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Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

RUÍNAS DA EDUCAÇÃO

Turvam os jovens cérebros militantes e ativistas no afã do poder!
(Por: Joseh Pereira – 01/01/2018) – Reeditado do Post de 02/06/2012

Nas janelas, os sinais evidentes da chegada de 2018, no intenso e ruidoso brilho da virada das coisas velhas – ou ainda novas – para coisas mais novas ou recondicionadas e, ante a tudo isso, nossos olhos se voltam a algo deveras antigo e que não envelhece, a Educação. Quão grande a sua relevância, cuja prioridade requer que estejamos sempre atentos sobre qualquer coisa que lhe seja atinente. Quando do texto original no Blog, junho de 2012, líamos um artigo do veterano e competente jornalista, [Percival Puggina], pelo Jornal Zero Hora (RS). Sempre afinado, a falar e escrever o que a população precisa ouvir e ler, punha suas justas críticas contra o filme “Diários de Motocicleta” por simplesmente endeusar um guerrilheiro comunista. Diz ele, entre outras coisas: – Quem viu o filme lembra da passagem de Che Guevara pelo leprosário de San Pablo, atendido por religiosas em plena selva, às margens do Amazonas. E lembrará que para os sinistros efeitos do filme, Che é apresentado como um santo cheio de amor aos enfermos. Quanta mistificação! Após duas semanas por ali, enquanto superava uma crise de asma, Che bateu asas e foi fazer seu turismo revolucionário noutra freguesia. Quanto às irmãs, maltratadas pelo filme, continuaram vida afora enfiadas no mato, cuidando dos leprosos. Eis a diferença entre o verdadeiro amor ao próximo e a fantasia que empresta ao marxismo e ao comunismo o brilho vulgar das lantejoulas. Para Walter Salles, o cineasta, as religiosas eram megeras e Guevara um anjo de bondade. Tem sido assim, recorrente, a publicação de artigos no campo da Educação. Vou enfocá-la sob um aspecto que tem muito a ver com o filme abordado acima. Aliás, tão recorrentes as reflexões sobre o tema da Educação por profissionais das mais variadas especialidades que o fato já despertou reações adversas, contestando a concessão de espaços para quem não é do ramo. Nós seríamos simples palpiteiros. Mas convenhamos, é muito difícil ficar calado diante de tudo isso. Imagine um brasileiro que percorra nível a nível o sistema de ensino do país, a qual corrente filosófica mais estará submetido o tempo todo, ainda que mudando de escola, cidade e Estado, em seu percurso escolar? Alguém tem dúvida que não seja o marxismo? É análise marxista, crítica marxista, economia marxista, visão marxista da história, teologia da libertação, pedagogia do excluído e, como lastro para o materialismo histórico, camadas maciças de maledicência sobre o cristianismo. Um marxismo de polígrafo (especialista de variedades) escolar com a profundidade de um pires. Os que o lambem como tema de casa são incapazes de escrever uma lauda a respeito, mas saem do colégio prontinhos para ler a vida com os olhos que lhes deram. Poucos estudantes recebem dose suficiente de antídotos para enfrentar o que lhes é ministrado ao longo dos cursos. Assim, deixando de lado a sã filosofia e depreciando valores que inspiraram e inspiram a maioria dos melhores vultos da humanidade, como esperar coisa melhor do que isso que vemos por aí?! Diante deste cenário, afinal, indaga o articulista, como será o futuro do país?!


PS – Um texto curto, não porque as ruínas educacionais no Brasil sejam poucas, mas porque a minha bronca e a do autor a que recorremos diz respeito a como se faz um mito e quanto mal à sociedade isto pode causar. Salienta bem, o Percival Puggina, sobre a figura, “um sujeitinho vagabundo como o Che Guevara é um santo ou herói na boca suja de maus professores”, até em escolas do credo católico, confundindo e desorganizando nossos cérebros aprendizes. O que esperar do nosso futuro com estas sementes neste triste e infeliz presente?! – indaga o autor. E tais enfoques demolidores dos nossos valores desde as mais tenras idades prosseguem a todo vapor, salvo raríssimas exceções do nosso magistério, formal e informal. Como mantermos a salvo da sanha inimiga valioso legado da nossa herança?! Por que jovens e crianças submetidos a tantos desatinos?! Até quando tais cenas serão vistas?! Até quando?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 02/06/2012, um texto em reprise com vida nova!

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Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

VIAGEM NO TEMPO

Nas asas próprias do tempo a percorrer os céus da nossa história!
(Por: Joseh Pereira – 01/12/2017) – Reeditado do Post de 01/05/2012

Não, eu não fui, entretanto, eles foram! São jovens, meus filhos, aliás, um filho e uma nora que, em suas férias anuais, gostam de viajar pelo mundo, tudo muito bem programado e narrar os melhores detalhes em [Viagem Detalhada], especialmente criado para documentar suas viagens, podendo ser extremamente útil a outros turistas. A matéria sobre a qual vou me debruçar nesta Crônica diz respeito ao 3o. Dia em Berlim, Alemanha. Com muita propriedade, o jovem casal documenta coisas deveras marcantes na vida de um septuagenário. Pois, eu nasci durante a 2a. Guerra Mundial (palco escolhido dos turistas), que terminou com a rendição do Japão, em 1945. E vivi desde lá, até a Queda do Muro (09/11/1989), a Guerra Fria, que dividia o mundo em duas partes, a comunista, com seu virulento imperialismo por todo o mundo, a partir do leste europeu e a outra, capitalista, democrática e livre, o chamado Ocidente. Era chamada de Guerra Fria, pela prática da dissuasão do inimigo com o poderio dos seus arsenais, sem a necessidade do uso efetivo do poder bélico instalado. Além da ONU (com seu negativo viés globalista, atual), foram instituídos dois pactos militares para garantir a paz, a nossa OTAN e o Pacto de Varsóvia. Este último não existe mais e a OTAN passou a atuar na nova Rússia. Não havia no mundo, durante a Guerra Fria, uma disseminação de potências nem a multiplicação de bandeiras de inúmeras militâncias, que nos dificultam demais a identificação do confiável e do perigoso, onde há a sinceridade ou a má fé. Quando vemos, já fizemos o jogo de quem não devia ganhar. Comunistas são assim, dividiram a Alemanha em duas e o seu “paraíso soviético” do lado oriental, tão bom para viver que precisavam erguer muros com sentinelas armados e ordens para matar, para que desesperados moradores não fugissem, meteram-lhe o nome de República Democrática Alemã! Para a parte realmente democrática e livre do Ocidente, o nome: República Federal Alemã. Notem que entender o comunista de ontem ajuda muito a entender o comunista de hoje, pois, lá como cá, a mentira sempre foi sua especialidade, mentem profissionalmente e de todas as formas. Hoje, porque supostamente vencidos pelo Capitalismo, que teria derrubado e rasgado as vestes do Império Soviético (na realidade, falecido por inanição), os comunistas não morreram e, pior, tornaram-se Vingadores da História, com seus métodos mais sórdidos para inibir ou inviabilizar o livre mercado, aos poucos, gramscianamente, minando com seus venenos a cultura, os ícones da história e os valores mais tradicionais de toda a sociedade livre em qualquer parte do mundo. Marketing prejudicado com a queda do Império Soviético e o fim dos dólares a fundo perdido para o show-room cubano do comunismo na América Latina, comunistas em geral passam agora, mais ainda, a vestir a camisa das suas presas para enganá-las, cujo peso não supera o de um inseto e, caso estas não venham a colaborar, terão mesmo a vida de insetos! Quantas vezes um comunista histórico já lhe disse que o comunismo acabou? E é para acreditarmos?!
Há muito tempo, quando o Editor do Blog nascia, talvez, tivesse-lhe ocorrido estar o mundo a lançar bombas de festim, comemorando alguma coisa. Brincadeira, no entanto, não neutraliza horrores. Era a 2a. Guerra Mundial, envolvendo oriente e ocidente, entre rivais e seus aliados, iniciada em 1939, a fazer muito barulho e estragos, sobretudo, no velho mundo, nos campos germânicos, com graves consequências e muitas tensões também por aqui, no Brasil. Aí, não tem como, vem logo a grande pergunta! Se nós, em toda a região onde crescemos nem o rádio e a energia elétrica haviam chegado, como sabíamos das coisas, dos acontecimentos mais importantes, locais, nacionais ou internacionais?! Não sei, exatamente, mas tenho o que dizer. Meus pais casaram-se com primos, primos-irmãos, podendo acontecer um acúmulo genético negativo contra nós, tendo certamente ocorrido o contrário, conosco. Senão, vejamos. Minha mãe, quando falava com alguns graduados, estes indagavam se ela tinha frequentado alguma faculdade, o que muito me honrava. Meu pai gostava de trabalhar, tinha excelente caráter, apesar da sua simplicidade, tinha boa abertura para com o futuro, optava por boa companhia, ouvia bons conselhos, às vezes, um pouco teimoso ao proteger seus territórios. Fui alfabetizado muito cedo, principalmente por minha mãe. Tendo nascido em 1941, vivi meus primeiros anos a 18 Km – por vias de terra batida e estradas de cascalho – da sede municipal, região urbana mais próxima, onde havia uma posta-restante (agência sem carteiros) para a retirada de um Semanário, que era na época muito bom e um excelente Anuário, a revista “Ecos Marianos” da mesma Editora. O jornal que meu pai assinava (por ouvir um outro assinante, colega de trabalho) e o anuário, seu parceiro editorial de peso, eram o nosso único e poderoso link com o mundo, rádio e TV, nem pensar. Da Revista Anual, os assuntos que encantavam Rafael, Benedito e eu eram os mistérios e segredos dos oceanos, a oceanografia, a astronomia e as conquistas espaciais de ambas as potências mundiais, EUA e URSS (agora, extinta). Quando, ao sermos surpreendidos por dois helicópteros juntos nos céus sobre nós, eis como foi o nosso grito: – “Táxis Aéreos”, porque já havíamos lido sobre as tais aeronaves de asas giratórias em desenvolvimento, assim “batizadas”, que haveriam de servir para transporte de pequena monta, momento em que vimos, ao vivo e em cores, materializar-se uma informação. Uma grande alegria! Enfim, adolescência a dentro, com a Guerra Fria ainda em curso no mundo, as notícias e artigos fluíam com força total por aquele Semanário e o Anuário, que iam aos poucos sedimentando, já naquele ermo rural da primeira metade do Séc. XX, o nosso conhecimento sobre a qualidade do mundo livre e os horrores do mundo comunista, associados a toda a estratégia e propaganda oficial ardilosas sob a “cortina de ferro”, outra expressão frequente nas páginas que líamos, das duas fontes impressas com que, desde crianças, havíamos sido premiados. Afinal, muito do que foi documentado pelos jovens turistas em antigos campos de batalha alemães, examinando os vestígios mantidos do conflito mundial, com suas descrições neles inseridas, leva-nos a uma longínqua infância e começo da adolescência, quando absorvíamos os mesmos trágicos fatos, nos seus próprios dias e em tempo real, ainda que com a sensação de algo muito distante, inalcançável, pela total ausência do bem-vindo fenômeno da globalização (não confundir com globalismo), no final do segundo milênio, graças à Internet, importantes acordos mundiais, modernos aviões sempre no ar e poderosos satélites de comunicação. Enfim, gostou de viajar conosco pelo Velho Mundo e, nas asas do tempo, inclusive, sobrevoar as nossas origens?! Incorporou algo novo de uma História que é, inalienavelmente, nossa?! Ou é melhor, por comodidade ou não, desconhecer os maus momentos, mesmo com os riscos de virem a se repetir?! Mas, neste caso, qual será o preço a pagar?!


PS – Voltar para ganhar força e projetar. Eis, pois, um grande exemplo da boa nostalgia! Ao focalizar com gosto o Blog [Viagem Detalhada] de dois viajantes, amigos nossos, que fazem seu Diário com graça e verdade. Oportuno se faz, a qualquer tempo, rever as memórias do mundo comunista (para evitá-lo, sempre) e da Segunda Guerra Mundial, aliás, com os pés a tocar o solo onde nasci, durante o conflito bélico. Lá eu lia e crescia sob estas tensões, entretanto, ainda hoje, com muita saudade e gratidão, aperto meu peito às minhas raízes, lugar simples, vital e fecundo! Sabiam que, já nas eleições presidenciais de 1960, algo me dizia para votarmos no Marechal Lott, mas Jânio Quadros venceu, brincou com fogo e se deu mal?! Não acham razoável imaginarmos ter sido aí, onde lançamos a grande semente de 1964?! Ou, com outro resultado, teria sido pior?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 01/05/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

PONTOS DE VISTA

Conhecer é a soma ponderada de pertinentes ângulos de visão.
(Por: Joseh Pereira – 01/11/2017) – Reeditado do Post de 07/04/2012

Quando alguém, em certos assuntos menos técnicos ou objetivos, tenta banalizar nosso conhecimento, classificando-o como “opinião, ligada ao gosto pessoal e particular”, sendo imprópria à discussão (“gostos não se discutem”), tentando abortar de imediato o debate que poderia avançar, a gente pode se preocupar, mas fica pensando na quantidade de posições em relação ao assunto um observador pode assumir, como sugere nossa imagem da ilustração. Sei que tudo seria mais fácil se lidássemos nos vários setores da vida humana somente com as ciências exatas, cujos atos e fatos permitissem uma precisão equiparada à da informática, podendo ser identificados e tratados por meio de um algoritmo, mapas e fluxogramas, que trabalham numa linguagem de apenas dois dígitos e uma lógica que a tudo abrange, sem qualquer área cinzenta de incertezas ou a atenção a humores que confundem, as ações neste ambiente são de ideias, nunca de paixões e ideologias, sejam de que natureza for, por estas últimas serem totalmente incompatíveis em relação à lógica e precisão da informática. Digamos que se queira dar a conhecer visualmente o Prédio onde moro (torre única), com apenas oito posições do observador realiza-se no bairro o grande feito fotográfico, das suas quatro fachadas externas mais os quatro cantos do edifício. Isto quer dizer que na apresentação de qualquer coisa ou assunto, o primeiro passo é sempre a identificação dos vários ângulos de visão, em seguida, procuramos estabelecer a leitura de cada um dos pontos identificados. Sendo até fácil o processo no mundo mais técnico das exatas, em que se lidam com definições, coisas mais objetivas e contornáveis, complicando, aí sim, no mundo das humanas, com aquela fluidez por vezes excessivas dos conceitos, ao cruzar áreas intermediárias cinzentas que não se concluem, aí, é de doer. Eu não esperava, mas aconteceu. Na década de 1980, lembro-me de um aluno ter me perguntado qual o sentido da palavra “opinião”. Até o meu Post original, 2012, eu não havia escrito uma linha sobre o assunto, não me esquecendo qual fora a minha resposta. Eu fazia parte de uma equipe de professores na preparação de candidatos às Forças Armadas, onde os selecionados exercem profissões e estudam mais, sejam para trabalhar na terra (Exército), no mar (Marinha) ou no ar (Aeronáutica). Eu lecionava Língua Portuguesa, uma das matérias do Curso. Casado (mulher a trabalhar e filho pequeno), eu estudava na Cásper Líbero. Na ocasião, eu tive de ser breve, respondendo que “opinião é como eu vejo um dado das circunstâncias, sendo o reflexo do ponto de vista ou ângulo de visão do observador e, porque pouco profundo, pontual ou raso, pode mudar ao sabor dos ventos ou de uma nova posição de quem observa”. Na ocasião, durante uma aula, eu creio, foi o bastante. Mas, vem mais, a seguir! Sabiam que, tal como a notícia, uma opinião também pode ser falsa ou verdadeira?! Como distingui-las?!
Quanto à questão anterior, a gente sabe, já os filósofos gregos tentavam distinguir com precisão um ponto de vista falso do outro verdadeiro. Quando alguém opina sobre um fato ou coisa material ou imaterial com desvios de foco, seu ponto de vista não deve se sustentar, porque falso. Logo, podemos concluir, a consistência da opinião permanece ligada ao seu objeto. Saibam ainda que, além da opinião em si (maneira de pensar ou de ver, julgar; julgamento pessoal; parecer, pensamento), há o palpite (pressentimento, intuição) e a sugestão (proposta, conselho, ideia; estímulo, inspiração, instigação), todos opiniões também, porém, com um evidente desejo nelas embutido. Percebem? Duro de engolir (além do pitaco, palpite de quem ignora o assunto) é o opinioso ou opiniático. Um indivíduo inflexível quanto a seus pontos de vista, sempre intransigente, não arreda pé das suas opiniões, um obstinado e insistente nas suas formas pessoais de ver, teimoso e presunçoso. Um tipo particular de pessoa dos mais difíceis em qualquer relacionamento interpessoal. E, já caminhando para encerrar a Crônica, sob a égide do Direito de Expressar, pinta alguém e diz: – “Não há verdades, apenas pontos de vista”. Eu contesto, pois, se os objetos forem verdadeiros, as opiniões ao menos se sustentam. Outro: – “Em posição oposta, nós dois podemos estar certos, em ângulos diferentes”. Este mandou bem. Aí, outro, com a palavra: – “Todo ponto de vista é a vista de um dos pontos”. O óbvio, bem lembrado. Por último, ao homem casado, já com seu calendário meio amarelo na parede: – “Dos dois pontos de vista da mulher, com o menos generoso, encerra o homem”. Sim. Quem não pode tudo, o menos é tudo. Agora, ao voltar à vaca fria (ou aos nossos carneiros, como diriam os franceses), no terreno das opiniões, lembrávamos há pouco do Direito de Expressar, um facilitador da opinião e do debate, quando bem aplicado. Porém, nestes tempos bicudos que atravessamos, um cachimbo está entortando a boca de muita gente, até de gente boa que deveria ter resistido e foi arrastada. Refiro-me ao maldito “politicamente correto”, cruel e estapafúrdia vigilância da linguagem e do pensamento alheios, que já condenou até mesmo verbetes de dicionários e obras famosas como a do grande Monteiro Lobato, um dos mais consagrados escritores da nossa literatura, isto para darmos dois exemplos mais malucos de como opera na cultura de um povo, sorrateiramente, uma violenta revolução político-ideológica, tão cruenta em nossas vidas quanto as antigas guerrilhas, com suas armadilhas, ciladas, saques e sequestros de inocentes, ainda que no plano cultural, se pararmos para pensar. Nosso debate, que pode e deve ser educado e livre, vem sendo a toda hora podado e inibido de todas as formas pelo simples pretexto, via de regra, vazio, de que estamos sendo ofensivos e deselegantes para com uma ou outra minoria, que sequer pediram tal proteção, que, de proteção nada tem, sendo parte de uma vitimização crescente para fomentar uma “luta de classes”, até que um salvador da pátria nos proponha retirar o bode da sala, sendo aplaudido pelo fim da fedentina, por esquecermos logo quais foram os pais da criança. Vamos, com dúvida ou temor, deixar de falar como as coisas são, como a Gramática recomenda e como a Matemática sentencia, aceitando que, de fato, falamos sempre com vítimas feridas, que a Gramática é autoritária ao manter em vigor o certo e o errado e a Matemática é intolerante, ao sentenciar que, de modo inquestionável, 2 + 2 são 4?! Enfim, frente a tanta burrice e estupidez, quem pretende dizer ou emitir uma opinião, sem tergiversar nem condescender, fiel à realidade sobre a qual fala ou discorre, respeitando valores familiares e sociais, como nos basear para motivar o João Batista do deserto?! Deu para entender?!


PS – Coisas dos fortes, sim. Falar em público (a partir de três em ação), implica o respeito à ética e à moral, o que é normal e necessário. São forças constituídas por muito querer e muito saber, sendo dignas da nossa obediência ou adequação. Quem me dera no mundo de hoje as virtudes tivessem sempre lugar de destaque. Como sabem, no entanto, cada opinião está ligada ao gosto pessoal, o berço dos estilos ou modos próprios de agir. Logo, cada ponto de vista diz muito do seu autor. Assim, a qualidade do ponto de vista depende sempre do quanto apuramos as nossas escolhas. Estamos cuidando bem dos nossos gostos?! Quanto tempo se colhe e apura para, aí sim, com maior segurança, começar a distribuir da valiosa bagagem?! Que tal, um tema e seu foco à luz, já posso concluí-los, mandando fecundar o ar?! O que pensam?! Qual, afinal, seu ponto de vista?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de O7/04/2012, um texto em reprise com vida nova!

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