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Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

EXEMPLOS ARRASTAM

Poucas vezes imaginamos o poder mais a aplicação dos exemplos!
(Por: Joseh Pereira – 01/05/2018) – Reeditado do Post de 29/09/2012

Coisas de loucos mesmo, que me perdoem os literalmente incuráveis. Também pudera, imensos e comuns os escândalos da era petista, ao se deitar e rolar como porcos na lama. Quem viveu e viu não esquece o mensalão, petrolão e tantas outras maracutaias das grossas, a violar a ordem institucional, a seriedade e sacralidade de ambientes públicos e privados, animando os outrora tímidos, eventualmente tímidos a também corromper-se. Para quem conhece o passo-a-passo do PT e dos seus asseclas, nenhuma surpresa. Primeiro, piorar; segundo, culpar os outros; terceiro, apresentar-se como tábua de salvação. É método! Logo depois, com alguma esperança, vai chegando e dizendo a que veio a Lava-Jato. Então, não se perdendo pelo nome, vem o pertinente e relevante caso, um lava rápido, ao lado da minha janela, usava um aspirador de pó muito conhecido pelo seu torturante ruído ao funcionar. Eu, lá pelas tantas, não aguentei o barulho e desci do 14º. andar para reclamar e logo vi a marca do trambolho. Era uma época desconcertante da marca e do fabricante. Falei com o infeliz que operava o equipamento, ele me apontou para falar com uma espécie de gerente, um rapazola, que comandava a entrada e saída dos veículos. Tentei um diálogo com a figura, quando, entre outras coisas, eu lhe disse que o lava rápido por certo não suportaria uma visita do fiscal trabalhista ou da saúde no trabalho, que o autuaria na hora por obrigar um funcionário a usar um equipamento de trabalho assim, ensurdecedor. O sujeito, com aquela cara de criança recém-desmamada, mas soberba com os conhecimentos avançados supostamente superiores aos meus, sem pestanejar nem exibir qualquer medo de ser feliz dentro da lama, demonstra todo o seu aprendizado em matéria de corrupção, financeira ou de valores mais nobres, como os morais e éticos da vida social, dizendo que “esses fiscais não assustam mais, eles só querem dinheiro”. Aqui, também, Lula e sua turma a fazer escola. Todo dia nos jornais e na TV, os exemplos (sobretudo os maus) podem muito. Eu, por um momento, avaliei o tamanho da desgraça em época de tantos maus exemplos, crescentes, com péssimos estímulos, deixando o local meio desalentado, enquanto refletia: – “É a ausência de princípios a dar lugar a mau comportamento que, repetido, ganha status de cultura”. Assim sendo, não dói vermos tanta gente a andar por desvios ou na contra-mão dos bons costumes?! Como salvá-la do pior?! Com novos exemplos, edificantes, mas de quanto esforço e tempo dependemos?! Há como neutralizar e reverter tal estado de coisas?!
Queremos ainda trazer à luz (a quem já esqueceu) um pouco mais a respeito do tema. Ou seja, tudo que pode ou deve servir como modelo a ser imitado, pessoa ou coisa tomadas como lição, um fato, sentença ou palavras para confirmar uma regra ou demonstrar uma verdade (como faz a rosa-dos-ventos da ilustração acima, no ensino da geografia) são chamados exemplos. Na expressão “a exemplo de” estamos dizendo “segundo um exemplo dado”. Daí vêm as várias palavras da família, como exemplar (adjetivo e verbo), exemplaridade (qualidade), exemplificação e exemplificar, quando lançamos mão de exemplos em nossa explanação. Isto posto, notamos que exemplos, bons e ruins, úteis e perigosos, existem por toda a parte e tudo o que ou como fazemos certas coisas pode ser tomado como exemplo por alguém, até de forma inadvertida, sem nenhum controle ou propósito nossos, razão pela qual devemos estar sempre atentos para que atos e atitudes praticados sejam os melhores que podemos oferecer. Assim, se alguém nos utilizar como modelo, imitando-nos ou até avançar, saindo-se melhor do que o original, a nós bastará a possibilidade de um feliz resultado para já podermos nos sentir justificados. Ainda bem que é assim, uns aprendendo com os outros, a geração atual, ajuizada, a seguir valores de gerações passadas, somando-se tais valores aos da sua própria geração, também. A ressalva a fazer, para estragar um pouco a festa, permanece nas partes não ajuizadas existentes da geração atual, por sinal, muito numerosas e, o pior, muitos nem são os chamados jovens inexperientes, são marmanjos de velhas gerações, desprovidos de juízo e de pudor, a ignorar os melhores legados dos seus próprios ancestrais. Não os ouvem nem escutam, não os vêem nem olham, ficando desta forma bem difícil o conserto. Enfim, para encerrar o texto, segue como ingrediente uma pequena anedota educativa. Resumindo-a, trata-se de uma formiga, coitada, cochilou e o trem passou sobre ela, cortando-lhe o traseiro. Um transeunte ao passar aconselhou-a a voltar pela ferrovia, achando seu traseiro, tentar enxertá-lo. Ela voltou e, ao procurar pelo seu traseiro, outro trem passou sobre seu pescoço, cortando-lhe a cabeça. Moral da História: “Não perca a cabeça por causa de um(a) traseiro (bunda)”. Você, homem, é do tipo que já perdeu a cabeça por causa de um belo traseiro?! E, agora, falando sério, ao externar uma ideia ou realizar alguma coisa, que outros tomarão conhecimento, qual o grau de atenção e cuidado é o seu, tendo em vista a possibilidade de usarem-no, por escolha ou indução, como motivador inicial de uma ação ou gota dágua, desencadeadora, ao fim de um processo?! Lembramos, sempre, do potencial pedagógico de tudo que fazemos, ainda que impossível de ser determinado?!


PS – Engraçado! Ao fim de um Post dedicado a exemplos, eu quis caprichar o bolo com uma boa cobertura feita de “soneto que falasse de exemplos”, sendo surpreendido por um “exemplo de soneto”, chamado “Barcos de Papel”, autor Guilherme de Almeida: – “Quando a chuva cessava e um vento fino / Franzia a tarde tímida e lavada, / Eu saía a brincar pela calçada, / Nos meus tempos felizes de menino. / / Fazia de papel toda uma armada / E, estendendo o meu braço pequenino, / Eu soltava os barquinhos, sem destino, / Ao longo das sarjetas, na enxurrada… // Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles, / Que não são barcos de ouro os meus ideais: / São feitos de papel, são como aqueles, // Perfeitamente, exatamente iguais… / Que os meus barquinhos, lá se foram eles! / Foram-se embora e não voltaram mais”. Os versos são nostálgicos e um tanto quanto tristes, de alguém que mais quer do que alcança, o que não é novidade a muitos de nós. Ou, a Você tudo sobra, uma loucura total?! Afinal, a quanto tempo não lhe ocorria um encontro com a Poesia?! Viu como a todo momento se pode dar um bom exemplo?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 29/09/2012, um texto em reprise com vida nova!

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FRUTOS INDIGESTOS

Coisas da nossa horta, abobrinhas, pepinos e muitos abacaxis!
(Por: Joseh Pereira – 01/04/2018) – Reeditado do Post de 27/08/2012

Melhor uma verdade que dói que mil mentiras que enganam. Eu, com o único desejo de animar a quem deste sentimento se dispuser, escolhi a “figura de uma horta com seus frutos”, para abordar as abobrinhas que normalmente ocorrem, os abacaxis que temos de descascar, além do pobre pepino, muito bom em nossa mesa, mas com péssima fama de indigesto, nem sempre verdadeira. Neste trabalho de esclarecimento, exaltação e prevenção em eventuais casos similares, típicos em condomínios, tentarei ser bem objetivo sem deixar, no entanto, de usar o tempero literário da Crônica. A história, deveras enxuta, tem muitas curvas e retas, ou seja, dúvidas e certezas. Vamos, aos poucos, adentrando e vivenciando cada momento, com a calma dos prudentes. Comecemos por uma data, 1978, maio, dia quatro, quando da assembleia geral de implantação, cf. [Ata Transcrita], com a eleição do primeiro Síndico do Condomínio, onde a família do Editor do Blog se instalou e, em definitivo, nunca mais saiu. A não ser em curto interregno de 1982 a 1991, um pouco em Itapecerica da Serra, outro pouco, na Santa Cecília (SP), único período em que deixei de ser sub-síndico ou titular do Conselho, mas reelegendo-me como membro do Corpo Diretivo logo após a nossa volta ao Prédio, tendo acompanhado de perto dezenas de gestões, umas mais regulares outras mais desastradas, nos 40 anos de existência oficial e jurídica do Condomínio. Acompanhar de perto (sem funções delegadas a auxiliares do Síndico e, por este, frequentemente desautorizado), entretanto, não quer dizer influir no processo, contribuir efetivamente. Aliás, quando da minha estada no Centro, por ser procurador de onze apartamentos de uma Empresa, num dos quais morávamos, exerci por um mandato a função de Síndico, fiz alguns cursos técnicos, profissionalizei-me e me estabeleci como Administrador de Condomínios, fechando minha Firma (a Prodata CSC Ltda.) quando me aposentei. Depois, mais recentemente, fiz ainda um curso extensivo na Escola Paulista de Direito sem maiores objetivos, apenas para me reciclar e obter maior segurança em questões específicas. No Condomínio (sigla, CEAC), eu demorei demais para poder ser real e verdadeiramente um Sub-Síndico ou um Titular do Conselho, quer dizer, com espaços para atuar sem ser logo podado, isto acontecendo somente após o ano de 2006, com a eleição de um dinâmico condômino, jovem empresário e Síndico bem antenado, com quem o Condomínio conta até os dias de hoje em reiteradas eleições. E as situações indigestas, armadilhas capciosas, umas desarmadas pós-2006 e outras, ainda com riscos de insucesso, coisas mesmo espantosas, Vocês – moradores ou não em prédios de apartamentos – querem saber, ao menos por alto, detalhes extraídos de uma longa e sinuosa história, até para poderem se prevenir (seja aqui ou em outras plagas) de incertos dissabores, antes que a sua casa, como no nosso caso, possa vir a sofrer?! Quem ama cuida, quem avisa, ainda assim, inimigo lhe parece?!
Além de projetar, construir e vender, a Construtora administra as contas do Condomínio até ser possível a eleição de um Corpo Diretivo interno, com a chegada e instalação de moradores em número suficiente para realizar a implantação. Ocasião em que, para desconforto de muitos, começam os “frutos indigestos” nem sempre oportunamente percebidos a se suceder aos nossos pés e ao Edifício de 15 andares, com um heliponto no seu topo. A macro-avenida, do Instituto Butantã à divisa de Osasco, haveria de ser melhor urbanizada, mal tinha deixado de ser Estrada Velha de Itu, estreita no seu final, foi pavimentada e duplicada pela PMSP, destacando [parte do terreno] cf. Proc. 493/76 (na TECAD, sempre fora das pautas), cuja indenização, depois de descartada pelos demais síndicos, nós pesquisamos, localizamos o Processo, constituímos e instruímos Advogados que, cinco anos antes de perdermos tudo ao Tesouro Nacional por abandono da Conta Judicial, conseguimos resgatar R$ 178+6 mil à Conta-Poupança do Condomínio, um resistente abacaxi, por todos desacreditado e, por nós, muito bem descascado. Foram sucessivas décadas sofrendo sem mapas a ilustrar terrenos e construções, para maior informação e segurança dos seus administradores, apenas dados técnicos em textos da Convenção do Condomínio pouco acessados e entendidos. Uma perigosa omissão de síndicos anteriores e flagrante falha na transmissão de encargos das contas quando da implantação (cf. Ata, acima). Para agravar, a Construtora mantém até hoje, das 120 Unidades, 27 suas locadas, sendo, com sua grave falha, citada, a maior ameaçada pela desinformação dos síndicos sem documentos essenciais à segurança patrimonial, além de terem destarte mantido um poder de veto e de voto nas assembleias gerais, excepcionalmente. A seguir, outro fato dentro da curva. Uma [Viela], “válida por apenas cinco anos”, inserida quando da construção do Prédio, dentro da área comum com terreno além-viela, confinado, que síndicos anteriores teriam permitido fosse usado em “comodato informal há anos por um vizinho do ramo automotivo”, o qual, agora, pleiteia usucapião por nós contestada, logo depois de notificado para fins de desocupação imediata. Da viela, sempre integrada à Escritura Pública, com o desinteresse manifesto da Prefeitura, o Condomínio, graças a [Ofício] do Sub-Prefeito da Lapa, obteve a retirada de postes e redes de comunicação neles instaladas, fechando legalmente a passagem particular, que será utilizada oportunamente. Nós, desde 2006, tão logo quisemos intervir, realizando ações nas áreas não construídas, fomos buscar plantas aprovadas do Construtor e fizemos novos levantamentos planimétricos, revisando e confirmando números. Outra coisa, além da presença de normas convencionais defasadas, nosso Regulamento Interno se encontrava envelhecido, o qual, com a ajuda de uma boa equipe e condôminos nas assembleias, atualizamos o [Regulamento Interno], adequando-o às necessidades gerais do Condomínio, atendendo melhor a vários procedimentos comuns. Das fachadas externas, a melhor é a frontal, estando em segundo lugar a face leste do Prédio e bem ruins as demais. O Zelador da época vetava catálogos de janelas fora do padrão, o morador recorria a uma Síndica (dezoito anos no cargo), a qual, além de desautorizar o correto Zelador, atendia o requerente desorganizando nossas fachadas. Finalmente, não havia, como sabem, o equilíbrio contábil, elevadores novos, um atraente jardim, salão de festas equipado e hall social digno do nome. Eis, pois, o que nós, durante catorze anos (2006 a 2020, inícios e fins de mandatos) de uma “monitoria profissional”, pudemos encontrar no Prédio, presenciar e ainda trabalhar para mantê-lo dentro do ritmo, corrigindo-lhe quando possível, com iniciativas, obras e reformas segundo normas em vigor. Enfim, quantas inconsequências, oriundas de entes facilmente identificáveis. Teriam pensado ser mais barato remediar do que prevenir?!


PS – Sim, sem dúvida. Um texto, do começo ao fim, firme e verdadeiro, realístico e necessário. No Condomínio, como na vida pessoal ou dos negócios, podemos desejar voltar o filme para refazer sua história, deixando-a ao nosso gosto e necessidades. Haveria, nele, muitos cortes e edições, “fazendo-nos felizes para sempre”, entretanto, na vida real não há passes de mágica. Quando muito, passados tortos podem contribuir por um presente e futuro mais retos ou menos tortos, sendo dignos de aplauso os novos agentes pela leitura dos fatos e a vontade de melhorar. O autor do texto, neste mister de escrever, prefere a forma leve, sucinta e não nominativa, ao abordar uma situação do seu entorno, sendo o caso um autêntico alerta para evitarmos maus passos antes das suas consequências, a qualquer tempo e lugar, sobretudo, em condomínios. Pensando bem… Dos que decidem, quem ganha mais?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 27/08/2012, um texto em reprise com vida nova!

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COMO CONTEMPLAR

Quando olhamos para algo intensamente e vemos muito além!
(Por: Joseh Pereira – 01/03/2018) – Reeditado do Post de 27/07/2012

Minha mulher, ao ouvir sobre o assunto, quis saber mais. E eu, atendendo à pergunta, respondo com o tema de hoje. Muito simples! Porém, para entendermos o processo da contemplação, devemos antes de tudo termos como pré-requisito a presença da alma qual um motor por excelência do nosso corpo, pela qual nos transportamos muito além do que os olhos físicos nos levam, deste modo, valorizando o próprio corpo e, também, todo o mundo material do qual se projeta a ação. O exercício da contemplação é, sem dúvida, sadio e agradável, faz fluir a noção do Todo e traz a sensação de unidade com um Ser profundo e absoluto. A contemplação tem como ponto de partida uma grande admiração, com demorada atenção e respeito para com o objeto, alvo da nossa observação, fazendo-nos meditar longamente sobre a profundidade daquilo que nos chama à atenção. Daí, talvez, venha a expressão “punir sem contemplação”. E há, também, o sentido de “abrangência”, como em: “Isto a lei não contempla” e o de “premiação”, exemplo: “Fui contemplado no sorteio”. Entre nós, há muitas formas de contemplar, no sentido estrito do foco, como no cenário a seguir. Quando à noite, sob a engenhosa abóbada celeste a baixar suas bordas no horizonte, convictos de pertencermos à Infinitude, nós, uma imensa pequenez a compor o Todo, ficamos em silêncio, maravilhados, a fitar cintilantes estrelas da Via Láctea e, ao pensar que algumas delas, a uma distância astronômica de dezenas ou centenas de anos-luz, podem ter sido destruídas por uma colisão espacial, transformadas em planetas sem luz própria ou engolidas por um buraco-negro há milênios atrás, não passando de uma ilusão de óptica eu achar que as vejo, apesar da vivacidade e brilho reais, aí, suspendemos os nossos sentidos mais objetivos e começamos a meditar, a imaginar outras dimensões, origens distantes, segredos e mistérios, que vão nos envolvendo e encantando. Eis, pois, um clássico exemplo de contemplação, em que há a concentração do espírito e o aumento máximo da elasticidade mental, que nos faz escapar para um mundo cósmico e percorrê-lo, a rastrear uma origem divina da coisa que, não apenas vemos, mais do que isto, sentimos. Esta contemplação, que é um excelente estado de oração não verbal, pode ficar melhor ainda se houver outros estímulos sensoriais associados. Religiosos que escolhem uma vida contemplativa por excelência são os monges, na clausura dos seus mosteiros. Aí, longe dos ruídos, eles dedicam sua vida inteira na busca de uma Presença, que consideram salvífica, cujas ações diárias são a oração, o canto litúrgico e a arte sacra. É uma vida totalmente de oração. Mas, avançando um pouco mais, eu vejo também outras formas de contemplação bem mais palatáveis. Como numa igreja grandiosa, ao ouvir o canto gregoriano; sob um céu limpo em noite de lua cheia e muitas estrelas; na beira de um regato, ao observar sua constância rumo a lugares estranhos; ao observar o movimento dos peixinhos no aquário da sala ou ao ver, livre, o sorriso meigo e puro de uma criança. Logo, ambientes para experiências profundas de contemplação não faltam. É possível isto nunca lhe ter ocorrido?!
Voltando, ainda, ao que falávamos, no tópico anterior encontra-se o modo mais usual da Natureza se deixar observar, óbvio que sempre despida das máscaras artificiais, permitindo-nos o diálogo contemplativo direto, agora, compreendam, achamos por bem incluir uma outra situação de relacionamento, tão extensível quanto natural e regida por necessária confiança, pois, entendemos como igualmente favorável à contemplação todo ambiente de natural cooperação entre observador e observado, quando nos é dado viver um senso místico de distanciamento ou união do distante, enquanto durar o ato contemplativo. Sim, com todas as letras, não pedimos nem impedimos, mas falamos honestamente de um homem e uma mulher, comprometidos à luz da lei, quando de volta ao seu estado original, ou seja, despidos de todas as suas vestes, dentro do seu santuário particular, a colocar-se a serviço exclusivo dos mistérios mais profundos do encanto e do magnetismo que sentem, fazendo uso da sua pureza e da dinâmica corporal para elevar-se a dimensões superiores, à transcendência cósmica e sublimação dos sentidos, sendo ideal que não haja, sequer, a erecção. Em havendo, por favor, ignorá-la, para não prejudicar a finalidade maior a ser atingida, solene e sublime. Eis, pois, uma excelente ocasião, tantas vezes descartada, pronta para uma união elevada e excelsa em momento adequado à contemplação e à meditação. Vários estudos apuram ser regenerador o exercício contemplativo, seja em que campo for, podendo ser aplicado de muitas formas no nosso cotidiano. Afinal, contemplar é sempre muito benéfico, acumula energia e reforça a alma, que nos tange e impulsiona. Quando contemplamos, nós nos expandimos, como resultado da nossa interiorização. E, por termos abordado ainda que tangencialmente uma atitude especial de nudez contemplativa, muito fácil a habituais naturistas e mais difícil a não iniciados, um processo ao qual adere quem se sente apto e seguro, algo mais se justifica. Ou seja, quanto a métodos e fins, entre autênticos Naturistas (eu, apenas simpatizante), a coisa é muito séria, sendo o seu propósito “promover uma integração harmoniosa com a Natureza, com um mínimo de artificialidade e o máximo de isenção, seja na terra, na água etc., todos consensual e literalmente nus, por todo o tempo determinado, com total integridade e respeito, sem diferenças e restrição alguma, como se nunca nenhum dos presentes tivesse sentido a obrigação de vestir-se, desde sempre”. Com esta mentalidade reafirmada, não haverá o impulso erótico e o exercício da Contemplação se dará a partir da observação ampla, haurindo-se do ambiente todo, sereno e pacífico, como deve ser nestas situações, para que a participação de cada um tenha como resultados “a tranquilização e equilíbrio da consciência pela neutralização das ansiedades típicas da carne”, mal acostumada ou viciada na sociedade convencional um tanto quanto hipócrita, que eu, entretanto, não a chamarei de depravada, apesar da abundância de sinais reveladores. Enfim, como é bom podermos contemplar ou levar alguém à contemplação. Eu, sempre que posso, gosto de me alinhar à retidão e à arte, na forma e no conteúdo, tornando o fruto do meu concurso menos vulgar e, consequentemente, mais sublime, podendo ser contemplado por mim ou por outrem. Assim sendo, diante do que observamos, convém perguntar. Vale a pena tanto esforço por uma solenidade em busca do sublime?! E isto é possível no mundo atual extremamente superficial?! Ou, mesmo assim, não se deve desistir?!


PS – Um convite. Contemple, como puder. Porém, sem seus olhos muito rigorosos para alguns aspectos dos nossos exercícios contemplativos, cada um escolha o que mais lhe convier, eliminadas as restrições que achar pertinentes. Existem cenários de fácil alcance a qualquer um e outros, menos acessíveis ou, até impróprios ou inconvenientes, conforme o caso ou preparo pessoal. Para alcançarmos bons resultados, a contemplação, a sós ou acompanhados, terá de ser espontânea. Mais do que isto, o ato contemplativo deve ser desejado, livre e natural. Assim deve ser quando oramos, elevamos as nossas preces de forma sincera. Sabiam que toda prece ou estado de oração ganha a sua plenitude quando pela contemplação o circuito se fecha e a sintonia acontece?! Vamos, pois, em nosso cotidiano, contemplar mais?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 27/07/2012, um texto em reprise com vida nova!

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