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Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

MEDO DE CAIR

Coragem ou loucura se os destinos finais mergulham nas sombras!
(Por: Joseh Pereira – 01/10/2017) – Reeditado do Post de 11/03/2012

Aplicamos, aqui, como título um atributo inseparável de toda Aventura, o nosso foco principal, seja no seu sentido real ou figurado, sempre que os nossos alvos definitivos não se tornam óbvios, casos dos mais frequentes em nosso cotidiano, ainda que nem sempre percebamos. E, na foto ao lado, a comemoração e festa de alguém que poderia estar até agora afirmando ser-lhe impossível tal coisa, no entanto, ela acreditou e foi, apesar dos limites de segurança extremamente estreitos, tudo porque alcançou uma situação de equilíbrio das forças e tendências, tornando-as todas favoráveis. Isto nos faz acreditar que a mesma aventura para um pode não ser caracterizada como tal a outrem, conforme o modo de ver dos seus praticantes. Sabemos, por outro lado, que a aventura, em geral, opõe-se à prudência e esta é uma das virtudes cardeais, conforme um conceito religioso-cultural de uma imensa maioria no Ocidente. A princípio, a pessoa prudente não deveria buscar a realização de nenhuma aventura, ao menos as mais radicais. Todavia, ela acaba por vezes se envolvendo em situação um pouco mais ousada, na qual a certeza de sucesso é pequena e a vontade de alcançar os melhores resultados aumenta a emoção, que obscurece a razão e faz crescer os riscos e o perigo típicos de uma verdadeira aventura, mesmo que prazerosa ou justificável, sob vários pontos de vista. É, também, necessário dizer que a prudência e a aventura não são antônimos perfeitos, ou seja, não se situam nos extremos da linha, mas em campos opostos. Assim, tangenciamos de leve uma coisa interessante, de um lado um possível vício e do outro, uma virtude específica para controlar. O que nos leva de imediato aos chamados Vícios Capitais em número de sete, a soberba (forma ridícula e arrogante de superioridade ou da inalcançável auto-suficiência), avareza (apego sórdido ao dinheiro ou desejo imoderado de ter, que impede a condição de ser), luxúria (no sentido de ato ou atitude com fins sensuais, dando-se demasiado valor ao sexo), ira (desejo muito forte de vingança, com o risco de eliminação do inimigo, que pode ser o próprio vingador), gula (desejo descontrolado de comer ou beber de modo a prejudicar-se a si mesmo ou a outrem), inveja (dor que sinto pelo sucesso e alegria alheios, desejando que fossem meus) e preguiça (forma habitual de aversão ao trabalho, apesar da sua incumbência e do compromisso), cujo controle se daria, respectivamente, por meio da humildade, liberalidade, castidade, paciência, temperança, caridade e diligência, sempre aplicadas na medida e tempo adequados a cada caso. Saibam ainda que das principais virtudes cristãs, três são teologais, a fé, esperança e caridade, seguidas das quatro cardeais ou morais, a prudência, justiça, fortaleza e temperança. Pode haver no mundo melhor receita para vivermos bem?! Ou já tinham esquecido da matéria pelos ruídos dos anos?!
Voltando ao tema, com foco nas aventuras, eu começo a pensar como seriam entediantes nossa vida e nossa história sem um pouco ou muito deste espírito inventivo e empreendedor, as coisas não evoluiriam, não haveria inovações. As partes mais sombrias de cada há de vir nós vamos minorando com nossos mapas, planilhas, satélites, GPS e coisas que o valham. Hoje em dia, temos recursos tecnológicos para quase todas as previsões, caindo muito a quantidade de necessárias ou obrigatórias aventuras, aquelas que, embora com chances mínimas de sucesso, ainda empreendemos na vida. Nós devemos sim conservar os bens e valores, mas também atualizar e inovar muita coisa que nos cerca para melhorar. Devemos, sempre que pudermos, evitar comportamentos prejudiciais à inovação, como: Orientar-se somente com base em formas, padrões ou regras já estabelecidas; ter atitude pessimista, ao invés de adotar um realismo mais confiante; buscar por preferência soluções prontas e acabadas, não desejando participar; demonstrar medo excessivo de arriscar, por ignorância ou preguiça de estudar, enfim, acomodar-se ao sucesso conquistado ou ao objeto adquirido, como se o mundo tivesse parado. E, quando levantamos a cabeça, vemos como existem pessoas que insistem em engatinhar, abafando e desperdiçando os impulsos de voar. Que pena! Deveríamos mirar nos muitos avanços ao longo da História, que foram frutos da pura ousadia dos que não tiveram medo de arriscar. Colombo talvez não tivesse chegado à América ou Cabral, à Ilha de Vera Cruz, não fosse o espírito de aventura desses homens em frágeis embarcações orientadas por estrelas do céu, tantas vezes atirando no que viam e acertando no que não viam. Assim, muita gente nos honrou com seus feitos, mais ou menos programados, casuais ou inesperados. Tendo sido, sem dúvida alguma, importantes aventuras destes ousados navegadores. Nossa história humana se vê recheada de lances inusitados e espetaculares, que temos no mercado editorial uma publicação especializada, a Revista [Aventuras na História], para atender um imenso público apaixonado pelos fatos de um passado que nos pertence. A vida, como é óbvio, é feita em sua maior parte de atividades rotineiras, bastante padronizadas, por vezes até meio monótonas, mas necessárias, ainda bem que sempre temperadas com atraentes desafios, cujas novidades, quando válidas, agregam novos valores, nós não podemos nem devemos dispensar. Já dizia um pensador, em feliz frase: – “Não há nada mais emocionante do que a aventura de viver” (Jonnes Miller). Peço, também, atenção às reticências de Vinícius de Morais: – “Fez-se do amigo próximo o distante / Fez-se da vida uma aventura errante / De repente, não mais que de repente…”. Mas, o título da matéria, ["Medo de Cair"], eu vi depois, leva-me a um dos meus momentos da vida mais cruciais, em que eu me sentia no meu primeiro emprego como um ser arrebatado da calma zona rural em que nasci para uma inquieta zona urbana, dentro de uma indústria metalúrgica, com 99,9% de exigências novas e estranhas. Logo abaixo do Eng. Industrial (superior do departamento), havia meu chefe imediato, o Sr. Rodolfo, um segundo pai, tantos conselhos ele me dava, uns eu punha em prática, outros ficavam no pensamento. Agora, das moças que operavam na bancada vizinha a mim, ouvia-se muito, como vindo de um belo coral feminino, cantarem um grande sucesso (gravado pela Odeon, 1962): – “Leva eu / eu também quero ir / quando chego na ladeira / tenho medo de cair / Leva eu”. Eu tinha o meu medo de cair nas ladeiras, desci algumas e subi muitas. Contudo, hoje, ladeiras ainda aparecem no radar. Mas, o medo de cair, a princípio normal, faz-nos desistir ou, ao contrário, estimula-nos a prosseguir?!


PS – Falamos, no caso, da Aventura, procurando não deixar pedras sobre pedras. Aliás, não fosse o meu propósito de dar uma cara nova a quase todos os textos já publicados para, somente depois, voltar a novos temas, eis um título que renderia um bom artigo, Vícios Capitais. Foi aí onde topei com um antídoto para os mais inveterados aventureiros, a Prudência. Pois, a aventura existe, desde que sua face objetiva esteja mais ou menos oculta e pode se tornar um vício, quando alimentada por um excessivo encantamento típico do desafio. Convém cair em tal armadilha?! Você sabia que vício é quando não controlamos a respectiva atração, como ocorre na paixão, uma fonte de prazer?! Já pensamos o bastante, detidamente, nos detalhes?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 11/03/2012, um texto em reprise com vida nova!

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DÍVIDA EXTERNA

Mudar credor com aumento da carga e principal é pagar dívida?!
(Por: Joseh Pereira – 01/09/2017) – Reeditado do Post de 02/02/2012

Meu pai já dizia “um bobo faz meia dúzia” (quando poucos enganam muitos) e estes outro tanto a repetir que Lula, qual um único competidor à altura do Divino, surge envolto em ofuscante nuvem e, num piscar de olhos, a dívida externa brasileira, tida por eternamente impagável, desaparece, não existe mais! Entretanto, nossa prudência recomenda uma outra diferente leitura. Certo dia, uma freira (foto ao lado, por Vanilda) do Recife me liga, ela também desconfia muito, acha falsa a notícia, mas uma colega do Colégio diz ter encontrado a informação na Internet. Fiz minhas advertências de praxe para quando se busca uma informação e lhe dei algumas explicações. Ela me pediu para lavrar uma carta, do jeito que eu estava falando e mandar-lhe pelo Correio. Não, eu farei melhor, vou publicar um artigo tratando do assunto, lá ficando disponível para freiras, padres, fiéis cristãos ou ateus, petistas mentirosos, os comunistas com ou sem suas grossas máscaras e alguns tucanos ruins de bico, também. Difícil, como sempre, entender um sistema financeiro de maior monta. Imaginem a economia de uma casa, depois, a de uma empresa ou grupo empresarial. Os mais leigos na matéria sofrem de certa forma por desconhecerem como funcionam e se relacionam todas as rubricas contábeis do sistema, uns se esforçam para entender e outros, após farejarem de longe, decidem afastá-las do alcance do seu radar e, quando se vêem de fato envolvidos, resta-lhes chorar pelo leite já derramado. Agora, transfiram este universo particular ou empresarial para a esfera governamental, com sua vasta gama de interesses e obrigações nacionais e internacionais. Momento em que a dificuldade de entendimento cresce exponencialmente, facilitando muito ao poder dominante, transitório ou não, de trapacear à vontade, confundindo, enganando e prejudicando a população que, por ignorar o que eles dizem e praticam, mesmo enganada, ainda bate palmas. É obvio, todo país tem seus débitos e créditos interna e externamente. No Brasil, não obstante os benefícios inegáveis existentes, nossa Dívida Externa cresceu muito com o fermento do “Milagre Econômico”, no final da década de 60 e anos posteriores, com a construção da Usina de Itaipu e suas redes de transmissão para grandes centros consumidores, mais a imensa malha rodoviária federal espalhada pelo Brasil (época da criação das chamadas BRs, de norte a sul e de leste a oeste), mais a Transamazônica que, se inteiramente construída, ligaria à [Rodovia Pan-Americana], permitindo a conexão terrestre do Sul até o Norte das Américas, via Panamá, tudo isto era muito bom (em grande parte ainda é, do que restou de uma gigantesca infra-estrutura), mas, da mesma forma que não há almoço de graça, a coisa ficou muito cara, porque financiada com recursos estrangeiros, elevando espetacularmente, nesse período, a nossa dívida financeira para com o exterior. Acho prudente e necessário cuidarmos bem do que restou de bom para minorar o seu preço que ainda é pago, fruto desse período que todos vivemos. Porém, não vamos esquecer. A dívida externa é muito mais antiga, vem desde o fim da era colonial no Brasil, ela existe e vai existir sempre, até para o bem da economia nacional, que deve se mostrar digna de créditos e de investimentos. Até aqui, tudo bem, na introdução?!
Agora, vamos a alguns relatos. E vejam: “Verdades, no ato, podem doer, as mentiras, porém, são doces enganos”, alertamos. O FMI, como principal credor tinha – segundo fontes como [Grande Mentira], por JM Almeida – títulos de U$ 15 bilhões vencíveis nos anos de 2006 e 2007. O palanqueiro Lula da Silva percebeu que podia impressionar e antecipou o “pagamento” (pior, converteu para Dívida Interna, com absurdo aumento do custo da dívida, revigorada) desta parte já em 2005, com o dólar a R$ 3,90. Se tivesse esperado o vencimento normal, o dólar estaria a R$ 1,90 e o Brasil teria economizado 30 bilhões de reais. Para qualquer bom entendedor, um péssimo negócio. E mais. A quitação de parte da dívida externa com o FMI não fez a dívida diminuir, pois, ao ser reestruturada, muitos credores internacionais, desejando ganhar mais no serviço da dívida, converteram seus créditos em dólares para a moeda brasileira, o real. Com isto, além da dívida externa em seu todo ter aumentado e muito, o Brasil, ou seja, o governo, as entidades públicas e entidades privadas apoiadas em créditos internacionais passaram a gastar mais com o serviço da dívida do que quando plenamente dolarizada. Um mau negócio, outra vez. Quanto à informação, segundo a qual, o Brasil passou da condição de devedor para a de credor do FMI, também não procede. Na verdade, o Brasil a convite da nova presidente do Fundo, aumentou a cota de participação social, cujos papéis garantiriam um direito de saque maior, caso viéssemos a precisar, não sendo isto um empréstimo, como foi propalado. Outra coisa, o fato das reservas em moedas estrangeiras estarem superiores aos valores totais da dívida externa não significa que nos tornamos credores do mercado externo, as tais reservas não têm a finalidade de pagar dívidas e se fossem usadas para este fim, a dívida interna, já em nível explosivo e mais cara que a dívida externa, acabaria de nos imolar no calvário financeiro. Estes os fatos, agradáveis ou não, mas fatos. Para encerrar o tema com chave de ouro, um especialista do ramo, [Paulo Roberto de Almeida], diplomata com pós-doutorado em economia internacional (PUC-RJ), antes mesmo do artigo de JM Almeida (acima), a propósito de igual assunto, conclui, assim: “Esta operação toda, desde o começo, é altamente prejudicial ao Brasil, não apenas pelo custo fiscal, mas também pelo chamado custo-oportunidade, ou seja, perdemos dinheiro ao não aplicá-lo em coisas mais rentáveis ou ao não diminuir nossas dívidas em outros contratos e sob outras modalidades. Por exemplo: o governo elimina a dívida que tínhamos com o FMI, uma atitude altamente questionável, pois esta tinha um custo muito baixo, mais baixo do que o da dívida em dólares contraída nos mercados comerciais e, infinitamente, mais baixa do que o da dívida interna, contraída ao custo SELIC. O governo faria muito melhor em deixar a dívida com o FMI (não o fez por razões puramente ideológicas ou demagógicas, na ânsia de dizer que não devia mais nada ao FMI) e pagar a dívida ainda mantida no mercado comercial (com juros mais elevados do que os do FMI e, ainda assim, mais baixos do que os da dívida interna). Ou então, utilizar a sua alegada capacidade de poupança (que sabemos, é quase zero ou abaixo de zero) para pagar a dívida interna, muito mais custosa e muito pior do que a dívida externa (a comercial ou com o FMI), que geralmente tem prazos mais longos do que a interna, esta com prazo médio de 18 meses apenas. Em tudo e por tudo, o Governo Lula pisa na bola, tanto ao não tratar prioritariamente da dívida interna como ao acumular reservas em níveis desnecessários e não adotar juros da dívida interna mais razoáveis. Mas, por que esses juros são tão altos? Porque falta confiança suficiente no governo para lhe emprestar dinheiro por prazos longos e a juros baixos, como ocorre com os T-bonds (títulos do tesouro norte-americano, com 140 bilhões das nossas reservas), absolutamente seguros, mas com rendimento medíocre ou inferior à inflação. É muita demagogia para tamanha e descarada perda financeira. E estamos todos, infelizmente, pagando por tudo isso” (fecham aspas). Eis, pois, a resposta à pergunta da freira do Recife (PE). Lembram dela, quando a abordamos?!


PS – Maligno o falso político concentrador de poder. E o pior, mesmo com pernas curtas, mentiras vão longe. Assim, de tanto ouvir rabos-presos e puxa-sacos petistas, comunistas mascarados, hipócritas e muitos inocentes úteis sob nosso nariz a dizer que o “deus” Lula operara o milagre da quitação da dívida do Brasil para com o Exterior e que teria até invertido nossa condição para credor do FMI, o País nada mais devendo, não suportei, senti firmeza, saí e pesquisei, pondo tudo a nu, limpo e depurado. E se trata, como qualquer um pode observar, de mera transferência da dívida entre credores, piorando em 300% a situação do devedor, então, agravada! Como uma dívida é paga e o devedor permanece, aumentando-lhe o principal e encargos?! É possível conceber tal equação sem cair no ridículo?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 02/02/2012, um texto em reprise com vida nova!

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MUITO AUTODIDATA

Aprendizado informal já acima do formal ganha mais alguns pés!
(Por: Joseh Pereira – 01/08/2017) – Reeditado do Post de 01/01/2012

Embora pareça irrelevante, o assunto está longe de ser o que parece. Basta ampliar sua percepção para ir um pouco além da matéria do mestre para cair no campo da autodidática. Eu, por sinal, na vida inteira tenho sido “muito mais um estudioso independente que um estudante”, com matrícula, horários e provas. Aliás, valorizar métodos de aprendizado por meios próprios não implica qualquer demérito ao professor, à escola e ao sistema pedagógico formal. Pois, os próprios meios convencionais de ensino, normalmente, ao cumprir uma das suas principais funções, estarão desencadeando um processo que tende a se expandir muito além das suas esferas magisteriais e escolares. Assim, cada aluno ao não se limitar às “lições de casa”, avançando em seus objetivos, já toma uma atitude autodidática. E deverá por isso ser elogiado. Na realidade, para o bem geral, autodidatas somos todos um pouco, embora para sermos chamados autodidatas nesta ou outra área, os componentes formais devem ter sido mínimos e o monitoramento de um professor, substituído pela iniciativa própria do aprendiz. Os antigos cursos por correspondência e os atuais cursos on-line, via Internet, por serem cursos livres, não podem dar diplomas, apenas certificados de participação ou de bom aproveitamento, engrossando o rol dos autodidatas nas respectivas áreas em que foram inscritos. Hoje em dia, alguns cursos são mistos, ao mesmo tempo, presenciais e à distância. Nestes casos, seus participantes poderão receber diplomas, não apenas certificados de conclusão e não serão considerados autodidatas. O autodidatismo, mais apropriadamente, a autodidática, como já dissemos, ocorre quando acumulo as funções do professor e do aluno, ao mesmo tempo. Nos primórdios da nossa civilização, a Ocidental, os gregos já chamavam autodídaktos, quem aprendia alguma coisa por si próprio, informalmente, sem o auxílio direto de professores. Conquistam facilmente muitos conhecimentos e habilidades técnicas as pessoas mais curiosas, que não perdem tempo e não poupam esforços, não cansam de pesquisar e buscar informações sobre determinado assunto que lhes interessam. Elas colhem e selecionam subsídios referentes a uma ou outra questão, abrindo frequentemente novas fronteiras de interesse, que podem ser aprimoradas em seguida, graças à liberdade do estudo informal, podendo agregar-lhes muitos valores igualmente importantes, considerados ganhos destas pessoas, as autodidatas. No seu caso, ainda que tenha frequentado os bancos escolares em todos os graus do ensino formal, já pensou o quanto tem de noções e conhecimentos adquiridos por sua própria conta e risco?! Sabia que somos autodidatas desde quando começamos a andar, impressionando nossos pais?!
Desejando, enfim, estimular pessoas com exemplos marcantes da nossa História, queremos trazer alguns nomes famosos, que conseguiram se destacar em suas áreas de atuação e de conhecimento, estudando sozinhos, às vezes, até iniciando e não concluindo seus cursos de graduação. Dos três nomes escolhidos, um é o grande brasileiro Machado de Assis, muito bem sucedido na literatura e no jornalismo. Outro é Bill Gates, que não concluiu nenhum curso superior, porém, é fundador da Microsoft e um dos maiores responsáveis pela expansão da informática no mundo, como a vemos. Por último, citamos ninguém menos que Albert Einstein, Nobel de Física em 1921, o qual, dada à rigidez disciplinar excessiva do ensino alemão com o que não concordava, passou a aprender preferencialmente por conta própria por meio de livros, observações e muitas experiências que ele mesmo planejava. Estudar sozinho, todos sabemos, pode ser a raiz de um grande sucesso. Especialistas garantem que qualquer pessoa é candidata em potencial a autodidata, mas é bom lembrar que nem todos somos um Bill Gates, Machado ou Einstein e estes mesmos usaram, embora não regularmente, o sistema formal de ensino. Há muitas pessoas que preferem o aprendizado sem professor de determinadas áreas ou assuntos, somente através de livros, jornais, Internet ou outros meios de pesquisa, por acharem que as respostas seguem um caminho próprio que, quando chegam, são mais valorizadas. Na verdade, o ideal é que ambas as condições, a do estudante formal e a do autodidata sejam concomitantes, uma preenchendo a carência da outra, no sentido de otimizar os resultados, ou seja, nem tudo à terra (nas costas do professor), nem tudo ao mar (por conta do aluno), de um modo colaborativo. Hoje, opondo-se frontalmente ao estereótipo, segundo o qual a autodidática é como atirar-se ao mar sem saber para onde ir, começam a crescer as iniciativas, no sentido de encorajar e orientar novos autodidatas, considerando as imensas facilidades para pesquisas eletrônicas, um campo sempre muito fértil para o aprendizado autônomo. Nesta linha, já faz algum tempo, detectamos um primeiro curso de extensão universitária chamado “Autodidatismo: Educação sem Limite”, coordenado pela Professora Celeste Aída (UnB), declarando ser coisa muito pessoal o autodidatismo e que pode dar excelentes resultados se a sua metodologia estiver voltada seriamente aos interesses do indivíduo que estuda desta forma. E a professora concluía, chamando à atenção do leitor para não confundir estas modalidades de estudar, muito pessoais, com os cursos à distância, fornecidos e acompanhados por professores, muitos com aulas on-line e recursos audiovisuais. Na mesma andança, topamos com muitos artigos, blogs dedicados ao assunto e alguns livros de bom tamanho, tendo como título de capa o tema da Autodidática, o que muito nos honra a todos nós, que não paramos jamais de estudar e aprender. E por que parar de fazê-lo?! Aliás, ao desenvolver um tema como o atual ou ao preparar uma aula ou palestra, sabiam que nós absorvemos muito mais do que externamos valores?! Sendo, a rigor, formas indiretas de aprendizado, ainda que nem o imaginemos?!


PS – Dentre todos nós, profissionais graduados e informados, erga os braços quem não for, nem um pouco e em nenhum momento da sua vida, autodidata. Impossível! Quem pilota uma bicicleta como aprendeu a se equilibrar sobre estreitas rodas em movimento, senão de forma solitária e autônoma? A autodidática se insere no nosso cotidiano, vem impregnada no nosso viver, desde quando descobrimos que podíamos andar e, como um grande desafio, nós caminhamos, para o invariável regozijo geral, dos pais, irmãos e tios! E, pelo visto, foi um acontecimento, indo parar no álbum de família! Não é?! Ou, como com os meus pais, os seus também não tinham álbum ou uma câmara fotográfica? Mas, com certeza, tinham cérebros, almas para nelas salvar tais eventos?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 01/01/2012, um texto em reprise com vida nova!

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