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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
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Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
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Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

PRESENÇA MATEMÁTICA

Superior ao conceito, a Matemática vai buscar a definição!
(Por: Joseh Pereira – 01/06/2019) – Reeditado

Histórias de enganos e equívocos existem. Nós, muito seguros, dizíamos gostar da Língua Portuguesa e detestar a Matemática, como se fosse possível evitá-la, estudando outras coisas. Até digerirmos um livro-tese da USP, a demonstrar a onipresença da Matemática, como a matéria-mestra, profunda, da qual todas as disciplinas e setores do conhecimento dependem, explicitamente ou não. E surgem os personal computers no Brasil, com monitores de textos uniformes do DOS, rede VTX de comunicação com linha discada, planilhas do Lotus 123, impressoras de papel contínuo, com muita programação, cujos algoritmos e fluxogramas traziam as inovadoras partículas if, then, else etc. da engenhosa Lógica Booleana, em pontos estratégicos em que o computador avalia condições e, conforme uma ou outra situação toma a decisão, utilizando a Matemática, organizada em circuitos simples e integrados, a processar as soluções, informaticamente. A partir destes felizes eventos na vida pessoal e profissional, apontando um novo modo de ver e analisar pelo resto da vida, nós, mesmo não recusando o mundo do sentir, do qual derivam os conceitos das ciências humanas, ficamos por demais encantados com a Matemática, por sua fidelidade à razão e à lógica, tornando-a em definitivo a base, fundamento e princípio para qualquer matéria, “até mesmo em matéria doutrinária, ao explicar e definir a presença de Deus na sua relação com o Universo e as pessoas”, a natureza e tudo o que a compõe. Descobrimos, aí, o método do mapeamento mental para pensar e decodificar esquemas, construções e quebra-cabeças, simples e complexos do cotidiano, “assim” de sentenças e equações, termos conhecidos e incógnitas, constantes e variáveis propondo responder a dúvidas e processar soluções. Somos, por isso tudo, sem medo de errar, por uma ciência humana que adote métodos da ciência exata para reduzir suas concessões e tolerâncias elásticas, excessivas, viciantes e perturbadoras em vários sentidos. Entretanto, não quer dizer que devamos nos privar sempre das margens de tolerância ou fronteiras, que formam as zonas cinzas de certas intersecções dos conjuntos. Pois, não podemos esquecer que estamos sempre nos defrontando com a necessidade de operar mudanças ou ajustes, que a Matemática também contempla, cuja tolerância, no entanto, não cai e se perde no infinito, como ocorre quando se subestima a lógica das convenções e parâmetros matemáticos, responsáveis pela sustentação lógica e natural de coisas e fatos, que compõem o nosso ambiente, na forma tangível e intangível. Aliás, toda a Natureza, da qual somos parte integrante e o imenso Universo, o Cosmo com os espaços siderais são o maior exemplo da Matemática em ação, regida por leis, rígidas, cuja autoria humana, oriunda de qualquer época e lugar, é igual a zero! Somos partículas ínfimas deste infinito e, novamente, notem a Linguagem Matemática como único recurso para tamanha precisão. Definitivamente, vai adiantar ficar ou correr, para a Matemática não pegar?!
Na sequência, queremos realçar um pouco mais a onipresença da Matemática por todo o processo da nossa existência, coisa muito séria para poder ser subestimada. A Matemática, basicamente, compõe-se de Aritmética (ciência dos números, suas propriedades, mais as quatro operações); a Álgebra (a ocupar-se dos cálculos por meio de letras ou outros símbolos) e a Geometria (com suas linhas, ângulos, figuras e sólidos, nas formas simples, bi e tridimensionais), atuando uma área quase sempre em conjunto com outra, ou seja, matematicamente. Podemos, a seguir, percorrer momentos do cotidiano e prestarmos atenção de onde vem o vocabulário a que recorremos na declaração dos fatos. Observem, quem deita fica em linha horizontal, levanto-me (vou para cima) pela esquerda ou direita da cama, mantendo-me em pé na vertical. Posso tomar um café + ou – quente. Avaliar o tempo, calcular tipo e quantidade de roupa, vestindo-me. Descer (diminuir altura), cruzar (linha sobre linha) a avenida e seguir, assim, a desenhar meu trajeto em que a Matemática não nos esquece, como se fosse ela a nos mover, tal a sua presença. Viver é avaliar e resolver valores, reconhecer variáveis para aceitar ou recusar conjugações, não desgrudamos de algoritmos em ação que se juntam a outros maiores e mais gerais, no todo e universalmente, não tendo fim a linda brincadeira. Mas, já que falamos muito dos algoritmos, vejamos ao menos um bem simples, no [fluxograma]. Aí, o mecanismo em tela nos dá uma de três respostas, faz até duas consultas e termina com uma solução, não havendo meios termos, pois, quando uma terceira ou quarta condição ocorrer, logo se constituirá uma nova via a caminho de outro resultado, inexistindo os impasses. Daí, nós considerarmos além de sábias muito compatíveis com o assunto manifestações assim: – “Nas questões matemáticas não há incerteza ou dúvida nem distinções entre verdades médias ou de grau superior” (cf. Hilbert); “O livro da natureza foi escrito exclusivamente com figuras e símbolos matemáticos” (Galileu); “A Matemática, quando a compreendemos bem, possui não somente a verdade, mas também a suprema beleza” (Bertrand Russell); “A música é um exercício inconsciente de cálculos” (Leibniz); “Existe um paralelo entre o progresso social e a atividade matemática, países socialmente atrasados combinam com a atividade matemática inexpressiva” (cf. Jacques Chapellon); “Não há ramo da Matemática, por mais abstrato que seja, que não possa um dia vir a ser aplicado aos fenômenos do mundo real” (Lobachevsky); “O abandono da Matemática traz dano a todo o conhecimento, pois, aquele que a ignora não pode conhecer as outras ciências ou coisas do mundo” (Roger Bacon); “A Matemática é a mais simples, perfeita e antiga de todas as ciências” (Jacques Hadamard); “Um bom ensino da Matemática forma melhores hábitos de pensamento e habilita o indivíduo a usar melhor a sua inteligência” (Irene de Albuquerque); “No que se refere à ciência, a autoridade de mil pessoas não vale o simples raciocínio de um indivíduo” (Galileu); “Para criar uma filosofia é preciso apenas renunciar à metafísica e tornar-se um bom matemático” (cf. Bertrand Russell); “A natureza inteira está escrita em linguagem matemática” (Galileu); “Toda a educação científica que não se inicia com a Matemática é, naturalmente, imperfeita na sua base” (Auguste Comte); “As leis da natureza são pensamentos matemáticos de Deus” (cf. Kepler). E, para encerrar o pequeno Post, nós indagamos. Quem poderá respirar, ver o tempo, saber as horas sem recorrer à Matemática?! Ou, apesar de tudo, ainda não se sente convencido da sua soberana posição frente às demais disciplinas?! Mas, por quê? Não ficou, sequer, balançado(a)?!


PS – Que tal, neste final da Crônica, convencer-nos de que a Matemática só não dorme conosco porque quando dormimos, ela, a portar sempre a sua lógica, mantém-se de pé, bem desperta, acordada. Pois, a existência material, por mais que pareça estática, ao contrário, é muito dinâmica. A todo momento nós estamos envolvidos por estruturas racionais das causas e efeitos, os custos e benefícios com suas tendências, maiores ou menores, a determinar resultados, com termos combinados a formar modelos ou mapas vistos como possíveis. Afinal, a hora de perguntar. Qual, por exemplo, o relacionamento da Filosofia com a Matemática?! Não lhe parece, como tudo nos leva a crer, que tais ciências foram as primeiras definidas pela humanidade no começo da História?! Com a primeira respondiam “por que” e com a segunda, o “como”, pela lógica dos acontecimentos, desde os mais rudimentares aos mais sofisticados?! Que tal, enfim, reduzirmos a imensa grade disciplinar em apenas duas disciplinas, Filosofia e Matemática, uma para pensar as coisas e outra para demonstrá-las?! Ou seria um sonho em noite de verão (outono, inverno ou primavera), a desprezar a Didática, também necessária e fundamental no contexto pedagógico?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 01/10/2013, um texto em reprise com vida nova!

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Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

FAMÍLIA HUMANA

Cresçamos e multipliquemos, porém, essencialmente falando!
(Por: Joseh Pereira – 01/05/2019) – Reeditado

É sério, mas também diverte, pensar que ao nascermos temos a sensação de estarmos desarticulados, percebendo-nos de repente, sem nos dar conta do imenso laço ou rede genealógica relevante que percorremos até ganharmos uma identidade própria e singular, inconfundível, tornando-nos os indivíduos que somos, a buscar e defender territórios. Assim, como disse João, o evangelista, que “o Verbo se fez carne”, embora estivesse falando de Jesus Cristo, sempre implícito no Pai enquanto Verbo (palavra dada, intenção, promessa), nós podemos considerar o raciocínio válido a todos nós que pré-existimos por muito tempo ao nosso nascimento, quando então nos dão à luz, tornando-nos visíveis, prontos para participar da experiência de viver. Somos, lá atrás, os corpos, as cabeças, os sonhos, os planos e desejos de muita gente, até que tudo isso se concentra e canaliza em um Homem e uma Mulher, que serão, por escolha da natureza não apenas material, os nossos genitores, os nossos pais, com quem formamos, física e espiritualmente, uma Família com novo desenho, por todo o sempre, digna do zelo nosso e de terceiros, o mais que pudermos. Importante, também, não esquecermos um detalhe, seja qual for nosso papel na cadeia familiar, ninguém prescinde do atributo da filiação, este “pertencimento” a um Pai, ou seja, “a ausência da figura paterna como manto protetor constitui sempre e em todas as situações numa carência urgente a ser suprida”, daí, talvez, a permanente busca consciente e inconsciente de um Pai Espiritual, neste caso, Deus, onde seria altamente recomendável toda família se encerrar, fechar seu circuito, no vértice da estrutura, o norte dos nortes. Pois, somos todos, em última análise, filhos, já aqui e por todo o sempre, tanto sob uma óptica religiosa quanto científica ou matemática. E, por falar em Matemática, queremos ainda nos referir ao “crescer e multiplicar”, expressão bíblica milenar, cujos valores são qualitativos, não quantitativos, sobressaindo a qualidade em detrimento da quantidade, como podem perceber, uma verdade bastante elementar. Como dissemos, todos somos filhos, hoje e sempre, aconteça conosco o que acontecer, casados ou não e uma fertilidade de coelhos tal o tamanho da descendência, nada nos tirará a condição de filhos, uma situação suficiente para não nos assoberbarmos como se independentes fôssemos. Óbvio que devemos alargar territórios e ganhar autonomias, “plantar árvores, ter filhos, escrever livros”, como diz certo provérbio, exercendo de um modo ou de outro a nossa paternidade, garantindo assim à posteridade um legado que nos justifique, sendo imensamente sagrada a missão a ser desempenhada em nome da Família a que temos a felicidade de pertencer. Aliás, a melhor coisa que a civilização humana concebeu foi a instituição familiar, famílias, células vivas a dar organicidade a qualquer sociedade no mundo! Como seria uma sociedade sem a participação das famílias?! Por acaso, alguém pensa em outro núcleo social superior, que possa substituir a família?! Ou, simplesmente, querem extingui-la?! Quem, conscientemente, não defenderia a própria família?! E, por consequência, todas as famílias, sem exceção?!
Na sequência, muita coisa sobre o tema haveríamos de abordar, mas devemos nos limitar a determinados focos mais pertinentes, como as drogas sem um controle maior, a sexualidade precoce com gravidez mais precoce ainda de crianças e, como resumo da ópera, a antiga campanha da “paternidade responsável por uma família administrada”. A droga, no Brasil e no mundo, todos sabemos ser a grande chaga social, há tempos tratada de forma imprópria pelas nossas autoridades da segurança e educadores, muito tímidos e ineficazes para não parecerem violentos aos olhos da “patrulha ideológica”, nos demais setores, sempre atenta a condenar as ações necessárias não vitimistas entre governos e a sociedade. Machuca muito a notícia de “meninas em tenra idade sendo sexualmente industriadas pelos próprios pais, para angariarem dinheiro com que seus genitores pagam e sustentam os seus vícios malditos”. Olhem o tamanho da destruição da família! Aliás, nem entre animais selvagens se conhece tanta selvageria e indiferença junto aos seus, onde, no caso do humano, deveria entrar a razão para “calcular, planejar e administrar”. O Homem não é um animal qualquer, daí, ao conceber e gerar um filho, impõe-se nítida obrigação ao casal em entender que se está fundando e lançando no mundo um novo projeto de vida, cuja autonomia demora para ser conquistada, cabendo-lhe o mister de formar uma personalidade, com proteção, juízo e equilíbrio, já descartada a superproteção. Quanto à família ideal, salvo melhor juízo, o melhor modelo de família ainda é e sempre será o do mundo cristão, inspirado na Sagrada Família. Ouso dizer que o mundo em geral somente se tornou e se mantém relativamente habitável, graças à existência da família como unidade básica da sociedade, onde se constroem os princípios e se forma o caráter. Felizes os filhos de berços assim, canteiros de promissoras sementes a germinar, crescer e produzir frutos. Uma grave decorrência da falta do planejamento familiar é a questão da explosão demográfica, aparentemente incontrolável. Das causas do fenômeno que concorrem desde 1960 no Brasil, três são relevantes segundo analistas sociais. Os militares, a pretexto de defender a soberania nacional em país de dimensões continentais, optaram por aumentar os nativos brasileiros para ocupar imensos espaços desocupados em regiões despovoadas; os comunistas e seus simpatizantes, ao defenderem que o aumento populacional acelerado aprofundaria as contradições do capitalismo e encurtaria o caminho para a ditadura do proletariado; por último, a Igreja Católica, por considerar antinatural ou contra a vontade de Deus o emprego de métodos contraceptivos convencionais. Aí, como resultado de uma combinação desastrosa, nós éramos 90 milhões em 1970 e, agora, já ultrapassamos os 210 milhões de habitantes, com parte expressiva amontoada em favelas e periferias das cidades a clamar por moradias, saúde e segurança, nunca o bastante. Um problema da falta de planejamento familiar a transformar-se em questão social de difícil solução. Enfim, é preciso ter estômago, olhos, ouvidos e espírito preparados para aguentar cenas deprimentes de seres na conta de humanos, mas que honestamente expondo não deveriam ter nascidos, sequer, concebidos no ventre materno! Quem, ao olhar e ver tanta miséria material e moral, misérias antes preveníveis, pode discordar de uma posição a favor do “aborto” de crianças, adultos e idosos – antes da sua concepção, bem entendido – , com juízo e responsabilidade?! Por acaso, há casas em estado real ou potencial para todos, em locais dignos à natureza humana?! Como não ser a favor do “aborto”, nas condições a que nós propugnamos?! Qual o mal em tentar abortar falhas humanas, protegendo a gravidez?! Não devem, a seu ver, andar juntos o prazer sexual e a consciência responsável?! Por que não?!


PS – Por ser Maio, saboroso mês em curso, dedicado às noivas voando para formar colônia própria com função de rainha, a sua família em que, provavelmente, serão mães, carnais, adotivas etc., pedimos licença para mostrarmos quanta saudade de pais e avós, antecedentes próximos, almas e corpos a transportar o verbo, num longo e feliz processo, gradual e progressivo de materialização. Penso no jeito singelo e único de ZORAIDE (mãe), LAUREANO (pai), MANUEL e HIPÓLITO (pais dos pais). Eu fiz questão de reproduzir os nomes para reviver situações vividas. Família é isso mesmo, uma “árvore de raízes profundas com muitos galhos a estender-se por todas as direções”. Por isso, ao finalizar a Crônica da Família, um convite para cantarmos o poema do religioso José Fernandes de Oliveira, intitulado [ORAÇÃO PELA FAMÍLIA]. Mas volte, para terminarmos a conversa. Ouviu e cantou, o que achou da letra e dos versos, da mensagem construtiva?! Não dá vontade de voltar ao [poema] e declamá-lo por inteiro, ao som de um violão, afinado e melodioso?! Falar da família, como acontece conosco, estimula sua sensibilidade?! Ou com Você não muda a temperatura?! É mesmo?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 01/09/2013, um texto em reprise com vida nova!

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MUNDO AMBÍGUO

Muitas das ambiguidades são decifráveis, outras podem resistir!
(Por: Joseh Pereira – 01/04/2019) – Reeditado

Em épocas como as atuais, com muita corrupção ou “quebras da ordem”, quando regras que regem as palavras sofrem agressões de toda espécie, reforçadas pelo duplipensar da escola ideológica (influências de “1984″, autor George Orwell e “Cadernos do Cárcere”, originais de Antônio Gramsci), pelo qual o sentido da palavra, já sem sua natural autoridade, passa a ajustar-se à conveniência momentânea, tão mutável quanto a paisagem na janela de um viajante, assim, fica fácil encontrarmos pelo caminho as dubiedades, bem como as ambiguidades (muitas com intenções de ludibriar) na fala, na escrita e na linguagem em geral, verbal ou não verbal, como na foto ao lado, ilustrativa (um desafio geométrico, complexo, enigmático ou desenho irrealizável). Vamos, na presente Crônica, abordar algumas das nossas ambiguidades mais comuns dos meios cotidianos e da linguagem, que podem nos envolver na condição de agentes ou pacientes, quer dizer, podemos sofrê-las ou contribuir com elas. Notem, no entanto, que a própria palavra “ambiguidade”, sem o trema como sinal auxiliar, torna ambígua a sua pronúncia, pois, não sabemos se a vogal “u” é sonora ou muda, confundindo-nos. Está aí um outro “favor” da Reforma Ortográfica às avessas, já em vigor, fortemente criticada por nós no Blog, em fevereiro último, confiram. A ambiguidade quando proposital, como figura de estilo, merece respeito por cumprir um objetivo na comunicação, como acontecem na poesia ou na literatura em geral, para enriquecer seu significado que deixa de ser objetivo, na propaganda, para intensificar certos apelos que são próprios do mercado e no humor, para construir as populares ou clássicas pegadinhas que causam risos. Nestes campos e, dentro de regras linguísticas que regem os estilos, não será considerado vício o uso da ambiguidade, se bem intencionada e isenta do intuito de constranger ou ofender. Do lado do leitor, entretanto, muito cuidado com quem faz do seu posto de trabalho a tribuna na defesa e expansão dos seus ideais, bandeiras e causas, pouco importando com os meios usados desde que atinjam os fins pretendidos. São os que, cujos fins sempre justificam os meios, sendo perigosos por trabalharem dentro do campo da inteligência e da sensibilidade humana e social, conhecendo bem quando devem ser mais sutis ou mais ostensivos. São “especialistas do golpe”, no campo cultural, com quem mentes desarmadas não devem brincar! Indagando-nos, perguntaríamos. Mas, não é próprio do mundo, desde sempre, por toda parte, haver enganados e enganadores?! Afinal, todos os enganos, engendrados contra nós ou por imperfeições e despreparo nossos, quando temporários, são ruins?! De quantas quedas destas, muitas vezes, nós precisamos para construir um verdadeiro adulto para a “vida que deve viver”, decididamente, o maior e mais espetacular desafio do ser humano?! Podemos pensar melhor nestas coisas, muito sérias, aqui mesmo, um pouco mais?!
Nós, na sequência, considerando as ambiguidades próprias dos estilos de linguagem defendidos e explicados pela Gramática, achamos pertinente ao menos tangenciar a hipérbole, a ironia, o eufemismo, o neologismo, o sofisma (termos que podem trazer confusão), mais o “bom-mocismo” do politicamente correto, revestido da sua falsa porcelana a tentar ocultar as fisgas caçadoras que, por falta de filtro apropriado, muitos não percebem. Nós já falamos muito sobre isto em outros Posts, como devem lembrar. Normalmente, há várias figuras de estilo que dão brilho aos textos. Quando, para poder expressar uma realidade, eu tenho de exagerar na linguagem, farei uso de Hipérboles (“quase morrer de estudar”, “chorar rios de lágrimas”, “comprar toneladas de rosas”); se quero ridicularizar sem deixar de ser elegante, utilizo Ironias (“sua hipocrisia é encantadora”, “quadrado, no mundo redondo”, “não quer mais prosa, faz em versos”); para suavizar uma coisa desagradável ou doer menos, uso Eufemismos (“faltou com a verdade” = mentir, “morar no céu” = morrer, “pessoa forte” = gorda). Temos ainda os termos formados por derivação, abreviação ou substituição, com fins comunicativo, valorativo ou depreciativo, os Neologismos, utilizados na linguagem em geral, vale a pena pesquisar. Por último, tomem cuidado com os Sofismas (“Dizem que eu sou ninguém; Ninguém é perfeito; Logo, eu sou perfeito” ou “Deus é amor; O amor é cego – admitindo-se; Stevie Wonder é cego; Então, Stevie Wonder é Deus”), em construções argumentativas que parecem perfeitas, imitando os válidos Silogismos (“Todo homem é mortal; Pedro é homem; Portanto, Pedro é mortal” ou “Se Marcos passeia, não lê; Ora, Marcos passeia; Logo, Marcos não lê”), quando os tais (Sofismas) conseguem seu objetivo, alcançam sucesso, abafam sem resolver a eventual contradição. Aliás, muitos de nós já vimos frases assim, dúbias ou ambíguas, vamos comentá-las: 1. “Crianças que recebem leite materno frequentemente são mais sadias” (qual das duas ocorrências é frequente); 2. “Rapaz pegou o estojo vazio da aliança de diamantes, que estava sobre a cama” (qual dos dois objetos estava sobre a cama); 3. “Velha senhora encontrou o garoto em seu quarto” (de quem era o quarto); 4. “Muita chuva para São Paulo” (você pensou vir o fim da seca e da poluição, mas foi um violento temporal que alagou a cidade); 5. “Papa Francisco aceita o homossexual” (longe disto, ele disse: “Se a pessoa é gay e, com boa vontade, procura a Deus, quem sou eu para julgá-la?”); 6. “Em protestos contra Governador polícia prende manifestantes” (uma subversão total dos fatos, eram mascarados destruidores de patrimônios). Agora, para finalizar, na Biologia também ocorrem ambiguidades, estas sem culpa ou participação humana, que a Genética e outros processos intermediários respondem. Saibam que, consoante a uma lei absolutamente natural, o espermatozoide transmite um cromossomo X ou um Y ao óvulo, onde encontrará sempre um cromossomo X. Ali se define o sexo genético do embrião humano, X+X (feminino) ou Y+X (masculino), sem meio termo polêmico. Da fase seguinte até o nascimento, surgem os caracteres sexuais peculiares, sendo normais no macho os mamilos parecidos aos das fêmeas e, nestas, os clitóris em suas vaginas, às vezes, tão desenvolvidos que lembram um pênis. São sinais exteriores, ambíguos sim, porém, não tornam o homem uma mulher ou a mulher um homem, sendo ideal que sigam como tais, segundo suas convicções e conveniências. Mas, que pena, neste ponto da abordagem, vamos ter de encerrar, deixando aspectos importantes a tratar! Entretanto, podemos prosseguir em outra Crônica. Que tal, aprovado?! Nós, afinal, fomos claros até aqui, ambíguos ou obscuros?!


PS – Como todos observam, o tema de hoje faz sentido. Pois, enquanto sentirmos uma dúvida nosso alerta estará aceso, não se instalou a convicção, a partir da qual passamos a agir em algo construtivo, indiferente ou demolidor. Quem duvida não escolheu o caminho. A retórica, como arte de persuadir, convencer, obviamente, atua em busca do convencimento ou da eliminação da dúvida. Perante a tais recursos, manter-se bem atento para avaliar intenções e finalidades das mensagens, qual a qualidade e confiabilidade da novidade a transmitir, nada devendo ser subestimado. E, no tocante aos costumes, quem não tomou conhecimento de incômodos comportamentos ambíguos, como o das moças que viram rapazes e vice-versa, alegam terem nascido em corpos errados, impossível; casal homo-afetivo, se casal de mesmo sexo inexiste no reino animal e, finalizando, meninos-meninas, escolares na Inglaterra, obrigados por ideólogos de gênero a vestir saias como uniformes, sendo fotografados?! Quanta ambiguidade frontalmente contra invioláveis leis naturais?! Se nós não podemos eliminar o mal, por que não, ao menos dificultá-lo?! Vamos sair a campo?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 03/08/2013, um texto em reprise com vida nova!

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