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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
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Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
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Voto Distrital
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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

ESTADO DE VELHICE

Quando um fruto amadurece, a casca piora, melhora o conteúdo.
(Por: Joseh Pereira – 01/03/2019) – Reeditado

Quem não cuida do conteúdo envelhece. Eu (função avançada, versão 7.8), posso até parecer velho, mas devo ser, preciso ser jovem. Estar é circunstancial, faz parte da existência, fenômeno dependente do tempo (com começo, meio e fim) e do espaço (onde a matéria se manifesta), um e o outro são identificáveis e medidos, possuem sua vida útil mais ou menos determinada, ou seja, são finitos. Reiterando o conceito no sentido inverso, o tempo e espaço são ambientes indispensáveis à existência, ultrapassável somente por algo bem mais profundo que, na qualidade de absoluto, não ocupa lugar algum em específico nem sofre influências do tempo, ao menos como as conhecemos. Daí, portanto, nós podermos ficar velhos e sermos, ao mesmo tempo, essencialmente jovens. A propósito, entre o “ser” e “estar”, preferimos aquele que suplantando a existência, valoriza e dá suporte ao período temporal da vida terrena. E, por falar em idades contra a ociosidade, sejamos também, quando possível, espirituosos e relaxantes. Assim, junto a um velho amigo com elegante bengala, começamos dizendo que o idoso tem em público uma certa liberdade antes inconcebível, como ir para a praia de cuecão, sem ser incomodado por ninguém, quando muito, algum olhar meio piedoso e nada mais. Aí, tiramos do baú outras piadas de valor, como aquela da garota que, ao ser elogiada por um idoso, disse-lhe: “Gostou, então, pegue a senha, que a fila é longa”. Ao que o cidadão diz: “Mas não esqueça, eu tenho senha preferencial, estou em vantagem”. Outra de dar dó é o da mulher de 86 anos, viúva há 30, em sua varanda a sós numa tarde agradável de verão, aparece um rapaz galanteador e mal intencionado, que faz despertar a libido da anciã em longo exercício de estimulação e, na hora “H”, quando a mulher pede que ele a possua, o rapaz exclama: – “É primeiro de abril, mulher!”. E morreu com um tiro na cabeça, mais tarde, ela respondeu ao Juiz ter o rapaz começado por acariciar suas coxas, depois, os seios, até deixá-la ardendo em chamas. Outra velha senhora divertia-se a valer e matava de raiva os otários que pensavam ser ela mais otária que eles. Um dia, carregando uma sacola com dólares a aplicar, apostou 25 mil com o principal executivo de um grande banco que seus testículos eram quadrados. Na hora da grande revelação, o executivo à frente dela com calça e cueca bem arriadas, a velha senhora com um leve sorriso começou a conferir os testículos do executivo à frente do advogado, sua suposta testemunha, que começou a bater a cabeça na parede e esbravejar. Ele era um outro apostador que acabava de perder 100 mil dólares por ter duvidado que ela estaria ali, naquela hora, conferindo os testículos daquele executivo. Meu amigo e eu ainda tínhamos bala na agulha, mas consideramos estar de bom tamanho, rimos bastante, desopilando o fígado. E fica nas entrelinhas a mensagem para que não se subestimem a inteligência e a capacidade dos mais velhos, mesmo sob rugas decoradas com fios de cabelos, barbas e pelos na cor da prata, caso não depilemos o corpo todo, sem deixar prata sobre prata, quase um ouro, a crescer! A seu ver, como é estar velho, mas sem envelhecer?!
Nós, a seguir, achamos por bem abrir parêntesis para um difícil “espinho”, que o Editor do Blog está a carregar, embora, tudo indique, não tenha qualquer relação com a sua idade. É que, há mais de 25 anos, seu ouvido direito “apagou” total, restando-lhe a orelha a preencher um visual externo para efeito estético. Perder assim, de forma repentina, a metade da capacidade auditiva, pouco depois de um violento acidente de trânsito, que pode ter sido a causa de um traumatismo irreversível da cóclea (conversor de sinais ao pé do cérebro), já não parece pouco a uma pessoa e não é mesmo. Porém, para piorar o quadro, como o sistema auditivo não depende somente dos tubos auriculares, mas de todo o lado da caixa craniana em que se encontra o ouvido danificado, com a perda da percepção sonora, o paciente passa a sentir aí de forma ininterrupta um intenso e torturante zumbido na forma de sirene ou cigarra, tornando desesperador e assustador caso se lhe preste atenção, daí, a necessidade da procura permanente de ocupação que chame mais a atenção que aquele insistente zumbido. O ruído constante de cigarra, apesar de irritar demais, como dissemos, não se deve prestar-lhe atenção, sob pena de vê-lo crescer infinitamente, a ponto de poder enlouquecer o paciente. Busca-se preventivamente algo superior para suplantar o sintoma. Recolher-se para uma meditação ou silêncio criativo é severamente difícil. Todavia, o tempo como mestre universal nos concede a sabedoria para podermos viver, mesmo assim, tentando disfarçar a surdez e, às vezes, cumprindo compromissos formais, com aparências de normalidade. Conversas inter-pessoais, na forma de reuniões, isto não tem jeito, estará sempre com um prejuízo superior a 50% em sua eficácia, merecendo sérias ressalvas. Enfim, sobretudo e, principalmente, “em nome de uma amizade, seja ela definida ou indefinida, cuja utilidade e prazer devem ser preservados”, o Editor faz questão de deixar bem claro, como de fato o faz, aqui, onde deixa publicamente registrada uma circunstância restritiva a ser sempre considerada. Isto posto, fecham os parêntesis. Agora, para encerrarmos em definitivo o Post, dedicado a tanta gente madura, que queremos ainda ativa e produtiva, não descartando ninguém biologicamente jovem, que será o idoso de amanhã, vamos a alguns pensamentos que, a todos, alertam e encorajam: – “A juventude não sabe o que pode nem a velhice pode o que sabe” (cf. José Saramago); “Todo mundo quer chegar à velhice, mas ninguém quer ser velho” (Martin Held); “Quando a velhice chegar, devemos aceitá-la, ela é abundante em prazeres se a abraçarmos” (cf. Sêneca); “A razão prevalece na velhice porque as paixões envelhecem” (Marquês de Maricá); “Aqueles que se amam profundamente, jamais envelhecem, podem morrer de velhice, mas morrem jovens” (Martinho Lutero); para finalizar (In “Fragmentos”, Guia do Blog, ao lado): – “Na maturidade o homem deseja (marca natural, da criança); percebe (marca intelectual, do jovem) e tolera, isto é, sabe dar tempo, esperar, tem condições para a auto-renúncia (marca moral, do adulto)”. Usando como gancho a última propositura, sem desprezarmos as demais, como não termos a certeza de que somente na maturidade nós podemos conquistar a plenitude humana em seu mais elevado grau, ao final de um longo e, muitas vezes, penoso processo de aprendizagem, experiências e habilidades?! Mas, nós insistimos. Mesmo que nos pareça paradoxal termos de pendurar as chuteiras exatamente quando, via de regra, estamos melhor preparados para estarmos em campo, por que, neste caso, não nos compararmos a um vinho originário de boa cepa que, segundo uma consagrada tradição, quanto mais tempo de armazenamento, maior sua aceitação pela refinada qualidade?! Julgando por este ângulo, numa adega ou à mesa, qual vinho Você pediria, o de sabor e consistência mais elaborados ao longo do tempo?! Ou lhe basta qualquer vinho, ainda que muito jovem, com lábios cheirando a leite?!


PS – Muitos são os “velhos jovens”, que nos deixam felizes quando vemos e, por outro lado, tantos “jovens velhos”, uma grande aberração da natureza. Ou melhor, a natureza em si nada tem a ver com isso. Os jovens são precocemente envelhecidos por seus maus hábitos de se queixar e de reclamar de tudo e até de si mesmos, a ponto de acreditarem no que dizem de ruim como sendo real e verdadeiro. Quando, então, vamos ter de reconhecer que o problema agravou, significativamente, tornando difícil a solução. Aqui, apresentamos uma Crônica, cujo tema a ninguém exclui, abrange ambas as gerações. Nela buscamos construir, material e espiritualmente, uma ligação ou vínculo entre concomitantes gerações ainda em convívio, quando não simples coexistência, a compartilhar o tempo e espaço. Aliás, quando nos referimos ao jovem e ao idoso do momento, estamos conscientes da existência de tantos jovens sem horizontes e muitos idosos abandonados, sem o reconhecimento de quem quer que seja, assuntos que, neste momento, escapam ao nosso foco ou escopo. Qual, afinal, a sua condição, na juventude que ainda desfruta ou na velhice, física e natural, que fez o favor de chegar?! Sabiam que, além de alimentarmos o corpo, temos de cuidar da Alma, para que continue sendo a nossa maior fonte de energias?! Já avaliou quão importante a sua Alma, essencialmente, o motor da vida?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 07/07/2013, um texto em reprise com vida nova!

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LÍNGUA PORTUGUESA

Chuva “para” São Paulo: cidade já arruinada ou alegre anúncio?
(Por: Joseh Pereira – 01/02/2019) – Reeditado

Sei que podem me julgar um hipócrita aqueles que me conhecem como incansável defensor do maior instrumento cultural de uma Nação, o Idioma Vernáculo, porém, estarei não mais que a realçar minha posição de sempre quando aponto alguns abusos ou aberrações praticados pela última Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa já em vigor, cujos pretextos acadêmicos não justificam as várias mudanças nas quais o bom senso e a lógica não foram respeitados. A bronca procedente do Editor do Blog é legitima, em relação a dois pontos da Reforma Ortográfica, mais especificamente, quanto às novas regras do hífen e à supressão em vários casos do acento diferencial. Quanto ao hífen, entre um prefixo e o substantivo, encontrei nas minhas pesquisas uma orientação bem sucinta, em que se deve observar as letras, última antes do hífen e primeira, depois: Se iguais, separam-se (“micro-ondas”, “supra-auricular”), quando diferentes, atraem-se (“autoescola”, “semicírculo”). Neste caso, o gramático faz uso de um princípio similar ao da eletricidade em que os contrários (positivo e negativo) se atraem, sendo, aliás, a razão da descarga elétrica, como na sua forma violenta os raios numa tempestade, a juntar e equilibrar energias. Uma simplificação de regra que, nós observamos, não passou sob o crivo doentio do “politicamente correto”, grupo que, com sua mania de “ver chifres na cabeça de cavalo”, teria considerado homofóbica por ser antipática à homossexualidade a didática de um competente professor. Continuando no uso do hífen, nós discordamos, não adotando: “subemprego”, “subchefe”, “subprefeito” porque se o prefixo for “vice”, sempre se aplicará o hífen (“vice-presidente”, “vice-governador”). Hífen de novo se “r” depois de “sub” e, sempre, com os prefixos “circum” e “pan”, além de termos de apagar um hífen e pôr “r” ou “s” em casos como: “contrarregra”, “contrassenso”, antissocial”. A reforma toda um contra-senso, portanto, em minha gramática, no hífen não se mexe! Outra restrição nossa diz respeito ao Acento Diferencial, cuja nova regra se contradiz, obrigando-nos ao acento diferencial em “pôr” (verbo) para distinguir da preposição “por”, perfeito paradigma logo negado no caso de “para” (preposição) e “pára” (verbo), em que suprimem o acento gráfico, deixando confuso o texto, como o acima exposto no sub-título, extraído de uma manchete. Das supressões do Acento Diferencial, de todos os casos, este o mais grave, considerada a existência da justificativa anterior, perfeitamente abrangente ao caso posterior, no entanto, não o contempla. Uma outra medida da Reforma que terei prazer em desconhecer! É de dar engulho a implacável perda de acentos (clareza, objetividade) da Nova Reforma em tantos vocábulos, como: 904 paroxítonos com ditongos “oi” e “ei” (“boia”, “ideia”); 358 com trema (“frequente”); 32 com “u” e “i” tônicos após ditongo (“feiura”); 22 com acento diferencial (“para”, verbo) e 18 com o hiato “oo” (“voo”, “enjoo”), tudo por nada, além de dúvidas! Incrível, até sobre o Acento Diferencial em “dúvida” (substantivo) vs. “duvida” (verbo), existem consultas. É infinita a confusão implantada?! Com que benefício ou vantagem no saldo positivo?!
Assim demonstrado, de modo inequívoco, podemos classificar a atual Reforma Ortográfica como deveras infeliz, desnecessária e prejudicial a lusófonos como nós, zelosos defensores do maior patrimônio cultural brasileiro. Todavia, para não dizerem que não falamos de flores, vejam como fala Olavo Bilac, com todo o esplendor e autoridade, mais explícito impossível, da “Última flor do Lácio, inculta e bela”, a [Língua Portuguesa], em clássico soneto por nós, modestamente, comentado. Após a leitura de Bilac, outras flores, verdadeiras pérolas lavradas com base no Vernáculo, sintam o aroma, suguem, mastiguem: – “Tem gente que soma quando some, sai para fazer falta, mas faz um favor” (Anônimo); “Procura, erecto, olhar para a luz ou verás as sombras, não a luz” (cf. provérbio chinês); “Com as lágrimas do tempo / E a cal do meu dia / Eu fiz o cimento / Da minha poesia” (Vinícius de Morais). Ainda, de igual teor, seguem de pequena coletânea nossa, dois Sonetos, um lusitano e outro, brasileiro. Primeiro, Luís de Camões, MUDANÇA (título nosso): – “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, / Muda-se o ser, muda-se a confiança; / Todo o mundo é composto de mudança, / Tomando sempre novas qualidades. // Continuamente vemos novidades, / Diferentes em tudo da esperança; / Do mal ficam as mágoas na lembrança / E do bem, se algum houve, as saudades. // O tempo cobre o chão de verde manto, / Que já coberto foi de neve fria / E em mim converte em choro o doce canto. // E, afora este mudar-se cada dia, / Outra mudança faz de mor (=maior) espanto: / Que não se muda já como soía (=costumava). Depois, Vinícius de Morais, SONETO DA FIDELIDADE: – “De tudo, ao meu amor serei atento / Antes e com tal zelo e sempre e tanto / Que mesmo em face do maior encanto / Dele se encante mais meu pensamento. // Quero vivê-lo em cada vão momento / E em louvor hei de espalhar meu canto / E rir meu riso e derramar meu pranto / Ao seu pesar ou seu contentamento. // E assim, quando mais tarde me procure / Quem sabe a morte, angústia de quem vive / Quem sabe a solidão, fim de quem ama // Eu possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure”. Eis, aí, uma pequena amostra do imenso poder da Língua Portuguesa. Mas, voltando aos espinhos da roseira, lamentamos a exiguidade de espaço no Blog, em que gostaríamos de enumerar escritores, professores e catedráticos de Linguística, muitos deles em coro conosco nas queixas e críticas contra a atual Reforma Ortográfica, infelizmente, desde janeiro de 2016 em pleno vigor, apesar dos evidentes custos financeiros e prejuízos pedagógicos. Nove os países (entre eles, Brasil e Portugal) de quatro continentes adotam a Língua Portuguesa como idioma oficial. Que vontade de mantermos nossos velhos mestres, cujos livros ainda estão guardados, na cabeça e nos corações. Por falar neles, tenham sempre na sua conta a lição do mestre e filólogo, Napoleão Mendes de Almeida: – “Conhecer a Língua Portuguesa não é privilégio de gramáticos, senão de todo brasileiro que preza sua nacionalidade, é erro de consequências imprevisíveis acreditar que só os escritores profissionais têm a obrigação de saber escrever, saber escrever a própria Língua faz parte dos deveres cívicos”. Oh! Quanta saudade também do Prof. Eduardo Carlos Pereira, com sua Gramática Expositiva, a elementar e a superior de Língua Portuguesa, igualmente saudoso o nome de Antônio Bandeira Trajano, matemático por excelência, a quem muito devem a nossa infância e adolescência. Linguística e Matemática, não parece, mas andam juntas, confundem-se. Enfim, apesar do violento vendaval dos insensatos, tratado frequentemente no Blog, pelos esforços dos seus filhos, todos nós, não haverá de faltar solo fértil, onde possa crescer cheia de encanto nossa Língua Materna, no dizer de Olavo Bilac, a “Última flor do Lácio”. E que flor! Já pensou em ser seu jardineiro?! Um convicto protetor?!


PS – Um texto de fato primoroso e impecável, caso atentem para a sua essência, sem desperdiçar forma e conteúdo. Estamos diante de importante Crônica meta-linguística, quer dizer, a defesa da Língua Portuguesa, utilizando seus próprios recursos. Entretanto, logo nos perguntamos. Quantas vezes haveremos de bater na mesma tecla, pela defesa de textos em Vernáculo com maior unidade e padrão, sem muitos desvios, sobretudo, na forma escrita em que um pouco mais de atenção se recomenda, seja qual for o meio virtual ou físico da nossa comunicação. Em nosso caso específico, diante de tais exigências ortográficas que, na realidade, de “orto” mesmo muito pouco possuem, nós proclamamos alto e bom som que não faremos esforço algum para cumprir ao menos dois aspectos da Reforma, no que se refere ao Hífen e ao Acento Diferencial. Aliás, quanto ao segundo item, caso excluíssemos o Acento Gráfico da frase sábia e bem humorada do cantor jamaicano, ao dizer: “A vida é para quem topa qualquer parada, não para quem pára em qualquer topada” (Robert N. Marley), quanto tempo gastaríamos para distinguir verbo de preposição?! Trata-se, perante a tanta “frescura explícita”, de uma Reforma Ortográfica para ser acatada ou contestada?! Ou, brincando para nos aliviar, acata-a contestando ou, ainda, contesta-a acatando?! Qual grupo o seu?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 01/06/2013, um texto em reprise com vida nova!

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VÍTIMA O BANDIDO?!

Uma linha de interpretação vitimista-ideológica opera a inversão.
(Por: Joseh Pereira – 01/01/2019) – Reeditado

Nós, ao receber um novo tempo, o “Ano da Graça de 2019″, com um novo governo e fundadas esperanças, confiantes, mas cientes das dificuldades a superar, saímos já ao batente, na lida ou labuta que escolhemos. Após breves palavras na abertura de calendário, iniciando o Post, prevenimos não se tratar de página policial ou boletim da imprensa marrom, como a princípio pode parecer. Ao contrário, o nosso foco é outro bastante diferente. Nós, hoje, a exemplo de outros bons assuntos, queremos abordar, além da prática, a noção exata da verdadeira Cidadania, como se aprendia na disciplina de Organização Política e Social ou em Educação Moral e Cívica dos bons ou ótimos tempos que já vivemos no Brasil, no que tange aos costumes, bem como nos relacionamentos humanos e sociais, os quais quem sabe poderão ser revividos a partir de agora, com os ventos soprando a favor. Cidadania era e nunca deixou de ser (pois, a ninguém foi dado o poder de mudá-la), se não uma função ou título a cada nascido, ao menos uma atribuição que lhe confere dignidade, sobretudo e principalmente com o reconhecimento oficial de uma Certidão de Nascimento, pelo qual, além de um nome com que se identifica e uma filiação, o indivíduo ao mesmo tempo se torna credor e devedor, ainda que por seus representantes legais adultos, junto à figura jurídica pública do estado nacional a que pertencer. Não é demais lançarmos mãos de alguns conceitos para nos ajudarem na didática, tornando-nos mais claros. Quer dizer, do mesmo modo que uma luz mais nitidamente se nota onde há a presença da escuridão ou sombras pela ação do contraste, o que diríamos também do preto não fosse o branco, do alto não fosse o baixo, da esquerda (referencial, a geométrica), não fosse o lado direito e tantas outras junções opostas que se interagem e se complementam, como acontece ainda entre o quente e o frio, uma infração e a pena, por fim, não fugindo à regra do jogo cruzado, “a cada direito deve se sobrepor ao sagrado dever”, um não sobrevive nem se pensa sem a presença da outra parte, sendo de pronto nula toda tentativa de identificar direitos não correspondentes a deveres. Todavia, a banda não toca conforme a música, anda por toda a parte desafinada como se pode facilmente observar. Fala-se demais em direitos, não se dando ênfase o bastante ao dever, rompendo assim a ordem direta do raciocínio lógico. Não acham demasiado emblemático aparecer na Constituição Federal em vigor 76 vezes a palavra “direito” e somente quatro vezes a palavra “dever”, como explicar um placar assim?! Outra coisa que nos causa muita estranheza. Todos nós conhecemos, desde 10 de Dezembro de 1948 (já com 70 anos), a Declaração Universal dos Direitos Humanos, publicada pela ONU. Agora, a pergunta que não quer calar. Por que não existe em parte alguma do mundo (justiça se faça, algumas minutas do documento se esboçam), que se chame Declaração Universal de Responsabilidades e Deveres Humanos?! Até quando devemos ter consciência dos nossos direitos e ignorarmos, sistematicamente, os nossos correspondentes deveres e responsabilidades?!
Queremos, agora, dizer sem medo de errar que muita gente aplaudiria de pé uma educação ministrada a cada indivíduo, em casa e nas escolas, além dos meios de comunicação convencionais e digitais, que tivesse “vontade e seriedade, boas condições ao grande mister e, como consequência, a eficiência na transmissão de técnicas, conhecimentos e valores construtivos” para moldar a personalidade do educando, de modo que logo pudéssemos identificar, aí, em cada Cidadão o humano na busca constante de ser direito, que vê a Cidadania a partir do seu dever e sabe que todo direito de um Cidadão implica diretamente no dever de outro Cidadão ou entidade constituída, sendo sempre e necessariamente um, o direito, a face do outro, o dever. E que lindo oásis acabamos de pintar, como meta ou uma miragem. Absolutamente, uma utopia, no sentido do não-lugar ou lugar nenhum, apenas uma aspiração ainda distante. Mas, voltando à Terra, ou melhor, ao Brasil, o nosso chão real, retomamos o foco declarando que todos nascem, sempre, no lado do dever, para ser sujeitos, que buscam, pensam, fazem, produzem e oferecem, resultando, inevitavelmente, obedecendo a uma lógica de precisão matemática, a condição de pacientes, no lado do direito, onde, de forma direta ou indireta a atos causadores, deve (nada obstante) fluir generosa e naturalmente algo que se confunda com ou represente méritos verdadeiros. Não há outra forma (mesmo que pareça irrealizável) de construir, na sociedade e na Nação, a ordem, o Direito e a justiça, se quisermos pacificar a questão da segurança pública e particular, permitindo que o Cidadão de bem possa viver, estudar e trabalhar normalmente. Entretanto, quando se tenta examinar as causas e motivos do crescimento da criminalidade das últimas décadas no Brasil, surgem os pregadores de supostos direitos acumulados na História há séculos, que os nossos tempos atuais devem se desdobrar, hoje, com leis e esforços compensatórios como se fôssemos nós alguns réus de passados remotos, além de afirmarem os mesmos doutrinadores ideológicos, geralmente marxistas, que o capitalismo contribui de vários modos com a criminalidade no país, pelo consumo de bens caros por uns e a crônica pobreza de outrem, que o estimularia a assaltar e roubar, não explicando, porém, os grandes crimes dos seus magnatas companheiros. Fazem ainda da própria criminalidade, por eles atribuída ao capitalismo, sua razão fundamental para combatê-lo, lamentavelmente. Como vimos, assim é fácil transformar a criminalidade em aliada político-ideológica a serviço das suas reformas visando ao socialismo, pelas quais, bandidos e criminosos esperam ser amigos do rei, não mais as vítimas, como se autoproclamam. No coletivo que adotam, o indivíduo ou Cidadão vira simples abstração ou número, não mais compõe uma família, suas noções e conceitos sobre direitos e deveres perante a sociedade se resumem na condição de “vítima” da sociedade, podendo assaltar, roubar e matar. Fomentam a luta de classes entre categorias sociais, tentam romper a ordem estabelecida, na foice e no martelo (sob disfarces), mudam mentes e consciências que, aos poucos, perdem seus antigos referenciais, instrução e conhecimento, princípios e caráter, tornando-se facilmente manipuláveis pelo gênio do mal. E o “politicamente correto”, coisa deles, sempre à espreita, sendo arriscado emitir qualquer juízo, seja onde e a quem for, como se vivêssemos cercados de agentes clandestinos nos policiando em tudo o que fazemos e dizemos, o que andamos ouvindo ou lendo, com quem estamos andando ou recusando a andar, buscam sempre uma ou outra interpretação desengonçada e balizas particulares para incriminar adversários. Por acaso, alguém pode dormir com tanto barulho à porta?! Ou, ao contrário, não devemos mesmo fazê-lo, mantendo-nos sempre vigilantes e atentos, dia e noite, sem cessar?! Vamos, com fé e muita obra, aos poucos, materializar nossas esperanças?!


PS – Olá, Brasil, o País que queremos, acaba de chegar um novo tempo, o Ano da Graça de 2019! Vamos, durante 365 dias, levar dentro de nós e, quando pudermos, convertermos em realidade o sentido de alegria de que é portador todo beijo e abraço, voto e mensagem dos ambientes festivos que vivemos com a família e amigos?! Não desperdicemos, jamais, as energias que podem vir de lugares muito diversos! E, por falar em materializar esperanças, eis um bom caminho a trilhar em 2019. Por exemplo, investir mais em nós mesmos, procurando filtrar e identificar todo e qualquer “ruído ideológico”, seja no modo de pensar e falar, nos juízos de valor e na interpretação dos fatos, tendo muito cuidado com o vocabulário, preferindo regras linguísticas mais tradicionais, para não incorrermos na cartilha que queremos combater. Muitos de nós, por algum motivo, gostamos de falar, pensar e escrever, mas não degustamos (saborear, no detalhe) nem elaboramos (lapidar o texto, esculpir) como devíamos, superficiais, não criamos resistências, das quais necessitamos para fechar espaços. Assim sendo, por que não? Vamos, desde já, com bastante elegância, cuidar melhor da nossa Civilização, defendendo com unhas e dentes a Cultura e a Tradição que nos deram abrigo?! Combatendo, igualmente, o vitimismo e outras distorções do pensamento?! Quanto a 2019, portanto, suas esperanças são altas, baixas ou nulas?! Por quê?! Onde V. costuma buscar a matéria-prima?! Hein?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 14/05/2013, um texto em reprise com vida nova!

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