na qual tudo participa, contemplará o nosso ato de liberdade, respondendo positivamente e de forma espontânea numa respirável composição e compartilhamento. Em segundo lugar, agora, desejando esclarecer um ponto a respeito do Editor, faz-se necessário dizer que tive uma doença de pele, agravada por volta de 2010, a Psoríase (direta e a inversa, pesquisem), que tem entre outros cuidados e tratamentos, a fototerapia, ou seja, a cura pela luz, artificial ou natural. Daí em diante, orientado por pesquisas e recomendações médicas, eu, em casa e no meu “home-office”, exceto sob rigoroso inverno, passei a dar banho de luz, sempre que possível, por todo o corpo durante todo o dia, avançando também pela noite a dentro com o banho de luz artificial. E sempre com resultados surpreendentes, trazendo grande alívio ao meu quadro. Na realidade, o simples ar puro sobre a pele, os poros sem quaisquer embaraços, já ajudava e ainda ajuda muito! E foi assim, em boa parte devido a isso que passei a prestar mais atenção ao meu próprio corpo, mas distante do culto à personalidade ou pendor narcísico, o que, muito ao contrário, decididamente, comigo não se configura! Vigio-me permanentemente e faço tudo para me manter no estreito controle e domínio, estando tranquilo em relação à minha isenção e equilíbrio nestas atitudes. Na verdade, há muito que me simpatizo pelo Naturismo sem nunca tê-lo praticado, talvez, por falta de uma ocasião, um Convite ao Casal (quesito obrigatório), uma oportunidade. Na idade adulta, nunca fiquei nu em público, somente quando criança, menino ou adolescente, a banhar-nos em rios e cachoeiras dos nossos pais. Aquele era um tempo em que vivíamos protegidos das “maldades” públicas, sempre irmanados uns aos outros, eu posso até sentir impulsos excitantes, um desejo nostálgico, ao me lembrar de detalhes daqueles momentos de uma liberdade meio selvagem, todos nus, sem medo, pudor ou vergonha, sendo poucas as testemunhas oculares dos fatos ou das cenas campestres que vivíamos, além das aves com seus gorjeios e melodias, nos galhos das árvores a vergar sobre as águas. Como éramos, realmente, angelicais! E era possível! Atualmente, não mais?! Mas, por quê?! O que mudou dentro de nós se mal a ninguém trará, caso o espírito singelo aí prevaleça?! Haveria maior prova à virtude da temperança ou um desafio, se bem sucedido, mais gratificante?! Ou deveríamos nos conformar com a existência de incendiários, que não podem ver um fósforo e a gasolina, nada adiantando a tentativa de discipliná-los?! E, por acaso, o nosso estilo contemplaria tal atitude?!

Mais: [Francisco de Assis] (santo, em sua renúncia) + [Corpo Humano] (autor, a sublimar assunto).


PS – Outra vez, uma conversa séria sobre coisas sérias! Corpos humanos, muito mais que simplesmente corpos, “a matéria corporal, nas suas formas e funções, age em seu estado normal como vetor do Espírito, por meio da Natureza da qual provém”, assim, serão bons e justos o encanto que sentimos, recíproco ou não e o respeito que lhe é peculiar, sua vida e movimento dependem da identidade pessoal e humana impulsionada pela Alma, o nosso mais profundo elo espiritual para com o Criador. Não merece, portanto, o corpo humano integrar qualquer ambiente vulgar e banal. Aliás, segundo o escritor português, Fernando Pessoa, para potencializar uma energia basta impedir seu fluxo, quando abrirem a passagem, muito cuidado! Assim também a curiosidade (uma energia) pelo sexo oposto. Abram-se as cortinas da viva imagem do objeto da atenção por algum tempo e as tensões serão logo aliviadas, naturalizando-se o ato de estar sem roupas, frente a quem quer que seja, não havendo mais sequer o constrangimento por eventuais estados de erecção, com a recomendação para retirar-se do recinto. (“Não atribuirás qualquer caráter sexual ao ato de despir-te, tirarás tuas roupas para ti mesmo, não para causar olhares e desejos!”). Assim, concluímos nossa contribuição por mais moralidade e menos moralismo, cujo excesso queremos combater. Afinal, qual sua posição sobre o cuidadoso trabalho de reflexão em mãos?! Considera a Crônica, que acaba de ler, equilibrada, oportuna e construtiva?!

Novembro: MORTOS VIVENTES – Não morreremos, a alma nasce do Espírito e habita o tempo!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!